sexta-feira, 12 de junho de 2009

Eros & Psyche

Na minha opinião, esta é a história de amor mais bonita, e a que melhor demonstra como ser feliz no amor.

Se descartarmos todos os prós e os contras, tudo que está errado, tudo aquilo que não queremos assumir, os problemas da vida e etc, a felicidade no amor é, basicamente, a harmonia perfeita entre o sentimento e a razão. E ainda, a capacidade de concedermos o verdadeiro perdão, em oferecermos o sacrifício sincero, e em aceitarmos as verdades de nossa vida e as do outro também.

Psiquê era uma jovem tão bela que de todas as partes corria gente para admirá-la. Passou mesmo a ser objeto de culto, sobrepondo-se a Vênus, cujos templos se esvaziaram.

A deusa indignou-se com o fato de uma simples mortal receber tantas honras. Pediu a seu filho Eros, o deus do Amor, que atingisse a jovem com suas flechas, fazendo-a enamorar-se do homem mais desprezível do mundo. Entretanto, ao ver a princesa, o próprio Eros apaixonou-se e, contrariando as ordens da mãe, não lançou suas setas.

Enquanto as irmãs de Psiquê casaram-se com reis, a jovem mortal, cobiçada por um deus, permaneceu só. Apreensivo, seu pai consultou o oráculo de Apólo. Este aconselhou o soberano a levar a filha, vestida em trajes nupciais, até o alto de uma colina. Lá, uma serpente iria tomá-la como esposa. As ordens divinas foram executadas e, enquanto a jovem esperava que se consumasse seu destino, surgiu Zéfiro. O doce vento transportou-a até uma planície florida, às margens de um regato.

Esgotada por tantas emoções, Psiquê dormiu. Quando acordou, estava no jardim de um palácio de ouro e mármore. Ouviu, então uma voz que a convidava a entrar. Então, à noite, oculto pela escuridão, Eros amou-a. Porém, recomendou-lhe, insistentemente, que jamais tentasse vê-lo. Durante algum tempo, apesar de não conhecer o amado, Psiquê sentia-se a mais feliz das mulheres.

Saudosa de suas irmãs, pediu ao marido para vê-las. Zéfiro encarregou-se de levá-las ao palácio. Invejosas da riqueza e felicidade de Psiquê, as jovens insinuaram a dúvida em seu coração. Declararam que o homem que ela desconhecia devia ser o monstro previsto pelo oráculo. Aconselharam-na, então, a preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, veria o rosto do marido; com a segunda, poderia matá-lo, se fosse mesmo o monstro.

À noite, enquanto Eros dormia, Psiquê apanhou a lâmpada e iluminou-lhe o rosto. Viu, então, o mais belo jovem que já existira. Emocionada com a descoberta, deixou cair uma gota do óleo da lâmpada no ombro do deus. Este despertou sobressaltado e foi embora, para não mais voltar.
Afastando-se, disse-lhe em tom de censura: “O amor não pode viver sem confiança”.

Cheia de dor, a jovem implorau o auxílio das divindades. Entretanto, como não quisessem desagradar a Vênus, nenhuma delas a acolheu. Psiquê resolveu dirigir-se à própria Vênus. A deusa encerrou-a em seu palácio e impôs-lhe os mais rudes e humilhantes trabalhos: separar grãos misturados; cortar a lã de carneiros selvagens; buscar um frasco com a água negra do rio Estige.

Na primeira tarefa, Psiquê foi ajudada pelas formigas. Na segunda, os caniços da beira de um regato sugeriram-lhe que recolhesse os fios de lã deixados pelos carneiros nos arbustos espinhosos. E, na terceira, uma águia tirou-lhe o frasco da mão, voou até a nascente do Estinge e trouxe-lhe o líquido negro.

Finalmente, Vênus incumbiu-a de ir aos Infernos para obter um pouco da beleza de Prosérpina. Uma torre descreveu-lhe o itinerário para o reino das sombras. Orientou-a também para pagar o óbolo ao barqueiro Caronte e abrandar a ferocidade do cão Cérbero, oferecendo-lhe um bolo. Bem sucedida na prova, Psiquê voltava com a caixa contendo a beleza, quando resolveu abri-la.
Imediatamente foi tomada de um profundo sono.

Eros, que a procurava, acordou-a, picando-a com a ponta de uma flecha. Em seguida, o deus do amor dirigiu-se ao Olimpo e pediu a Júpiter para esposar a mortal. Foi atendido, mas antes, era preciso que Psiquê recebesse o privilégio da imortalidade. O próprio Júpiter ofereceu ambrosia à jovem, tornando-a imortal. O casamento celebrou-se solenemente entre os deuses. Da união de Eros e Psiquê nasceu a Volúpia.



Feliz Dia dos Namorados!

P.s.: Só pra constar que esta história demonstra também que mulher é o bicho mais invejoso que existe... Ôh Raça!!!!!




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