quinta-feira, 28 de maio de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Edital de concurso para namorado

Luca, presidente do Luca’s Tabajra Enterteinment Corporation, no uso de suas atribuições amparadas pela lei orgânica do Rio de Janeiro nº 069/2009, torna público através deste edital o concurso para a vaga de namorado.

1. Número de vagas, características do cargo e cadastro de reserva:

1.1 Número de vagas e descrição do cargo:
O presente edital rege especificamente sobre a abertura de 1 (uma) vaga para o cargo de namorado. Visto o caráter de cargo de confiança, o horário de trabalho é integral, porém sem escala pré-fixada, incluindo a necessidade de disponibilidade no período noturno, aos finais de semana e feriados, bem como para viagens (que devem ser muitas, e, preferencialmente, de surpresa).
O namorado será responsável por atividades afetivas, de entretenimento, relações públicas, aconselhamento psicológico, cuidados básicos e atenção à saúde da namorada.
O namorado deverá estabelecer vínculo único e irrestrito com a namorada, sendo prevista na lei 069/2009 as devidas repreensões e punições quando do não cumprimento desta cláusula de exclusividade.
Caso o titular da vaga não dê conta de suas atribuições, serão convocados demais candidatos para a complementação das atividades acima descritas.

1.2 Requisitos mínimos exigidos para o cargo:
Os candidatos devem ter entre 27 e 32 anos completos até a data final das inscrições. Podem se candidatar homens solteiros, brasileiros e estrangeiros provenientes de todos os 192 países reconhecidos pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), com escolaridade mínima de curso superior em qualquer área.
Os candidatos devem ter o domínio de ao menos dois idiomas além do pátrio (e, neste caso, quanto mais melhor e devo lembrá-los que inglês e espanhol já não são diferencial para ninguém).
Não serão aceitos candidatos com prole e que ostentem qualquer um destes adereços capilares: calvície, rabo de cavalo. Complementarmente, candidatos que usem o mesmo cabeleireiro que atende aos integrantes da banda The Strokes terão preferência em caso de desempate. Também serão eliminados do concurso os candidatos que freqüentem micaretas, trajem camisetas regatas e utilizem mais de 0,7% do seu tempo falando sobre futebol.
Os candidatos devem mostrar apreço por atividades como gastronomia, cinema, literatura, moda e esportes. É desejável que sua experiência nestas modalidades seja o que se convencionou chamar de “high-low” no mundinho fashion, ou seja, o candidato deve levar a comissão avaliadora tanto para tomar uma batida no Bar do Oswaldo quanto um café da manhã no Copacabana Palace; ser admirador tanto de Kevin Smith quanto de Alain Resnais; usar Havaianas com Ray Ban Wayfarer.
Os candidatos devem apresentar estatura mínima de 1,70m e máxima de 1,90m, respeitando as relações de simetria e estética convencionadas no Protocolo de IMC.

2. Do processo seletivo:
2.1 Das inscrições:
As inscrições serão realizadas através de correio eletrônico para o endereço deste blog. Somente serão aceitas inscrições com fotos anexas e ficha de inscrição devidamente preenchida. Os candidatos se responsabilizam pela veracidade das informações prestadas, pelo esclarecimento das mesmas quando solicitado e as devidas penalidades frente às autoridades competentes quando da não veracidade das informações e não cumprimento dos quesitos referentes a este edital.

2.2 Das etapas do processo seletivo:

2.2.1 Das especificidades de cada etapa e dos quesitos de aprovação nas mesmas:
As etapas deste processo consistem de: a) avaliação da ficha de inscrição; b) teste psicológico; c) prova oral; d) prova de habilidades específicas.

3. Validade do concurso:
Este concurso tem validade de 12 meses a partir da data de publicação do resultado, sendo possível sua prorrogação por tempo indeterminado. Devido à possível prorrogação da validade deste concurso, os demais candidatos aprovados nas etapas anteriores formarão cadastro de reserva para eventual abertura futura de vaga.

