domingo, 28 de fevereiro de 2010

Amor e sexo


Outro dia meu amigo Nico dizia que seu amigo Paolo (lindo de morrer) ficava com a mulher que quisesse mas, quando ele escolhia alguma para namorar, sexo só depois de pelo menos um mês de "relacionamento".

Vejamos se eu entendi: o cara tem relações, digamos... "carnais", com um monte de mulheres. Ele sabe que muitas estão aí dispostas a uma noite e nada mais. No meio de todas as que ele conhece, ele escolhe uma (sem necessariamente haver um critério específico) e o jeito que ele tem de diferenciá-la e torná-la especial é........... fazê-la parecer mais "pura" e casta não aceitando levá-la pra cama - ainda que ela queira - por pelo menos um mês.

Isso significa que depois de um mês ela é uma menina diferente das meninas que ele conhece por aí? Será que ele vive um paradoxo do tipo: "sou tão cretino que só uma mulher igualmente ou mais cretina que eu iria querer sexo comigo na primeira noite e - nesse caso - como eu não quero namorar uma cretina, não posso deixar que isso aconteça!"

Gente... se nenhuma mulher que se interessa espontaneamente por você é boa da cebeça...... só mesmo um Sabedoria das Amigas X pra resolver essa questão paradoxal, existencial e insolúvel: "Pra tudo na vida existe remédio, mesmo que seja o cianureto".

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sabedoria das amigas IX

Se sexo é vida, eu sou imortal.

A mulher moderna sai pra jantar

Eu não sei se todo mundo já leu esse texto que circula por aí na internet, mas eu acho simplesmente hilário! Aliás, é pior que hilário, é tragicômico, porque é fato que muito do que está descrito sobre o estresse que um simples encontro pode causar numa mulher moderna acontece MESMO.

JANTAR COM UMA MULHER

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'. Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.

Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda. Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cascuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte. É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber. Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'.

O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável. Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa "Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda". Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar "E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...".

Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo "será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...". Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito. Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? "Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem". Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida! Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada.

Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, minha amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro.

Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:
Roupa............... ......... ......... ......... ......... ......... R$ 200,00
Lingerie.... ......... ......... ......... ......... ......... .........R$ 80,00
Maquiagem... ......... ......... ......... ......... ......... ....R$ 50,00
Sapato...... ......... ......... ......... ......... ....... .. ........R$ 150,00
Depilação..... ......... ......... ......... ......... ..... .... .....R$ 50,00
Mão e pé........... ......... ......... ......... ......... ...... ...R$ 15,00
Perfume..... ......... ......... ......... ......... ....... .. .......R$ 80,00


Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR A CONTA?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Temas para debate

Eu queria entender uma coisa: se os homens vivem falando que mulheres são complicadas, que dão trabalho, que dão muita despesa (já ouvi isso, pasmem!), e etc, etc, etc... por que muitos optam por ter mais de uma ao mesmo tempo???

Como é que eles não se perdem com tantas complicações diferentes?? Como é que o cara dá conta de sair com mais de uma pessoa ao mesmo tempo??

Sabedoria das Amigas VIII

Hoje, no almoço com o pessoal do trabalho, falando sobre calhordas, cretinos, conquistadores baratos e cafajestes, uma amiga profere as seguintes palavras:
- Homem pra mim, se não for cafajeste, não presta.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Não entro pra clube que me aceite como sócia

Um cara "normal" quer me convencer a fazer um programa "normal" com ele: cinema + pipoca. Contrariando minha natureza de serial dater, e sabendo que nenhuma coisa "normal" me chama atenção ultimamente, respondo:

_ Veja bem, eu sigo no firme propósito de continuar anti-social, autista (do tipo que ouve música e lê livro ao mesmo tempo ignorando os seres humanos ao seu redor), solteira & SOZINHA

_ Sabia que cinema não pode conversar?

Tipo: você se descreve como uma pessoa "impossível", do tipo que ninguém normal ia querer convidar pra sair nem pra tomar sorvete na esquina. E o cara ainda vê lógica nisso (assim: cinema é um ótimo programa pra autista porque vc não precisa falar).

