terça-feira, 23 de junho de 2009

Medo de que? Por quê?

Esta semana soube de mais um caso em que o amor foi insuficiente para superar tabus bobos e sem sentido. Um casal que tem (ou melhor, teria) tudo, absolutamente tudo pra ser feliz em família se desfez por medo, covardia, insegurança e falta de conhecimento da realidade da vida por uma das partes.

Por que muitos desistem de objetivos importantes de suas vidas, inclusive do amor, por medo do desconhecido? Qual o nome do grande monstro que se esconde atrás da palavra maturidade? Por quê tanta gente ainda carrega verdadeiro pavor de crescer, de ultrapassar a linha entre adolescência e vida adulta? Qual o grande mistério?

Ninguém vai ser obrigado a falar apenas de comódities ou sobre crise econômica mundial só porque passou dos 30.

O vídeo game e o Banco Imobiliário continuarão tão permitidos quanto bem-vindos. Apenas as partidas serão melhores porque todos irão entender e compartilhar as piadas de duplo ou triplo sentido.

Em vez de refrigerante, cada rodada será acompanhada por boas goladas de vinho, cerveja ou whisky. Os micos também continuarão a fazer parte da sua vida, assim como a dança de quadrilha em todas as festas típicas possíveis (com direito a grito de Anarriê e tudo).

Os amigos, a melhor parte, continuarão te zuando em toda e qualquer oportunidade, e as risadas estarão garantidas.

O mundo real não é tão assustador quanto parece. É até divertido quando não se dá tanto valor ao drama. Quem (dos leitores adultos, claro) nunca deu uma boa gargalhada numa roda de amigos depois de falar " durasso", e ouviu como resposta vários "eu também".

Isso tudo faz parte. Assim como a chegada do momento em que você terá a oportunidade de compartilhar tudo isso, e outras coisas melhores ainda, com uma outra pessoa em especial. Todos tem um parceiro que em algum momento irá cair de supetão na sua frente. Pode até ser assustador, mas ruim? De jeito nenhum, quando se está disposto, claro.

Jogar o amor da sua vida no lixo por medo do diferente é uma loucura. Perda de tempo. Um atestado de mal jogador. Comprovação de fraqueza. Perda de uma oportunidade tão única quanto valiosa.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Esse cara é bom

"Ela me dava a mão e então nada mais falava. Bastava para que eu me sentise bem acolhido. Mas que beijá-la, mais que dormirmos juntos, mais que qualquer outra coisa, ela me dava a mão e isso era amor".

A Trégua - Mario Benedetti

Benedetti é uruguaio e passou 60 anos casado com sua esposa Luz e morreu três anos depois que ela se foi. Sua literatura é de uma nostalgia que só quem amou alguém no outono de Montevidéu pode entender. Ele me faz crer que certos amores são tão imensos, tão intensos que aprecem que nunca vão acabar. Porém um dia acabam, mas ele moldam quem você é e isso é bom. Eu gostaria de ter tido um amor narrado pelo Benedetti.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sensibilidade masculina

Entramos em um novo milênio. Muitos homens já pararam pra perguntar o caminho do cesto de roupa suja e alguns já até superaram a síndrome do “o controle remoto é meu”. Nós mulheres já assistimos ao milagre da transformação de ogros em homens que aprenderam a cozinhar e – pasmem – não ficaram impotentes (há testemunhas!).

Alguns fizeram cursos de culinária, aprenderam a comer salada (e alguns até vegetais orgânicos, aquecidos no vapor). Os mais ousados e indiferentes à opinião alheia até limpam, cortam e lixam as unhas e vestem algo além daquela camiseta furada da adolescência que é a mesma que usam pra jogar pelada com os amigos. Uns poucos já até conseguiram finalmente entender a razão de não se poder misturar roupas coloridas e brancas na máquina de lavar.

