terça-feira, 29 de setembro de 2009

Na praia


Ler Ian McEwan pode ser uma tarefa difícil dependendo do seu estado de espírito. Eu por, exemplo, tive que ler Na Praia duas vezes para conseguir absorver a história e gostar dela. É estranho dizer, mas quando li da primeira vez estava feliz demais para entender os diálogos fortes, tristes e difíceis entre Edward e Florence. Da segunda vez, cada palavra lida me deixava suspensa, quase sem respirar.

E foi na releitura que, ao fechar a última página, entendi do que se trata o livro. McEwan deixa no ar uma pergunta que sempre me perturbou e pra qual eu acho que muita gente não teria uma resposta: de todas as pessoas que fizeram parte da sua vida, será que alguma delas haveria de ser afinal aquela capaz de acabar com esse eterno ciclo de experimentação?

Será que estivemos tão perto dessa pessoa e a afastamos por uma razão idiota, por precipitação, por imaturidade, por palavras ditas na hora errada e do jeito errado e com uma agressividade desnecessária, por medo, por engano? Como entender o valor do que se tem agora e não depois que já perdemos? Como abandonar o "se eu não tivesse dito aquilo, se eu não tivesse feito..."

O ritmo dos relacionamentos hoje é frenético e é certo que temos mais namorados(as) durante nossas vidas que nossos pais e avós tiveram. Naquele velho esquema "otimista" de que algumas coisas boas se perderam, mas também ganhamos outras, acho que o pior de agora é que a velocidade e o entra-e-sai de relacionamentos às vezes faz com que tudo vire paisagem. Estamos fazendo número e isso faz muitos sentirem que estão aproveitando bem o seu tempo, mas a maioria das relações é superficial e não acrescenta quase nada. Temos pouco tempo o pouca disposição e paciência para conhecer o outro e permitir que o outro nos conheça.

Mas, o lado bom dessa história é que, pelo menos, saímos da era em que as pessoas se juntavam pela necessidade de ter filhos para um tempo em que as pessoas ficam juntas apenas pela necessidade de gostar e ser gostado. As mulheres, especialmente, se reinventaram, se libertaram das convenções.

E o que permanece igual nessa dinâmica? Bom, se você também leu Na Praia e se sentiu triste com o final de McEwan, significa que, no fundo, continua com aquela pontinha de esperança de que dentre o muitos que passaram e poderão passar por sua vida e te fazer feliz por algum tempo, você possa encontrar aquele(a) que seja capaz de calar essa pergunta, de acrescentar algo, de te fazer querer viver de uma forma mais intensa, que justifique sua existência.

Sorte daqueles que já tem uma resposta para a pergunta de McEwan... Eu acho que ainda tô longe de ter.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Radical Chik

Podem falar, podem criticar, podem praguejar o quanto quiserem, mas a independência feminina tem lá suas vantagens.

Outro dia eu li uma historinha em que aRadical Chik termina com um namorado. Ela tá ao lado da porta e diz:

"
Você me magoou seriamente, me tratou como uma idiota, traiu minha confiança transando com minha melhor amiga e ainda se fez de inocente. SAIA JÁ DA MINHA CASA
...
- A melhor maneira de preservar o amor-próprio é ter casa própria.
"
Vocês sabem de uma coisa? Óbvio que não é a solução para tudo e não deve ser usado como refúgio. Mas é um excelente argumento!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Essa é uma felicidade que eu não desejo pra você!


Cena:
Domingo. Duas amigas de longa data estão num chá-de-panela. Uma é a Noiva e a outra é sua Madrinha de casamento.

- E aí, como vão as coisas?
- Vão bem...
- Como foi lá na separação?
- Foi bem... Rápida.
- E você ...
- Ah... (sorriso no rosto) Essa é uma felicidade [olha para os docinhos na mesa] que eu NÃO desejo pra você!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ms. Robinson

Ficar com um cara uns 5 anos mais novo que você é assim:
Vocês estão... hum... na first base, como dizem os americanos. E ele para e pergunta:
- Você tem... facebook?

domingo, 13 de setembro de 2009

Indicadores de um relacionamento - entendendo o outro

O primeiro passo foi entender a si próprio. Mas se você acha que o problema não é você, mas o outro, sente-se bem na cadeira, porque você terá que ser forte pra ler o que vou dizer. O problema sempre somos nós, nunca o outro! Porque não importa se o outro é maravilhoso ou um tremendo cretino: é sempre você quem escolhe! Cretinos serão sempre cretinos (como já comentamos no post do House) e não adianta colocar a culpa do fracasso neles... é você quem tem que partir pra outra!