_ Sinceramente, com um currículo como o meu, não tenho coragem de sair com um homem que se interesse por mim... porque ele só pode ser LOUCO! E eu não saio com gente louca... é uma regra que eu tenho.

Loucura pouca é bobagem. Agora me diz: o amor é ou não é uma falácia, hein?!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Na balada

- Eu tava ali no bar, te olhando há um tempão e resolvi vir falar contigo.
- Teria sido melhor se você tivesse continuado só olhando.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sinais!!!

Há muito tempo atrás eu ouvi, não lembro onde nem quando, que todas as pessoas se apresentam e mostram verdadeiramente o que são no primeiro oi. Seja no modo de olhar, pelo tom de voz ou no aperto de mão, se soubermos interpretar os sinais sacaremos rapidamente quem é a pessoa que adentra em nosso universo a partir daquele "oi, tudo bem?".

Mas isso é muito fácil quando sabemos o significado de cada sinal, ?! E quando não sabemos nem que determinado movimento é sinal de alguma coisa, como fazer??

Bom, infelizmente a maioria dos sinais só são aprendidos depois que quebramos a cara. Sim, muitos deles são descobertos sempre em companhia da frase "só quem passou sabe". Portanto, mesmo sabendo que isso não vai adiantar em nada porque o seu amor-pra-vida-inteira-é-diferente-com-certeza e blá, blá, blá... Aqui vão algumas dicas valiosíssimas para você que não tá afim de quebrar tanto a cara.


Alerta! Alerta!
Aqueles sinais que são lançados logo no início com um ar de "corra enquanto é tempo!".

- Homens que abusam dos erros de português.
São simplesmente broxantes. E se desconhecem a própria língua, é óbvio que desconhecem também qualquer assunto que valha uma conversa. Afinal, se for pra sair com alguém que só serve pra contar piada, vale mais a pena comprar um CD do Costinha.

- Morar com os pais
Demonstração clara de falta de iniciativa, falta de independência, falta de capacidade, falta de vergonha na cara, preguiça de ter a própria vida, etc...

-Não pagar a primeira conta do bar ou restaurante
Uma amiga uma vez falou que quando você sai com um cara a primeira vez, é até bom você tirar a carteira e fazer sua cena, mas se o cara aceitasse o favor, era pra pular fora. Depois, a mãe de uma amiga falou que mesmo essa cena é dispensável, porque se o cara não pagar a conta, pouco importa o que ele vai pensar de você depois. E é isso mesmo. Não pela grana, mas homem que te chama pra sair e não paga a primeira conta demonstra pão-durismo (e homem pão-duro é o Ó), falta de cavalheirismo e falta de orgulho masculino. Precisa dizer mais?

- Chamar de "meu amor" logo de cara
Isso é coisa de conquistador barato ou homem super-carente. Ou seja, dois tipos absolutamente dispensáveis.

- Se explicar ou pedir desculpas o tempo todo
Insegurança a flor da pele. Vai passar o resto da vida achando que fez, faz e fará tudo errado. Alguém merece conviver com alguém assim por muito tempo???

- Falar de ex-namorada, principalmente mal.
Esse sinal é básico: se o cara fala da ex pra você, falará de você para a próxima. Se fala mal, é porque ele deu alguma mancada e a garota não deixou por menos. Ah sim, vai falar mal de você também, claro!

- Tratar mal garçons e afins
Demonstração mais do que clara de que o sujeito é, no mínimo, mal educado. E gente sem educação é pior do que gente sem graça, sem dinheiro e sem dente. Quase um caso sem solução.

- Os que choram
Nada contra homens que choram. Até acho digno os que não tem esse bloqueio social. Mas chorar logo no início, quando o cara está conhecendo a garota, ou que chora por qualquer coisa... Só se você estiver estudando psicologia e procurando um assunto para sua tese.

Sinais intermediários
Já que você não pulou fora antes...

- Quando o cara que você está saindo não se cansa de dizer que você é a coisa mais importante, mas que aquele não é o momento porque há outras prioridades na vida e etc, etc, etc...
Essa aí já vem com legenda gente?! O Cara NÃO tá afim de coisa séria, e você NÃO é prioridade na vida dele. Precisa dizer mais?

