quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Longe Demais

Quando assisti Closer pela primeira vez, ainda no cinema, saí de lá odiando o filme. Falei para todos: "esse filme é de gente mal amada"! De acordo com um ex-namorado, eu saí tão irritada com a história que queria, inclusive, terminar o meu próprio namoro.

Closer é um filme que fala de relacionamentos. E no meio de uma crise emocional no ano passado eu comprei o DVD para assistir de novo. Eu acreditava que quatro anos depois eu teria uma visão diferente do filme. Talvez, soubesse interpretar melhor toda aquela história maluca de troca de casais. Na verdade, o DVD ficou encostado na minha sala por uns meses, até que depois de um tempo decidi que estava preparada para assistir a este filme.

Fiquei meio com "medo" de ficar deprê... até de chorar. Sei lá né?! Mas aproveitei que estava sozinha, acompanhada somente de meus pensamentos e vi Closer, perto demais. O que eu achei? Que eu estava certa quando achei que conseguiria entender o filme depois de tantos anos, e ainda melhor depois de tudo pelo que eu passei. O filme é ótimo, porém, realmente bem complexo.

Fala sobre o assunto mais difícil da humanidade: o ser humano. E em suas piores situações: em relacionamentos, em relação a seus sentimentos e sobre o respeito a si próprios. A indecisão e a covardia, a necessidade de estragar aquilo que é perfeito somente por ser simples, a doença da possessividade a qualquer preço, seguida pela vingança e o gosto pela tortura psicológica, a inocência dissimulada usada como um escudo para a própria proteção...

Quando terminei de assistir pensei: "será que agora entrei para o clube das mal amadas"? Mas depois, durante a musiquinha dos créditos... não. Não mesmo. Pelo contrário, estou bem, isso sim. E o suficiente para entender. Só isso. Eu consegui compreender a história, os questionamentos, os conflitos, os sentimentos (raiva, saudade, desespero, tristeza, vingança, ausência, solidão, felicidade incompleta, humilhação, medo). Claro, tinha a ver com meu estado emocional naquela semana. Mas é mais uma prova de que todo sofrimento vale a pena.

(Ainda bem né?! Ufa!)


Na época sentia medo, ansiedade, esperança, raiva, dúvidas... São muitas emoções para administrar ao mesmo tempo. Mas o importante é que sempre conseguimos. É só esperar um pouco, respirar fundo e dar um jeito (porque na realidade a única escolha que temos para essa superação é sobre o tempo que iremos disponibilizar para isso. Se um dia, um mês, um ano ou dez. É uma obrigação nossa conosco).

Aliás, peço desculpas a todas as pessoas que, na época, amaram esse filme e eu, estupidamente enchia a boca para dizer "esse filme é uma merda"! A todas essas pessoas, perdoem-me pela ignorância. Mas, demorei um pouco para entender também...



Felizes aqueles que não entenderam Closer!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Como melhorar seu relacionamento pela política

Devemos sempre renovar o público que frequenta nossa vida. Seja na sentimental ou na sócio-politica. Portanto, segue a campanha de acordo com a linguagem do blog.

Como aquela velha frase popular costuma dizer, "Ex é que nem McDonald's: todo mundo sabe que não deve, mas todo mundo volta para um sanduíche depois".

Pois é, não adianta saber que não vai prestar. É preciso se conscientizar mesmo. Revivals não costumam valer a pena. Ainda mais quando tudo o que ele (ou ela) fez foi merda e pouco além disso.

Portanto, uma maneira simples e prática para melhorar a vida é a Não Reeleição. Nada de repetir namorados assim como nada de repetir gente corrupta em Brasília. Evidente que nunca sabemos se o próximo namorado será melhor que o anterior, mas é melhor tentar do que resumir as chances por conta de um desastre conhecido.



quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Como discutir uma relação que não existe

Eis uma prova de que nada é impossível e o céu não é o limite. Depois dizem que as meninas é que são complicadas. Imagine você esse calvário:

Você vai a uma festa e fica com alguém. O cara parece gente boa, tem o beijo legal etc. Fim de noite e ele pede o seu MSN. MSN?! Estranho, né? Você pensa: sei lá, vai ver são os tempos modernos... e aí você dá o endereço, mas diz que quase não fica online. Ele pega também o seu telefone. Ok. Não foi amor à primeira vista, mas pode ser que você queira ficar de novo. Se ele ligar, você decide o que fazer depois...