Como acertar no presente do dia dos namorados


Dia desses numa conversa de meninas, escutei a historia de uma delas que falava da estratégia que usava com o ex, com quem namorou por vários anos, para ele acertar nos presentes: "Ai, eu falava pra ele ir lá na loja que eu gosto falar com a vendedora que já conhecia o meu gosto. Na verdade, eu já deixava a vendedora avisada, dava várias opções de vários preços pra ela indicar pra ele, tudo muito sem querer, claro. Coincidentemente ele sempre comprava as coisas mais baratas, né!".

Tô começando a achar que as pessoas estão sofrendo mutações estranhas nesse planeta. Sou só eu ou alguém mais acha que não faz sentido induzir alguém a te dar um presente que você mesmo poderia ir lá comprar? Aliás, a graça do presente é justamente a surpresa, não? A graça é perceber que o outro conhece seus gostos. Tem presente melhor que descobrir que, no início da relação, quando vocês ainda estão se conhecendo, ele tem a fofura de ligar pra sua mãe ou melhor amiga pra pedir umas dicas? Tem presente melhor do que você não dizer palavra e ele perceber que seu perfume predileto está acabando e te comprar um novo naquele mês que você tá apertada de grana?

Pode ser uma visão romântica demais da minha parte, mas pra mim 90% do presente nunca é o presente em si, mas toda a mensagem por trás dele. E o presente pode ser só uma cartinha e ser o melhor presente do mundo quando você percebe que o envelope está sem o carimbo do correio e descobre que a pessoa atravessou a cidade só pra colocar na sua caixa de correio com medo de não chegar no dia certo.

A receita pra acertar no presente é simples: gostar da pessoa versus conhecer a pessoa. SIM, para acertar no presente é preciso, antes de mais nada, conhecer o outro. E, sinceramente, se uma vendedora de loja sabe mais de você do que seu namorado de anos, alguma coisa está errada: ou com você ou com ele - ou mais provavelmente com os dois. Porque ou você é incrivelmente carente a ponto de acreditar que a vendedora de loja é realmente sua melhor amiga (a menos que antes de ser vendedora a criatura já fosse de fato amiga de infância) ou seu namorado não está nem aí pra você e não quer nem se dar o trabalho de pensar no que você gostaria de ganhar. Seja como for, é hora de rever seus conceitos, baby, porque se foi ou não a peça mais barata, isso é o que menos importa na maioria das vezes.

segunda-feira, 25 de maio de 2009


Não sei se o amor é mesmo uma falácia, mas de uma coisa eu sei: se teu homem não te olha como o Brad Pitt olha para Angelina Jolie, tá na hora de trocá-lo.

sábado, 23 de maio de 2009

Liga o Foda-se e seja feliz!

Quando a Paloma me convidou para colaborar com este blog eu perguntei o seguinte:

- Você tem certeza que quer que EU escreva sobre relacionamentos???

Isso porque eu tenho opiniões, muitas vezes, bem atípicas. Então ela respondeu que tinha e aí me empolguei. É um assunto que eu entendo bastante da teoria (que é o que interessa aqui, porque é um espaço escrito né... rs), e um pouquinho na prática.

Na verdade isso se deve porque sempre fui uma boa ouvinte, apesar de falar pra caramba. E meus conselhos sempre foram pro lado da praticidade. Afinal, sou totalmente não adepta do drama desnecessário. Com isso, até que consegui juntar uns casais, resolver outros... E, pra ser bem franca, toda essas minhas teorias e “experiências” adquiridas pelas histórias que eu ouvi foram fundamentais para que eu mesma saísse de um buraco de tristeza, aparentemente, sem fundo . Quando sofri uma das grandes decepções da minha vida, foi essa experiência que me ajudou e me permitiu ver que havia vida após o trauma.

