sábado, 12 de dezembro de 2009

Suicídio amoroso

Essa semana fui platéia das seguintes cenas:

1. A menina do trabalho que liga neurótica pro namorado dizendo "te liguei 6 vezes, onde é que você estava?!!!!!!!!!!! Por que você não me atendeu???????? Tava com quem?????".

2. A executiva estressada na ponte aérea que dizia pro cara ao telefone "se você não for me buscar no aeroporto por causa da sua mãe você sabe que a gente vai brigar mais tarde".

3. A mulher no restaurante: "Você nunca desliga dizendo que me ama!".

Diante de atitudes dignas da Felícia do Tiny Toon tipo "VOCÊ TEM QUE ME DEIXAR TE "AMAR" ATÉ A MORTE", acho que cabe fazer um comentário, ainda que óbvio: amor não se pede, muito menos se obriga!

Sufocar o outro, competir com a mãe, a irmã, a mulher, a amante, a vizinha gostosa, com o trabalho e com o ar que o outro respira é suicídio amoroso! Se você sofre da síndrome de Felícia, saiba: a única maneira de o outro perceber o quanto ele gosta de você e o quanto você é especial é dar chance de que ele tenha outras coisas na vida além de você!

Não sufoque, não deseje atenção e dedicação exclusivas. Isso não só não vai funcionar para aproximá-lo de você (o efeito vai ser justamente o contrário) como também é um sinal de que você não gosta da pessoa, você PRECISA dela, e isso não é amor.

Cenas como as dessa semana me fazem lembrar de um poeminha que traduz o que eu considero a melhor maneira de "querer" alguém:

Não te quero só pra mim
E nem poderia
Quero-te para ti mesmo
E para tua própria vida
E quanto mais fores
O que quiseres
Mais será o que eu queria

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