quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sensibilidade masculina

Entramos em um novo milênio. Muitos homens já pararam pra perguntar o caminho do cesto de roupa suja e alguns já até superaram a síndrome do “o controle remoto é meu”. Nós mulheres já assistimos ao milagre da transformação de ogros em homens que aprenderam a cozinhar e – pasmem – não ficaram impotentes (há testemunhas!).

Alguns fizeram cursos de culinária, aprenderam a comer salada (e alguns até vegetais orgânicos, aquecidos no vapor). Os mais ousados e indiferentes à opinião alheia até limpam, cortam e lixam as unhas e vestem algo além daquela camiseta furada da adolescência que é a mesma que usam pra jogar pelada com os amigos. Uns poucos já até conseguiram finalmente entender a razão de não se poder misturar roupas coloridas e brancas na máquina de lavar.

Porém, que uma coisa fique clara: quando se trata de homens, é bom entender de uma vez por todas que algumas coisas NUNCA irão mudar. Não percam seu tempo tentando dialogar com qualquer ser homem-macho-do-sexo-masculino sobre coisas como a decoração da casa de vocês, ou a disposição de quadros, ou pior ainda: se a cor da parede deve ser branco neve ou branco gelo. Estatisticamente, está mais do que comprovado que os homens tem a mesma sensibilidade estética de um ogro!

Deixe-me colocar isso de uma maneira que todos entendam. Assim ó: a menos que ele seja estilista, artista ou gay, as possibilidades de um homem saber o que é fúcsia (Que porcaria é isso? É de comer?) são ínfimas! Tipo: capaz de uns poucos que acabaram de ler esse post correrem no Google é nosso pastor e nada nos faltará só pra descobrir. Sério: para eles só existem as cores primárias e no máximo umas duas secundárias. Todo o mais é igual/idêntico a alguma cor que ele conhece. E eles ficam desesperados quando você insiste que opinem se preferem o vestido bege ou o creme. Se você disser que o branco gelo é uma cor “triste” e que o branco neve é uma cor mais alegre, capaz de eles entrarem mesmo em depressão: ou pela constatação de que é impossível a comunicação entre vocês ou por perceberem que sua sensibilidade e a de um paquiderme é praticamente a mesma.

Assim, o melhor dos mundos para uma convivência pacífica e profícua entre homens e mulheres é, como diz minha roommate: "não questionar". Em outras palavras: não fique tentando achar explicações sobre o fato de seu namorado odiar ir ao shopping comprar roupas com você, simplesmente convide sua melhor amiga e divirta-se em vez de torturá-lo. Quando houver um impasse do tipo ele insistir: "o sofá roxo com bolinhas amarelas vai ficar perfeito na nossa sala" (o que indica que ele às vezes esquece que a sensibilidade estética de homem é nula) chame uma terceira e neutra opinião - de um profissional no assunto, tipo um decorador ou arquiteto - e evite a discórdia e a síndrome dramática de "pra que você pergunta se minha opinião nunca conta mesmo?".


Por último, tenha paciência e lembre-se sempre: existem várias razões para sermos diferentes. Sensíveis demais + sensíveis de menos podem se ajudar a chegar a um meio-termo. Se fosse pra ele ser igual a você, você seria lésbica, certo? É claro que homens sensíveis existem, apesar de raros. Mas só porque o cara é sensível, não quer dizer que seja perfeito. Além de ninguém ser perfeito - incluindo você e eu - a maioria dos cupidos é idiota, como se já não bastasse o amor ser cego. Conviva com essa realidade e aceite que não se pode ter tudo o tempo todo. Ou encontre um gay lésbico!

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