- Mãe dele
Na verdade este ponto tem duas versões: quando o cara não trata bem a própria mãe, ou se é completamente dependente dela. A primeira situação é uma demonstração clara de que o sujeito não respeita as mulheres, logo, você... já viu ?! Na segunda situação, mostra que ele é “filhinho da mamãe” e que nenhuma decisão dele será tomada sem o prévio consentimento dela. E sogras, por melhor que sejam, são sempre sogras.

- Falta de atitude e de iniciativa

Ora, essa é muito simples. Se o cara não sabe se virar sozinho e não se oferece pra ajudar em nada, em que momento, exatamente, você vai poder contar com ele para qualquer coisa?

- Quando, na opinião dele, o que você faz é sempre uma merda
Mais uma fácil, fácil de explicar. Isso é atitude de gente IN (incompetente, incapaz e invejosa).

- Se você nunca for prioridade
Jamais será. E, se aceitar essa situação, sua tendência é decair de posto em progressão geométrica.

- Hobbies que remetam a infância (carros, videogames, etc)
Precisa dizer que esse sujeito não amadureceu? Uma coisa é gostar de carrinhos e vídeo games, outra coisa e guiar a própria vida pelos lançamentos da Sony ou da Ferrari.

- Presentes
Importante. Sinais claros que piscam em néon. Mas, numa maneira geral, funciona assim:
Presentes baratos – o seu objetivo não é dar o golpe do baú ou levar o cara a falência. Ele pode, perfeitamente, dar um presente barato. Porém, tem que compensar com o significado. Muitas vezes uma rosa emociona muito mais do que um Rolex. Se ele não se der ao trabalho nem de um e nem de outro, é porque o mimo é mais uma obrigação do que um agrado sincero.
Presentes caros – é sempre bom. Quem vai ser hipócrita pra dizer que não gosta? Mas se foi um presente comprado pela secretária dele, só serve se você estiver interessada mesmo no golpe do baú.

Último aviso
Essa é pra quem pensar em juntas as escovas de dentes e dividir o mesmo endereço para correspondências

- Ele não se interessa em procurar casa com você
Esse está na lista “piscante em néon vermelho”. Se o cara não se mexe pra procurar nem a casa que ele mesmo vai morar, porque você acha que ele vai te ajudar em qualquer outra coisa? Tem atitude menos companheira do que essa?

- Ele aceitou casar (ele?? Já viu ?!), mas não se empolga nem mesmo com a lua de mel (muitas vezes, a única parte realmente boa e mágica de alguns casamentos).
Caso você não tenha entendido a obviedade acima, é basicamente: pra ele tanto faz casar com você ou com um poste, a importância é similar.

- Ele não te assume financeiramente
Não sou a favor de que o homem tenha que sustentar a mulher porque é homem. De jeito nenhum. Mas, se o cara ganha mais que você, qual o sentido de dividir as contas da casa meio a meio? Ele é seu parceiro ou seu roommate?

- Falta de objetivos profissionais
Na verdade, essa questão é valida desde o primeiro oi. Mas aqui é crucial. Se nem quando o cara, supostamente, decide formar uma família pensa em melhorar de vida, que outra oportunidade vai incentivá-lo a correr atrás e te fazer ter orgulho dele?

Enfim, esse são apenas alguns que eu separei pra cá pro blog. Muitos outros sinais eu desconheço, outros eu ainda vou aprender. Provavelmente quebrando a cara, como é de praxe. Os leitores... na verdade mais as leitoras, estão convidados para complementarem essa lista comigo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O Platão da Drogaria Peixoto

Embaixo do prédio onde eu morava havia uma farmácia 24 horas. Um belo dia (na verdade, uma bela madrugada após balada homérica), entreouvi a seguinte pérola num diálogo entre dois entregadores:

- Se você está namorando e o namoro está ruim, casar para que? Se você está namorando e o namoro está bom, casar para que?