Porém, que uma coisa fique clara: quando se trata de homens, é bom entender de uma vez por todas que algumas coisas NUNCA irão mudar. Não percam seu tempo tentando dialogar com qualquer ser homem-macho-do-sexo-masculino sobre coisas como a decoração da casa de vocês, ou a disposição de quadros, ou pior ainda: se a cor da parede deve ser branco neve ou branco gelo. Estatisticamente, está mais do que comprovado que os homens tem a mesma sensibilidade estética de um ogro!

Deixe-me colocar isso de uma maneira que todos entendam. Assim ó: a menos que ele seja estilista, artista ou gay, as possibilidades de um homem saber o que é fúcsia (Que porcaria é isso? É de comer?) são ínfimas! Tipo: capaz de uns poucos que acabaram de ler esse post correrem no Google é nosso pastor e nada nos faltará só pra descobrir. Sério: para eles só existem as cores primárias e no máximo umas duas secundárias. Todo o mais é igual/idêntico a alguma cor que ele conhece. E eles ficam desesperados quando você insiste que opinem se preferem o vestido bege ou o creme. Se você disser que o branco gelo é uma cor “triste” e que o branco neve é uma cor mais alegre, capaz de eles entrarem mesmo em depressão: ou pela constatação de que é impossível a comunicação entre vocês ou por perceberem que sua sensibilidade e a de um paquiderme é praticamente a mesma.

Assim, o melhor dos mundos para uma convivência pacífica e profícua entre homens e mulheres é, como diz minha roommate: "não questionar". Em outras palavras: não fique tentando achar explicações sobre o fato de seu namorado odiar ir ao shopping comprar roupas com você, simplesmente convide sua melhor amiga e divirta-se em vez de torturá-lo. Quando houver um impasse do tipo ele insistir: "o sofá roxo com bolinhas amarelas vai ficar perfeito na nossa sala" (o que indica que ele às vezes esquece que a sensibilidade estética de homem é nula) chame uma terceira e neutra opinião - de um profissional no assunto, tipo um decorador ou arquiteto - e evite a discórdia e a síndrome dramática de "pra que você pergunta se minha opinião nunca conta mesmo?".


Por último, tenha paciência e lembre-se sempre: existem várias razões para sermos diferentes. Sensíveis demais + sensíveis de menos podem se ajudar a chegar a um meio-termo. Se fosse pra ele ser igual a você, você seria lésbica, certo? É claro que homens sensíveis existem, apesar de raros. Mas só porque o cara é sensível, não quer dizer que seja perfeito. Além de ninguém ser perfeito - incluindo você e eu - a maioria dos cupidos é idiota, como se já não bastasse o amor ser cego. Conviva com essa realidade e aceite que não se pode ter tudo o tempo todo. Ou encontre um gay lésbico!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quando a verdade for inacreditável, melhor mentir...


Ele quer tomar um chope inocente com os amigos, sem segundas intenções, mas só com os amigos, SEM VOCÊ. Mas, por medo da sua reação ciumenta-neurótica, ele mente dizendo que vai do trabalho direto pra casa porque está exausto.

Você descobre que ele saiu e fica furiosa: "vou matar aquele cachorro safado!". Sua imaginação passeou entre a traição e uma orgia. Ele sabe que vai ter que se explicar e que você não vai acreditar na verdade (sic). O que fazer? Melhor salvar a pele, dar uma explicação plausível, mentir pra salvar o relacionamento. Enquanto você o xinga ele apresenta argumentos convincentes, fatos e dados, tipo "fui acordado pelo Marcelinho que estava mega bêbado e apareci lá pra levá-lo ao hospital".

