segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Story of boy meets girl

Tom: O que acontece se você se apaixonar?
Summer: Você não acredita nisso né?
Tom: Não é como se o amor fosse Papai Noel!
Summer: O amor não existe, é uma fantasia.
Tom: Acho que você está errada.
Summer: Então o que é isso que eu estou perdendo?
Tom: Acho que você saberá quando encontrar.

Como num caleidoscópio, o filme 5oo Dias Com Ela (500 Days of Summer), em idas e vindas no tempo, conta uma história através dos vários fragmentos dos 500 dias em que Tom e Summer passam "juntos" - ele achando que encontrou o amor da sua vida, ela - um tipo de mulher às avessas - não acredita em compromisso, não acredita sequer no amor.

Ao contrário das comédias românticas tradicionais, o filme mostra que nem toda história em que um garoto conhece uma garota é uma história de amor. Os desencontros são inevitáveis e é preciso saber lidar com eles, porque o amor é realmente um método de tentativa e erro... e, só às vezes, a gente acerta.

Não sei quanto aos leitores desse Blog, mas a minha vida amorosa tem um roteirista. E o meu roteirista cismou, desde o início, que tudo tem que ser um suspense, uma emoção, uma interrogação. A esta altura, depois de todas as maluquices que ele me fez passar (eu tenho certeza de que ele se diverte às minhas custas!), vai ver que ele tá é certo. Eu nunca gostei de final previsível mesmo...

E se você também não gosta, assista 500 Dias Com Ela. Se não for pelos atores principais - Joseph Gordon-Levitt (Tom) e Zooney Deschanel(Summer) - que estão ótimos em seus papéis, que seja pela direção do estreante em longas, Marc Webb. E se nada disso te interessou, tem o que eu mais gostei: a trilha sonora é uma delícia (tem a primeira dama da França, Carla Bruni, The Smiths, Belle and Sebastian...
tudo de bom!).

Veja se você também vai chegar aos créditos com a "sensação" de que, de fato, o amor pode ser muitas coisas, menos a certeza de que a gente sabe sobre o final feliz, exceto a garantia de que podemos controlar o final, mesmo que tudo termine "bem".

E essa é a graça de apaixonar-se: é desolador ficar perdido dentro do filme da sua própria vida ... ao mesmo, saber o final estragaria tudo.


3 comentários:

  1. Adoro Carla Bruni e Belle and Sebastian! O meu roteirista resolveu colocar um final feliz antes do que eu esperava... ok, fato. mas antes disso ele brincou bastante de bobinho comigo!

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  2. Ju, definitivamente o seu roteirista é muito mais fofo que o meu. Tô chegando a conclusão de que o meu é um roteirista de filme de terror frustrado... rsrsrsr

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  3. Olá, Pah. Meu nome é Dilson, sou editor da revista Sorria (www.revistasorria.com.br). Li seu post Serendipity, de 1º de outubro de 2009, e achei muito legal. Estamos procurando uma história bem desse tipo para publicarmos na nossa próxima edição. Só fiquei com uma dúvida: como a história acaba? Vocês ficaram juntos? Se estiver interessada em dar uma eventual entrevista, por favor entre em contato comigo: dilson@editoramol.com.br. Obrigado! Abraço, Dilson.

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