É incrível o que a gente aprende durante os cinco segundos em que está procurando a chave na bolsa.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Amores Impossíveis IV

Um dia, depois da milésima tentativa de encontrar sua cara-metade, você chega a conclusão de que NÃO existe ninguém no mundo feito pra você. Se você for minimamente observador, vai perceber também o óbvio: TODO MUNDO vem com um tipo de pimentão, tipo item de fábrica de carro.

Então, logo entendemos que a "pessoa perfeita" não precisa ser perfeita. Ela só precisa ser................. especial... aos NOSSOS olhos. Se depois de entender isso você continua implicando com os pimentões ou qualquer coisa no outro e vivendo um romance morno, acreditando que você provavelmente não gosta tanto dele, isso não significa que o outro é ruim ou bom genericamente falando. Significa apenas que ele é mais um na multidão, que os seus olhos não veem nada demais porque esse "ele" não é especial nem único o suficiente PRA VOCÊ quando você o "enxerga" de olhos fechados. Mais do que isso: ele não é especial o suficiente pra fazer com que você se sinta especial.

Em outras palavras: enquanto pudermos definir ou explicar matematicamente a razão de gostarmos ou desgostarmos daquele que dizemos amar, estamos nos afastando do amor. Você a ama apenas 85% porque ela não é muito atenciosa e não tem as mesmas afinidades? Você o ama 100% porque ele é fiel, bom pai e bom companheiro e vocês gostam das mesmas coisas? Você o ama só 30% "porque os amigos são todos uns galinhas e a mãe dele é um vaca"? Isso pode significar que você o ama de verdade 0%. Se somos capazes de explicar o que sentimos de acordo com o que o outro é, se baseamos racionalmente o amor pelo outro de acordo com as qualidades ou defeitos, então estamos analisando o amor. Quando medimos o amor em números nos afastando dele porque estamos deixando de sentí-lo.

O amor não tem um objeto que possa ser alcançado para nos satisfazer. Enquanto continuamos buscando isso, ou um homem carinhoso, alguém sincero, responsável, que mande flores, que faça surpresasa românticas, dê jóias, assim, assado, desse ou daquele jeito, com essa ou aquela qualidade, continuaremos insatisfeitos. Se, por outro lado, apenas fechamos os olhos e nos propomos a perceber o que o outro nos faz sentir, aí então poderemos ser capazes de cessar a busca e o ciclo eterno de experimentação. Acho que, assim, é possível ser quem somos e gostar do outro do jeito que ele é, na medida em que percebemos que o que somos não é exatamente o que mais importa. O que importa é o que fazemos o outro sentir e o que o outro nos faz sentir.

Esse mesmo estudo que mostra a incrível semelhança entre o amor e a loucura e conclui que a reação de modificação do amor é muito próxima a do vício as drogas também revela o detalhe mais bonito de todos sobre o amor: a nossa reação ao amor muda ao longo do tempo, ativando outras áreas do cérebro. Ou seja: aquela coisa de palpitação e frio na espinha vai passar, eventualmente. Mas outros sentimentos e sensações darão lugar e estes. O amor se expande e se transforma à medida em que o experimentamos e na mesma proporção em que damos espaço para que isso aconteça.

Assim, voltamos ao começo de tudo, a uma condição em que precisamos não só sermos nós mesmos e nos mostrarmos pro outro sem medo das fragilidades que temos, mas também aprender a deixar o amor morrer e nascer todos os dias, aceitar a mudança como a única coisa permanente que existe no amor. O segredo é querer reconstruí-lo vivendo todos os dias antes do amanhã... simples como viver no presente, simples como o amor deve ser e, inexplicável, cego e louco como só um sentimento impossível de definir, tocar com as mãos ou enxergar quando abrimos os olhos pode ser.

Pra terminar essa série de posts, nada menos que Drummond "des-explicando" o amor:

As sem razões do amor ( Carlos Drummond de Andrade)

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.

Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Amores Impossíveis III

Amor cego, amor louco. Pra a maioria (na qual a pessoa que voz escreve se inclui) isso tudo sempre foi sinônimo de complicação. Eu já falei aqui sobre o equilíbrio necessário entre as doses de amor e paixão. E, se é pra tentar entender (não o sentimento, mas a complicação que gira em torno do amor) eu começaria mais ou menos por falar de equilíbrio.