Quando você vê o boletim de atendimento do hospital e as ligações do Marcelinho no celular dele fica envergonhada de ter agido como neurótica. Seu namorado sabe até o nome da enfermeira que aplicou a glicose no amigo que ele teve que socorrer no meio da noite! PROVAS E TESTEMUNHAS FORAM APRESENTADAS, a história faz sentido, e isso é melhor que a verdade, já que a verdade é que seu namorado não saiu pra socorrer o Marcelinho. Ele saiu pra beber com o Marcelinho e outros amigos, ele estava no bar o tempo todo, e no meio da bebedeira levou Marcelinho ao hospital e, apesar de não ter feito nada além de mentir por medo do seu ciúme, você jamais acreditaria que ele estava apenas se divertindo inocentemente com os amigos, exercendo a sua individualidade, discutindo futebol, coisa que você odiaria fazer num sábado à noite, mas que ele adora.

E é por isso que eu vou contar esta pequena história pra vocês, queridos leitores:
Havia uma mulher que morava perto da linha de um trem e comprara um guarda-roupas que apresentou um problema estranho: suas portas abriam toda vez que o trem passava. A loja mandou um técnico que foi a casa dela, apertou todos os parafusos, olhou o móvel por dentro e por fora. Mas assim que o trem passou, as portas abriram todas. Intrigado, o técnico propôs o seguinte: vou entrar no seu guarda-roupas e ficarei lá dentro esperando o trem passar pra ver o que acontece pelo lado de dentro, assim a gente soluciona esse mistério.

Enquanto ele estava lá, chega o marido pra almoçar. A mulher, entretida na cozinha, nem lembrava mais que havia um homem dentro do seu armário. O marido vai até o quarto e abre a porta do guarda-roupas e dá de cara com o técnico. Revoltado, o marido pergunta: "O que diabos você está fazendo dentro do meu guarda-roupas, seu safado?! Ao que o técnico responde: "O senhor vai acreditar se eu disser que estou esperando o trem passar?"

Pois é. A verdade pode ser inacreditável. E geralmente é. Temos medo de contá-la, porque ninguém acreditaria que estamos apenas esperando o trem passar. A verdade não tem obrigação de fazer sentido. De tanta neurose nos relacionamentos, é quase como se a gente pedisse: "minta pra mim, pois não vou acreditar se você disser a verdade!" Verdades absurdas não são para os fracos.

As relações viraram um série de mentiras bem contadas. Temos medo de ser julgados como maus amigos ou namorados, de ser desacreditados, mal-interpretados, olhados com suspeita. Construir relações baseadas na verdade, nem sempre lógica, é difícil. Já a mentira, criada especificamente para fazer total sentido, convence mais, gera "confiança", mesmo que ilusória, reconforta a maioria. Talvez por isso, em vez de dizer pro seu melhor amigo "não tô mais a fim de sair" você diz "tô passando mal, não vai dar pra sair". Em vez de dizer "levei um pé na bunda, fui rejeitada", você diz para os seus amigos que descobriu que não estava a fim do cara, ou finge que ai sair com ele quando não vai, inventa que ainda gosta do ex e ri como louca pra convencer a todos que está bem, ótima, feliz pra burro, I've never been better.

Somos mais convincentes e nos sentimos mais reconfortados vivendo uma vida de histórias inventadas. Fingimos alegria pra ninguém perceber que estamos tristes quando o motivo da tristeza não for bom pro nosso ego, e fingimos tristeza quando queremos gerar "simpatia" ao nosso redor, quando convém sermos o coitadinho da história. No meio de tanta confusão, não dá mais pra saber quem mente e quem diz a verdade.

O que será das pessoas que tem coragem de dizer a verdade no meio de um mundo cheio de mentiras lógicas e convincentes? Fazer o quê? Ninguém disse que é fácil fazer "a coisa certa". O mundo nunca pretendeu ser justo e o nariz de quem mente não cresce. Pinocchio é só história pra criancinhas de pais mentirosos que tem medo que os filhos façam com eles o que eles fazem com os filhos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Eros & Psyche

Na minha opinião, esta é a história de amor mais bonita, e a que melhor demonstra como ser feliz no amor.

