quinta-feira, 21 de maio de 2009

O meu músculo é um coração involuntário

Na época da faculdade tinha uma disciplina de retórica e argumentação onde se brincava que aprendíamos a “manipular mentes”. Foi nessa época que li um texto hilário cujo título agora inspira esse Blog: O Amor é uma Falácia. No texto, um estudante do primeiro ano do curso de direito, no alto de seus 18 anos, resolve que precisa enconrar sua futura esposa, porque afinal, segundo suas observações, todos os advogados de sucesso eram casados e inteligentes.

Assim, essa criatura que se definia humildemente como “alguém que não se deixa dominar pela emoção, de intelecto gigantesco, frio, lógico, calculista, arguto e astuto, com um cérebro poderoso como um dínamo, penetrante como um bisturi” logo estaria se iniciando na profissão. Mas como inteligente ele já era, pela lógica só faltaria se casar pra ser totalmente bem-sucedido. Com seu senso prático, dentre todas as meninas da faculdade, elegeu a que julgou que seria a esposa perfeita: Polly. Ela era bonita, graciosa, com proporções clássicas, elegante. Tinha apenas um problema: era burra como uma porta!

Como ele queria Polly “para fins engenhosamente calculados e inteiramente cerebrais”, resolveu que seria mais fácil fazer com que uma mulher bonita e burra se tornasse inteligente do que o contrário, porque exceto pelo fato de Polly não ser inteligente, ela era perfeita em todo o resto, daria uma ótima dama da sociedade para acompanhá-lo em jantares sociais. A estratégia foi ensinar Lógica a Polly, a fim de que ela aprendesse a pensar sabendo reconhecer as falácias mais comuns da Lógica. No desenrolar hilário da história, a conclusão de sempre: amor e a lógica caminham em direções totalmente opostas!

A partir dessa inspiração, há muito que queria juntar meninas e meninos com visões totalmente diferentes sobre relacionamento pra falar disso de um jeito descontraído, contando causos, falando dos relacionamentos modernos, pós-modenos e tudo o mais que envolva o complicado mundo dos apaixonados, namorados, casados, enrolados, desapegados. O desafio: conseguir descobrir se o amor é ou não, afinal, uma falácia! Seria o amor uma enganação, um conto de carochinhas? Seria uma falácia... algo que com premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras, mas no final, depois que passa a cegueira, sua conclusão é inadmissível?

Espero que vocês curtam muito o Blog, que riam bastante com as histórias de confusões amorosas dos publicadores, que comentem, critiquem, mandem suas histórias, sugestões de temas... enfim, participem!

E antes que eu me esqueça, o texto de inspiração vale muito à pena e vai garantir muitas risadas! Quem quiser ler – e aprender a argumentar de maneira lógica – clique aqui pra abrir o arquivo. A história é uma delícia!

3 comentários:

  1. Moral da história: Deixe os cálculos para as engenharias, falácias é com quem faz direito.

    ResponderExcluir
  2. O Amor é uma Falácia está no Youtube:
    http://www.youtube.com/watch?v=cWBBqjYwz9A
    http://www.youtube.com/watch?v=0x1WiL5dW6k
    http://www.youtube.com/watch?v=FvPk-z1UPJQ
    http://www.youtube.com/watch?v=H7MQ_LXnEbw
    http://www.youtube.com/watch?v=tH9lMjuX5ak
    http://www.youtube.com/watch?v=1KyPp0G36O0

    ResponderExcluir
  3. É muito bom esse texto! O link do post não funciona mais, mas tem aqui também: http://www.cella.com.br/conteudo/conteudo_99.pdf
    bjobjo

    ResponderExcluir