Como ser um louco equilibrado ;-)

Entre um e outro limite, muita gente confunde amor com obsessão. Ficamos tão nas nuvens quando estamos apaixonados que transformamos a sensação de gostar de alguém em um problema: quando passa a paixão - e daí então temos a possibilidade de sentir o amor com mais clareza, caso ele exista - não sabemos como continuar nos sentindo satisfeitos com a mesma pessoa porque estamos viciados nesse sentimento arrebatador que é a paixão. Queremos e precisamos sempre aumentar a dose. Não é difícil entender isso se lembramos que o amor age na mesma região do cérebro que drogas pesadas. É isso mesmo: desejamos o estado-da-arte e a explosão de brilho no olhos, faíscas, fogos de artifício, palpitação e frio na espinha full time. Caso contrário, não é bom o suficiente, então não é amor.

Queremos tanto ser desejados com intensidades cada vez mais inalcançáveis que chegamos ao ponto de fingirmos ser quem não somos para sermos a pessoa dos sonhos de alguém. E não importa se o que é desejado em nós pelo outro não é nada do que de fato somos. Eventualmente, seremos descobertos e desmascarados e, se isso acontecer, não tem problema, a solução é simples e indolor: começa-se tudo de novo.

Entramos num círculo vicioso em que não somos capazes de perceber que a única coisa que queremos conquistar é que o outro nos deseje por inteiro e como somos, pelo que somos. Mas temos medo de olhar o que de fato somos - não o que queremos ser, nem o que esperamos, ou o que fomos no passado. Temos tanto medo que o outro não nos aceite que às vezes nos deixamos viver uma vida inteira sem conhecer a sensação de ser amado e desejado por inteiro por medo de deixar cair a máscara e ficar à mostra.

E fazemos o mesmo com o outro: queremos que ele coloque a máscara do "Sr. Perfeitinho"... imaginamos sempre mil retoques, uma mudança aqui outra ali, uns quilos a menos, uns músculos a mais, um humor um pouco mais apurado, menos introspecção, flexibilidade no gosto musical.

Estamos no fast food do amor. Quero a promoção nº5, mas sem picles, com o dobro de molho, bacon extra e no lugar da coca-cola um suco de laranja, afinal, estou pagando por isso: eu sou legal, atenciosa, lembro do aniversário, abro mão de fazer algumas coisas que gosto por causa dele, faço surpresas, compro lingerie nova sempre e ainda trato aquela megera da mãe dele bem - apesar dela me odiar!

Well, well. Só tem um problema: a vida não é assim, relacionamentos não são assim e pessoas não são itens personalizáveis. É take it or leave it! Amor cego e louco não pode ser assim e é inútil fazer qualquer coisa esperando ou se achando no direito de cobrar do outro algo em troca. Amor não é um investimento. Se fosse, ele seria regido pela lógica da economia, mas é exatamente o contrário: apesar de a lógica deixar claro que o outro não é perfeito, que a mãe é uma mala, que ele tem algumas manias meio irritantes e que como se não bastasse ele não parece o Brad Pitt, se você o ama de verdade, então você o ama MESMO ASSIM e a despeito de a razão desmerecer seu amor.

O equilíbrio aqui está em não julgar ou exigir demais do outro, vendo apenas os defeitos. Mas por outro lado, essa equanimidade também precisa entrar em ação para não basearmos nossa felicidade e realização no outro. Isso significa não esperar demais dele, não pintá-lo de príncipe pra satisfazer nosso desejo idealizado (e impossível) de um homem que nunca existirá na vida real, ignorando completamente quem a pessoa é de fato, ignorando até mesmo o fato de vocês não terem nada a ver um com o outro.