No dia seguinte o cara te adiciona, você aceita e rola um diálogo estranho... do tipo em que ele não pergunta absolutamente nada sobre você, escreve umas frases soltas e não conversa sobre nada que faça sentido. E aí vc pensa: por que diabos essa criatura pediu seu MSN afinal? O cara não quer ser amigo. Não faz nenhum comentário do tipo "Queria te ver de novo", nem fala sobre nada interessante e nem sobre ele mesmo, e muito menos pergunta sobre você.

Dias depois, você entra no MSN. E lá vem ele (sic):

Nonsense: Você fala que nunca entra no MSN, mas está sempre online" - ao que você responde qualquer coisa - E aí, tem saído muito?
Você: Fui numa festa no sábado.
Nonsense: Legal - e sai. Ãnh?

Mais uns dias depois, a mesma bizonhice:

Nonsense: Frequentando muito o seu MSN.
Você: Estou tentando fazer a declaração do imposto de renda.
Nonsense: Você é uma comédia - cara, alguém aí descobriu a graça?!

Você perde a paciência e, ignorante que é no Messenger, exclui o cara da tua lista sem bloqueá-lo.

O cidadão, com o qual você trocou apenas algumas poucas mensagens (praticamente o mesmo que não trocar mensagem nenhuma, dado o teor das mesmas) entra num site - sei lá qual - e descobre que foi excluído da sua lista. Aí ele, revoltado, te manda um e-mail com o seguinte absurdo: "queria te dizer uma coisa importante, mas você me excluiu do seu MSN, deixa pra lá".

Você não entende absolutamente nada... tipo: já faz uns 3 meses que você ficou com o cara, o cara pegou seu telefone e nunca ligou, nunca falou nada com nada e ainda briga com você out of nowhere? Eis que na próxima vez que entro no MSN, mais vários dias depois:

Nonsense: Oi, pq vc me excluiu? - ao que você nega e muda de assunto
Você: O que você queria me dizer de tão importante que mandou um e-mail?
Nonsense: Vou mudar pro seu bairro.
Você: Para que rua?
Nonsense: Não sei, ainda tô procurando. Mas vou ficar pertinho de você, será que é bom? Você: Que bacana, vai ser bom pra você ficar mais pertinho do seu trabalho - é o que você consegue escrever com suas últimas energias de eu sou legal, e pra garantir que não vai ser escrota, se despede e sai do MSN.

Passam-se TRÊS meses. A cara nunca mais deu sinal de fumaça (ok, não fez falta nenhuma também) e, de novo, out of nowhere, manda a seguinte mensagem pelo MSN:

Nonsense: Saudades de vc, nem conversa mais comigo, bjs.
Você: Você é maluco
Nonsense: Você está me esculhambando

Você, que tem uma paciência que tende ao infinito, refaz o histórico das atitudes totalmente nonsense dele, explica que vocês só trocaram meia dúzia de palavras e ele nunca disse nada com nada desde que vocês ficaram, há 6 meses atrás. Assim, qualquer pessoa normal acharia estranho ele chegar do nada e dizer que está com saudades. O quão difícil é entender isso? Deve ser muito, porque ele mandou a pérola:

Nonsense: Você está discutindo a relação?
Você: Que relação, cara-pálida?!
Nonsense: A nossa

Sério, alguém avisa!!!!!!!!!!!!!!

Você: "Em primeiro lugar, detesto discutir relação... por isso, não posso nem pensar no absurdo que seria discutir "nossa" não-relação. Isso seria impossível, improvável, impensável... enfim. Deixa eu te explicar uma coisa. Funciona assim: você tem o meu número. Se estiver a fim, você liga e me chama pra fazer alguma coisa, entende? Se eu também estiver a afim, eu aceito. Em última instância, digamos que você tenha me achado a pessoa mais legal do planeta, mas você quer ser só meu amigo. Da mesma forma, você me informa isso e pergunta se quero ser sua amiga. Eu aceito, ou não. E a vida segue, entende?"
Nonsense: Nossa... vou malhar. Vê se continua por aqui pra gente se falar mais tarde

Esse não tem salvação. Não entende nada. Ignora o nível da própria ignorância. É case se Noções Básicas de Noção.

Pelo menos, depois de perceber que mesmo excluído do meu MSN ele continuava conseguindo falar comigo, eu finalmente aprendi: NÃO BASTA EXCLUIR, TEM QUE BLOQUEAR!