Se descartarmos todos os prós e os contras, tudo que está errado, tudo aquilo que não queremos assumir, os problemas da vida e etc, a felicidade no amor é, basicamente, a harmonia perfeita entre o sentimento e a razão. E ainda, a capacidade de concedermos o verdadeiro perdão, em oferecermos o sacrifício sincero, e em aceitarmos as verdades de nossa vida e as do outro também.

Psiquê era uma jovem tão bela que de todas as partes corria gente para admirá-la. Passou mesmo a ser objeto de culto, sobrepondo-se a Vênus, cujos templos se esvaziaram.

A deusa indignou-se com o fato de uma simples mortal receber tantas honras. Pediu a seu filho Eros, o deus do Amor, que atingisse a jovem com suas flechas, fazendo-a enamorar-se do homem mais desprezível do mundo. Entretanto, ao ver a princesa, o próprio Eros apaixonou-se e, contrariando as ordens da mãe, não lançou suas setas.

Enquanto as irmãs de Psiquê casaram-se com reis, a jovem mortal, cobiçada por um deus, permaneceu só. Apreensivo, seu pai consultou o oráculo de Apólo. Este aconselhou o soberano a levar a filha, vestida em trajes nupciais, até o alto de uma colina. Lá, uma serpente iria tomá-la como esposa. As ordens divinas foram executadas e, enquanto a jovem esperava que se consumasse seu destino, surgiu Zéfiro. O doce vento transportou-a até uma planície florida, às margens de um regato.

Esgotada por tantas emoções, Psiquê dormiu. Quando acordou, estava no jardim de um palácio de ouro e mármore. Ouviu, então uma voz que a convidava a entrar. Então, à noite, oculto pela escuridão, Eros amou-a. Porém, recomendou-lhe, insistentemente, que jamais tentasse vê-lo. Durante algum tempo, apesar de não conhecer o amado, Psiquê sentia-se a mais feliz das mulheres.

Saudosa de suas irmãs, pediu ao marido para vê-las. Zéfiro encarregou-se de levá-las ao palácio. Invejosas da riqueza e felicidade de Psiquê, as jovens insinuaram a dúvida em seu coração. Declararam que o homem que ela desconhecia devia ser o monstro previsto pelo oráculo. Aconselharam-na, então, a preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, veria o rosto do marido; com a segunda, poderia matá-lo, se fosse mesmo o monstro.

À noite, enquanto Eros dormia, Psiquê apanhou a lâmpada e iluminou-lhe o rosto. Viu, então, o mais belo jovem que já existira. Emocionada com a descoberta, deixou cair uma gota do óleo da lâmpada no ombro do deus. Este despertou sobressaltado e foi embora, para não mais voltar.
Afastando-se, disse-lhe em tom de censura: “O amor não pode viver sem confiança”.

Cheia de dor, a jovem implorau o auxílio das divindades. Entretanto, como não quisessem desagradar a Vênus, nenhuma delas a acolheu. Psiquê resolveu dirigir-se à própria Vênus. A deusa encerrou-a em seu palácio e impôs-lhe os mais rudes e humilhantes trabalhos: separar grãos misturados; cortar a lã de carneiros selvagens; buscar um frasco com a água negra do rio Estige.

Na primeira tarefa, Psiquê foi ajudada pelas formigas. Na segunda, os caniços da beira de um regato sugeriram-lhe que recolhesse os fios de lã deixados pelos carneiros nos arbustos espinhosos. E, na terceira, uma águia tirou-lhe o frasco da mão, voou até a nascente do Estinge e trouxe-lhe o líquido negro.

Finalmente, Vênus incumbiu-a de ir aos Infernos para obter um pouco da beleza de Prosérpina. Uma torre descreveu-lhe o itinerário para o reino das sombras. Orientou-a também para pagar o óbolo ao barqueiro Caronte e abrandar a ferocidade do cão Cérbero, oferecendo-lhe um bolo. Bem sucedida na prova, Psiquê voltava com a caixa contendo a beleza, quando resolveu abri-la.
Imediatamente foi tomada de um profundo sono.