Se só somos capazes de amar alguém que temos que mudar, então, acho que não somos capazes de amar de verdade. Talvez a solução não seja mudar o outro, mas mudar o nosso olhar. Estamos com um problema de foco, nossa visão está borrada, distorcida. De outra maneira, como posso explicar o fato de relacionamentos se acabarem por causa de uma toalha molhada em cima da cama? Seguimos como crianças mimadas querendo fazer a mãe catar o pimentão do arroz. E aí você descobre que na vida adulta não dá pra tirar o pimentão e fica tão contrariado que só vê aquilo que você não quer que o outro seja: come prestando tanta atenção no pimentão que parece até que você está comendo pimentão puro!

Os "defeitos" ganham mais importância do que deveriam. Não queremos ser contrariados, nem nos mínimos detalhes. Dane-se se ele tem bom coração, bom caráter e te ama como ninguém, afinal de contas, ele aperta a pasta de dente no meio. Dane-se se ele é bom de cama, se é companheiro, se é carinhoso: ele tem pimentão, está fora de cogitação!

Pior que não "enxergar" o amor é vislumbrá-lo com 10 graus de miopia e 20 de hipermetropia. Você não enxerga direito nem se estiver na cara! Será que existe resolução possível para este problema de vista?

(To be continued...)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Das duas, uma

- Quando eu vejo ele, sinto meu coração bater mais forte, fico vermelha, me sinto meio desorientada.
- Querida, se isso não é paixão, é síndrome do pânico.

Amores Impossíveis II

Chamo de amores impossíveis esses que só somos capazes de definir "de olhos abertos". Queria ir além: acho que amor definido - seja de olhos abertos ou fechados - é uma falácia, é algo impossível e inalcançável. Me sinto uma idiota tentando definir o amor porque caio em contradição: ao definí-lo, estou aprisionando o amor numa jaula. E se o amor não puder ser o que ele quiser ser e ir pra onde quiser ir, sem obrigação de ser o que nós desejamos que ele seja, ele já não será amor.

Quando estava escrevendo esse post, morri de rir ao ler sobre estudos que demonstravam que o cérebro de uma pessoa apaixonada é semelhante ao de pessoas com uma doença mental. Me senti como um cientista provando a sua teoria! O estudo dizia que o amor age na mesma região do cérebro que a fome, a sede e drogas pesadas. Ou seja, há mais semelhanças entre o amor e a loucura do que imaginava a minha vã filosofia. Antes eu achava que a linha que dividia os dois era tênue, agora estou certa de que não existe uma linha que separe o amor da loucura.

Por que acho isso? Bem, se acredito que não posso explicá-lo, definí-lo ou tocá-lo e na medida em que amar é sentir mais e pensar menos, se posso provar que quando sinto amor estou ativando as mesmas áreas do meu cérebro que uma pessoa louca... bem, não é difícil de entender o resto. Assim como a loucura, o amor é contrário ao que conhecemos como razão (segundo o aurélio, razão é a "faculdade que tem o ser humano de estabelecer relações lógicas, avaliar, julgar, ponderar idéias universais; princípio de explicação, raciocínio, juízo, lei moral, prudência").

Como a loucura, o amor é isso que foge às normas. É uma extravagância, é algo que não pode ser explicado por essa razão que fica tentando dar sentido lógico às coisas. É algo que ao mesmo tempo em que é universal (na capacidade que temos de sentí-lo e ao ser aplicável a todos) só é possível quando é único, subjetivo, provinciano... o extremo oposto do que é universal: aquilo que SÓ VOCÊ pode sentir do jeito que você sente e mais ninguém, a loucura inexplicável.

Se essa "indefinição" não é completamente incoerente e louca, uma doidice total, então a louca aqui sou eu ;-)



E porque um sentimento tão visceral, que deveria ser simples na medida em que é algo que faz parte de todo mundo, parece tão complicado? Por que é que muita gente (incluindo eu mesma) olha isso tudo e pensa: "tudo muito bom, tudo muito bem... mas, na prática... nada disso parece simples assim!".

Não sei se posso explicar tudo isso, mas... eu tenho algumas suspeitas, hehehhe.

(to be continued...)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pré-Carnaval

Duas amigas conversam sobre seus planos para o carnaval:

- Vê se você não resolve começar a namorar justo no carnaval heim?! Por favor! Ninguém merece ficar solta o ano todo e se amarrar justo no período de orgia nacional liberada.