(Outro dia conto aqui como foi a história que me permitiu a entender coisas até então inexplicáveis)

Eu sou adepta de que as pessoas devem fazer o que tem vontade. O que não significa que alguém que escolhe fazer o que lhe dá na cabeça sem entrar em crise pessoal e social seja um “doidivanas” da vida. Fazer o que quer pode ser, simplesmente, resolver ficar em casa num sábado a noite, sozinho, lendo um romance. E daí?

Acredito que quando se trata de relacionamentos, o melhor a se fazer é não ficar se torturando e pensando se deve ou não ligar, se vai fazer mal se se encontrar com o ex, se devem se beijar, transar... enfim. Se está afim de fazer: faça. Mas lembre-se de fazer as coisas pensando na sua felicidade, e consciente de que tudo o que acontecer será, muito provavelmente, só um momento (em princípio). SE rolar algo a mais, ótimo. Mas aí é brinde. Não conte com nada.

Esqueça dos outros. Por mais que queiram o seu bem, não são você e nunca saberão exatamente sobre o que você sente ou não. Eles, apesar de todo amor e preocupação, são meros coadjuvantes da sua vida. Até porque, na hora do "vamovê", não são as pessoas que ficam azucrinando diversos conselhos e verdades absolutas no seu ouvido que vão arcar com as consequências dos seus atos. Só você vai. Então, siga sua cabeça e ouça o coração.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O meu músculo é um coração involuntário

Na época da faculdade tinha uma disciplina de retórica e argumentação onde se brincava que aprendíamos a “manipular mentes”. Foi nessa época que li um texto hilário cujo título agora inspira esse Blog: O Amor é uma Falácia. No texto, um estudante do primeiro ano do curso de direito, no alto de seus 18 anos, resolve que precisa enconrar sua futura esposa, porque afinal, segundo suas observações, todos os advogados de sucesso eram casados e inteligentes.

Assim, essa criatura que se definia humildemente como “alguém que não se deixa dominar pela emoção, de intelecto gigantesco, frio, lógico, calculista, arguto e astuto, com um cérebro poderoso como um dínamo, penetrante como um bisturi” logo estaria se iniciando na profissão. Mas como inteligente ele já era, pela lógica só faltaria se casar pra ser totalmente bem-sucedido. Com seu senso prático, dentre todas as meninas da faculdade, elegeu a que julgou que seria a esposa perfeita: Polly. Ela era bonita, graciosa, com proporções clássicas, elegante. Tinha apenas um problema: era burra como uma porta!

Como ele queria Polly “para fins engenhosamente calculados e inteiramente cerebrais”, resolveu que seria mais fácil fazer com que uma mulher bonita e burra se tornasse inteligente do que o contrário, porque exceto pelo fato de Polly não ser inteligente, ela era perfeita em todo o resto, daria uma ótima dama da sociedade para acompanhá-lo em jantares sociais. A estratégia foi ensinar Lógica a Polly, a fim de que ela aprendesse a pensar sabendo reconhecer as falácias mais comuns da Lógica. No desenrolar hilário da história, a conclusão de sempre: amor e a lógica caminham em direções totalmente opostas!

A partir dessa inspiração, há muito que queria juntar meninas e meninos com visões totalmente diferentes sobre relacionamento pra falar disso de um jeito descontraído, contando causos, falando dos relacionamentos modernos, pós-modenos e tudo o mais que envolva o complicado mundo dos apaixonados, namorados, casados, enrolados, desapegados. O desafio: conseguir descobrir se o amor é ou não, afinal, uma falácia! Seria o amor uma enganação, um conto de carochinhas? Seria uma falácia... algo que com premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras, mas no final, depois que passa a cegueira, sua conclusão é inadmissível?

Espero que vocês curtam muito o Blog, que riam bastante com as histórias de confusões amorosas dos publicadores, que comentem, critiquem, mandem suas histórias, sugestões de temas... enfim, participem!

E antes que eu me esqueça, o texto de inspiração vale muito à pena e vai garantir muitas risadas! Quem quiser ler – e aprender a argumentar de maneira lógica – clique aqui pra abrir o arquivo. A história é uma delícia!