terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fair play I

"Não atende! Deixa ele ligar mais duas vezes aí você liga de volta". "Não liga logo de cara, espera uns dois dias". "Deixa ele dar o primeiro passo". "Finge que você passou aqui por acaso". "Não beija logo de cara".

Alguém aí nunca proferiu ou escutou frases parecidas?

Jogar ou não jogar, eis a questão.

Tem gente que odeia joguinhos. Tem gente que não dá um passo que não seja extremamente calculado como se o amor fosse um tabuleiro de xadrez. A minha opinião? Bom, eu sempre olho os dois lados da moeda.

O que é inegável pra mim é que a conquista é um jogo. "Russian roulette is not the same without a gun. And baby when it's love if it's not rough it isn't fun". Ninguém gosta de nada fácil, é uma coisa do ser humano, especialmente dos homens, muito embora mulheres também não fiquem pra trás no quesito "quanto mais difícil melhor". Acredito que quando realmente nos interessamos, gostamos de descobrir, desbravar, conquistar, envolver o outro. Essa é a graça: ganhar o coração de quem desejamos e não tê-lo entregue por delivery, sem nem ter que sair de casa.

Ter uma pessoa que VOCÊ conquistou... alguém que não é qualquer pessoa que conquista faz de você alguém especial. Dentre todas as pessoas que "investiram" EU consegui. Sim, a psicanálise vai provar que no final das contas somos extremamente egoístas... Freud explica, não perguntem os porquês disso pra mim, porque a psicanálise destruiu todas as minhas ilusões mais puras, rs.

Eu me baseio em fatos. E o fato aqui é que, se algum leitor desse Blog não gostar de conquistar ou ser conquistado, ou gostar de alguma coisa fácil, terei que me admitir totalmente equivocada. E nesse ponto eu desafio vocês. Antes, uma observação importante: uma coisa é estar carente e querer um beijo na boca "aqui e agora". Isso não é conquista. E quem quer isso quer mesmo objetividade, preto no branco. Ninguém está tentando "encantar" o outro quando os fins são estrita e puramente físicos. O jogo da conquista pressupõe justamente o contrário: o encantamento.

Portanto, se você é contra o jogo do amor, sugiro continuar lendo e, quem sabe, rever seus conceitos e preconceitos.

Se não sabe brincar, não desce pro play!

O primeiro alerta: existe uma grande diferença entre "apimentar" a conquista ou fazer com que o outro se apaixone por você de novo no dia seguinte (a reconquista permanente, como no filme de Drew Barrimore "Como se fosse a primeira vez") e simplesmente querer manipular, dominar o outro, usá-lo para conquistar, preencher sua carência e massagear o seu ego, torturando seu "objeto" de conquista ao deixá-lo inseguro como forma de ter o controle do jogo até que você o tenha na palma da mão, quando então as coisas perdem a graça e você se cansa de brincar.


To be continued (...)

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