- Amiga, no meu caso, eu estaria fazendo um favor a mim mesma. Do jeito que sou péssima "caçadora", só mesmo namorando eu teria minhas noites de alegria garantidas durante os dias de folia.

Sabedoria dos amigos II

Vê seu eu aguento:

"Acho que estou com anorexia: não estou comendo ninguém!"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Só se ama uma vez


Tinha uma amiga do colégio, a Carol, que todo ano me mandava um cartãozinho de aniversário e sempre assinava da mesma forma: "Pah, aproveite seus 15 anos, pois você só terá 15 anos uma vez na vida". Era assim com cada idade...

Dizem que só se ama uma vez e que tudo o que vier depois de um grande amor serão paixões. Será? Eu acredito que, na vida, só é possível ter um primeiro amor. Mas isso não significa que nascemos com a dose contada de amor que vamos viver. Não acho que o amor seja um sentimento esgotável. Se pensarmos que só existe espaço para um grande amor, tudo o que vier depois é resto e acho que a vida perde o sentido assim.

Pode ser que você se apaixone pelo primeiro amor e case com ele e vocês sejam felizes para sempre. Mas isso não é regra. Porque podemos amar - de verdade - muitas pessoas ao longo da vida, de maneiras completamente distintas e, ainda assim, totalmente verdadeiras. O amor muda tanto quanto aqueles que amam. Um amor que amei aos 15 não vai ser igual ao amor que amei aos 30, mesmo que o ser amado seja o mesmo. Isso significa até mesmo que é possível se apaixonar de novo por uma pessoa que se amou no passado e viver um amor completamente novo, porque aquela pessoa que reencontramos é, na verdade, um desconhecido, ou pelo menos é assim que deveríamos encará-la.

Acho que quem percebe e aceita essa renovação permanente tem nas mãos a chave para viver relacionamentos mais verdadeiros e longos, porque é capaz de enxergar que, num mesmo relacionamento, o amor nasce e morre muitas vezes e isso é não só poético como necessário. Mas se, ao contrário, nos apegamos às sensações daquela paixão do início, a colocamos num pedestal como parâmetro de felicidade, desejando sentir aquilo sempre, estaremos estabelecendo que esse sentimento é o que define a felicidade amorosa e que a ausência dele estabelece o fim de jogo.


EU DISCONCORDO TOTALMENTE! Queremos ter de volta um sentimento que passou e temos medo de não conseguir superá-lo. Temos medo de nos entregarmos de novo por estarmos certos de que nada substitui aquele sentimento ou aquela pessoa que passou e não queremos terminar frustrados, porque acreditamos que o fim de um relacionamento significa o fracasso do amor, game over.

Não se volta no tempo. Só se vive uma vez (até onde eu sei). Mas só se ama uma vez?! É libertador não rejeitar a mudança permanente: o amor muda mas nunca acaba. Ainda que um relacionamento termine, amores verdadeiros sobrevivem de novas formas e às vezes com uma pureza até maior, pois querer bem e desejar que o outro seja feliz - ainda que não seja com você - vai além do amor que sentíamos antes.

Se aceitamos essa mudança e adquirimos um novo olhar sobre o amor, seremos incapazes de ficar ranzinzas. Mas se, ao contrário, só somos capazes de amar o outro tal e qual o conhecemos naquele primeiro encontro, ficaremos presos a um tempo que não existe mais e sonharemos infelizes com o que o outro não é mais e não voltará a ser.

Acredito que hoje precisamos ser quem ainda não fomos ontem e aguçar nosso olhar pra perceber o que mudou no outro. Não seria ótimo acordar amanhã e olhar pra ela/ele de um jeito que você nunca olhou antes, deixar o que sentiu ontem morrer e se apaixonar e amar de novo no dia seguinte?

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Post-resposta ao comentário do Rodrigo Ramiro: http://oamoreumafalacia.blogspot.com.br/2015/07/a-palavra-amor-nao-e-sentimento.html


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

14 de fevereiro

Neste ano, o valentines day cai num dia de carnaval.

E depois dizem que não dá pra agradar a todo mundo.