segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Amores Impossíveis II

Chamo de amores impossíveis esses que só somos capazes de definir "de olhos abertos". Queria ir além: acho que amor definido - seja de olhos abertos ou fechados - é uma falácia, é algo impossível e inalcançável. Me sinto uma idiota tentando definir o amor porque caio em contradição: ao definí-lo, estou aprisionando o amor numa jaula. E se o amor não puder ser o que ele quiser ser e ir pra onde quiser ir, sem obrigação de ser o que nós desejamos que ele seja, ele já não será amor.

Quando estava escrevendo esse post, morri de rir ao ler sobre estudos que demonstravam que o cérebro de uma pessoa apaixonada é semelhante ao de pessoas com uma doença mental. Me senti como um cientista provando a sua teoria! O estudo dizia que o amor age na mesma região do cérebro que a fome, a sede e drogas pesadas. Ou seja, há mais semelhanças entre o amor e a loucura do que imaginava a minha vã filosofia. Antes eu achava que a linha que dividia os dois era tênue, agora estou certa de que não existe uma linha que separe o amor da loucura.

Por que acho isso? Bem, se acredito que não posso explicá-lo, definí-lo ou tocá-lo e na medida em que amar é sentir mais e pensar menos, se posso provar que quando sinto amor estou ativando as mesmas áreas do meu cérebro que uma pessoa louca... bem, não é difícil de entender o resto. Assim como a loucura, o amor é contrário ao que conhecemos como razão (segundo o aurélio, razão é a "faculdade que tem o ser humano de estabelecer relações lógicas, avaliar, julgar, ponderar idéias universais; princípio de explicação, raciocínio, juízo, lei moral, prudência").

Como a loucura, o amor é isso que foge às normas. É uma extravagância, é algo que não pode ser explicado por essa razão que fica tentando dar sentido lógico às coisas. É algo que ao mesmo tempo em que é universal (na capacidade que temos de sentí-lo e ao ser aplicável a todos) só é possível quando é único, subjetivo, provinciano... o extremo oposto do que é universal: aquilo que SÓ VOCÊ pode sentir do jeito que você sente e mais ninguém, a loucura inexplicável.

Se essa "indefinição" não é completamente incoerente e louca, uma doidice total, então a louca aqui sou eu ;-)



E porque um sentimento tão visceral, que deveria ser simples na medida em que é algo que faz parte de todo mundo, parece tão complicado? Por que é que muita gente (incluindo eu mesma) olha isso tudo e pensa: "tudo muito bom, tudo muito bem... mas, na prática... nada disso parece simples assim!".

Não sei se posso explicar tudo isso, mas... eu tenho algumas suspeitas, hehehhe.

(to be continued...)

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