Eros, que a procurava, acordou-a, picando-a com a ponta de uma flecha. Em seguida, o deus do amor dirigiu-se ao Olimpo e pediu a Júpiter para esposar a mortal. Foi atendido, mas antes, era preciso que Psiquê recebesse o privilégio da imortalidade. O próprio Júpiter ofereceu ambrosia à jovem, tornando-a imortal. O casamento celebrou-se solenemente entre os deuses. Da união de Eros e Psiquê nasceu a Volúpia.



Feliz Dia dos Namorados!

P.s.: Só pra constar que esta história demonstra também que mulher é o bicho mais invejoso que existe... Ôh Raça!!!!!




quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ou se tem vergonha na cara ou se é feliz

Sempre tem um momento na vida que a gente tem que se jogar: é isso ou você vive pela metade. Se você já teve mais de três paixões na vida e nunca cometeu nenhuma loucura de amor, é muito provável que alguma coisa esteja errada. Assim como não tem isso de ficar mais ou menos grávida, também não dá pra ficar mais ou menos apaixonado. Ou você fica e se joga ou não fica. Apaixonados que se prezem fazem serenata, mandam flores nos momentos mais absurdos, assinam cartas com coraçõeszinhos, inventam apelidos ridículos, têm amigos imaginários e falam com voz de criança de dois anos - não necessariamente nessa ordem...

Eu brinco que penso em trocar meu coração por um fígado, porque o amor pode ser mesmo uma coisa complicada. Mas, na verdade, o que eu acredito mesmo é que de todos os medos idiotas que eu poderia ter (do escuro, de aranha, do bicho papão...), o pior deles é o medo de gastar o coração. Economizar o coração é economizar a alma. E quem faz isso, já está meio morto de qualquer maneira. Eventualmente vamos nos magoar mesmo e, se é pra sofrer, que antes a gente tenha pelo menos sido feliz, mesmo que só um pouquinho.

Não confunda orgulho besta e excessivas preocupações com o que os outros vão pensar com amor-próprio. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. E tem uma hora que é preciso escolher: ou eu vou ser orgulhoso ou serei feliz. Na pior das hipóteses, quando você se joga não fica pensando depois no "e se ...?". E quem nunca fez vergonha quando estava apaixonado que atire a primeira pedra!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aaahhh ... o amor!!

O único sentimento capaz de entortar a cabeça, dar giros de 180º, fazer você pensar em mudar de cidade, de país, de nome, de vida... Um fenômeno transformador, definitivamente.

As breguices, comuns em casais apaixonados, se tornam necessárias. Sim, porque não há cena mais cafona do que duas pessoas que ficam horas se olhando sem dizer nada, por exemplo. Completamente hipnotizadas. E ainda com aquele sorrisinho que chega a dar câimbra em quem vê. Argh!

A voz fica naturalmente melosa, os pensamentos automaticamente direcionados na imagem do outro a maior parte do tempo, os sacrifícios se tornam as tarefas mais banais, desde que seja feito para encontrar com a pessoa amada. O sono deixa de existir, as mensagens de celular e e-mails provocam sobressaltos, olhar de peixe morto, mais câimbra nas extremidades dos lábios... Um horror! Sem contar que nada mais acontece no mundo. O assunto se torna somente Ele (ou Ela). Coitados dos amigos que não tiverem pra onde correr. Terão que ouvir, gostar, "miar" junto e ficar falando "ai que lindo", "ai que fofo"...

Mas... quem disse que o casal liga??? Além de tudo, eles ficam fortes, invencíveis... ficam tudo. E, como são o suficiente um para o outro, dividem o belo sentimento do "danem-se vocês todos que se incomodam com a gente!".

Bom, mas essa é apenas uma das 32.564.154.654.14... visões sobre o que é, e como funciona o amor.