Então, para facilitar, uma regra básica: relacionamentos falam. Não se desespere achando que é impossível saber o que o outro está pensando. Ainda que ele não esteja falando com todas as letras, ele sempre está dizendo alguma coisa, mesmo que nas entrelinhas. Para decodoficar sinais contraditórios segue abaixo um glossário:

"Não vai dar pra sair com você, meu cachorro comeu meu dever de casa" - alguém tem dúvidas de que isso é o mesmo que dizer "não tô nem um pouco afim de você e por isso não me dou nem sequer o trabalho de inventar uma desculpa plausível"?


"Estou confuso, não sei mais o que sinto por você" - acredito que ninguém que realmente ainda goste do outro se atreveria a proferir tais palavras se ainda gostasse da pessoa. Ou seja, em outras palavras, um ser confuso é um ser que não gosta mais de você e ou não quer admitir isso porque é covarde ou simplesmente porque quer que você corra atrás dele pra ele ficar com o ego em dia.

"Vamos dar um tempo" - apesar de muito desgastada, esse tipo de desculpa ainda cola pra muita gente. Quem realmente quer um tempo pra pensar, não termina em 3 parcelas... faz alguma coisa, como uma viagem ou qualquer outra solução "para pensar" e depois resolve se vai ou se fica. Qualquer coisa além disso é desculpa pra ficar com outras pessoas e deixar o outro no banco de reserva, só pra uma eventualidade.

"Você é bom(boa) demais pra mim" - pergunto: se todos sempre procuram alguém "bom demais" pra chamar de meu bem, porque cargas d'água você terminaria com alguém porque essa pessoa é boa demais pra você? Se você realmente fosse tão bom(boa) ninguém ia querer te largar. O que está escrito nas entrelinhas? Simples: "você não serve pra mim". Ahhhhhhhhh, porque não falou logo?!

"Você é perfeito(a) pra mim/você é tudo que eu sempre procurei, mas nos conhecemos na hora errada" - Ok. Essa daqui também é conhecida, mas acho que ainda cola pra muita gente. Mas a verdade é uma só: quem se gosta e tá realmente afim, encontra um jeito de ficar junto. O mundo tá cheio de pessoas que mudaram de nome, de país, de religião e provavelmente até de sexo pra ficar com sua cara-metade. Se você não vai fazer nenhum "esforço" pra ficar junto, significa que a pessoa não é exatamente "perfeita"... na verdade, ela pode até ser razoavelmente boa, mas não o suficiente pra te fazer esticar o braço...

Enfim... existem mil e uma frases de efeito, e também atitudes que tanto podem revelar que o outro se importa com você quanto podem estar gritando que ele não está nem aí.

Alguém tem mais exemplos verdadeiros e verídicos?! rs rs rs.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Indicadores de relacionamento - entendendo a si mesmo


Sim, às vezes nós mesmos não sabemos o que queremos e frequentemente as pessoas se colocam em dúvida sobre o que realmente querem, se gostam ainda ou nao da pessoa com a qual estão, se estão com a pessoa certa.

Pra ajudar a entender a si mesmo, um amigo australiano ensinou um exercício (bizarro, diga-se de passagem): imagine seu(sua) namorado(a) na cama com outra pessoa. Se esse execício mental não te causar absolutamente nenhum incômodo ou ciúme, é oficial: o relacionamento acabou e não há nenhuma chance de reacender a chama. Diga adeus e parta pra outra.

Agora, se você chegou ao ponto de ter que fazer o exercício mental acima, já passou da hora de procurar terapia.

Demais dúvidas existenciais e amorosas são bem simples de resolver: tire férias e passe um mês longe da pessoa e de todo mundo que você conhece. É tiro e queda! Das duas uma: ou você vai voltar se perguntando o que diabos você está fazendo perdendo seu tempo com aquela pessoa ou vai voltar totalmente apaixonado e querendo casar e ter filhos com direito a felizes para sempre.

É isso. Simples assim!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009