terça-feira, 30 de março de 2010

Boa Noite!

Fato: as bobagens mais simples, usadas como demostranção de afeto, são sempre as mais fofas. Um olhar, um carinho de surpresa, um email inesperado no meio da tarde, em que você lê tudo o que gostaria de ouvir...

Mas, melhor de tudo mesmo é fechar a noite com uma mensagem (enviada por quem está longe) de boa noite no celular. É reconfortante e, simplesmente, muito bom...

Let's rank nurses based on their doability

Daí que eu tava conversando com um canadense e ele me disse que categorizava as mulheres de acordo com a seguinte escala (que receberá a versão original Herbert Richers e a minha tradução livre):

-Uma onomatopéia qualquer seguida por um dar de ombros que significava "se não tem tu, vai tu mesmo".
- "Another day at the office" - Já que eu não tô fazendo nada...
- "Damm, she's hot"- Meu, essa mina é da hora
- "I can't believe this is happening to me" - Gos-to-sa-bra-ga-rai. Eu vou contar pra todo mundo que peguei essa mulher.

Eu vejo as coisas de uma forma mais binária (como se isso fosse alguma novidade): o mundo se divide entre os pegáveis e os não pegáveis. Porque a dinâmica da ficar com alguém é sempre a mesma, não importa se o cara é mal-diagramado ou se ele é praticamente uma capa da Men's Health. Você viu motivo para ficar (ou sair, ou namorar ou qualquer coisa) com ele: beleza, inteligência, charme, fofura ou excesso de álcool nas idéias. Não importa quem é mais bonito ou quem se interessou pelo outro primeiro. Vocês ficaram e o jogo empatou. E, de repente, um jogo novo se iniciou.
Porque, como diria nosso grande artilheiro Dadá Maravilha, não existe gol feio. Feio é não fazer gol.


*Extraído de um episódio de "House, MD", o meu muso pós-maturidade. Com uma mente daquela, quem precisa de sentimentos?

Amor igual ao teu

"Por que você não me quer? Eu te amo tanto que o meu amor é suficiente pra nós dois."

Você pode gostar de rosa e ele de azul, você pode gostar de rock e ela de música clássica. Desde que o abismo entre vocês não seja grande demais a ponto de impedir que vocês compartilhem coisas juntos, até aí tudo bem. MAS, existe uma igualdade (que não tem a ver com vocês compartilharem os mesmos gostos) que é FUNDAMENTAL em qualquer relacionamento, sem a qual não é possível seguir junto: amar o outro na mesma medida. E, só é possivel amar o outro na mesma medida quando os dois crescem juntos. Se alguém fica pra trás, a coisa desanda.



Não quero um homem para idolatrar, e também não quero que homem nenhum me coloque num pedestal para me adorar. Quero que ele me olhe como igual. Ele pode não ter o amor maior do mundo, mas se o amor que ele sente por mim tiver a mesma medida do que eu tenho por ele, então tamanho não é documento. Quero que ele me queira como eu o quero. Mais que isso: preciso olhar nos olhos dele como igual, ou serei automaticamente incapaz de amá-lo no momento em que ele me amar demais ou de menos.

Mas, se eu não acredito que exista um jeito de definir ou medir o amor, como é que se descobre essa igualdade entre o seu amor por ele e o dele por você, hein cara-pálida?

Como sempre, toda relação "fala"... envia sinais. Às vezes esses sinais são tão sutis que nem nos damos conta. Um bom termômetro é a conversa. Pessoas que se amam na mesma medida são ótimas de papo. Mas, se o amor é desigual, das duas uma: ou tudo que o outro fala é lei e você aceita como se fosse verdade universal, ou você é incapaz de aceitar que ele pense diferente ou que você não esteja certo e, assim, julga e critica as opiniões como se tratasse de estar certo ou errado.

Outro bom sinal é a relação de igualdade nos "acordos" do casal. Pouco importa o teor do acordo, o importante é que ele funcione para os dois lados - as concessões, as regras, o "abrir mão". Se o acordo é um relacionamento aberto, desde que ambos se sintam bem e felizes numa relação assim, ok. Numa relação "fechada", por assim dizer, tudo o que vale pra um, tem que valer pro outro também.

Namorar um machista ou uma feminista, por exemplo, torna mais complicada a tarefa de manter a igualdade, porque o machista acha que pode tudo, enquanto a mulher pode muito pouco, ou nada; já a feminista, acredita que para se impor e vencer séculos de patriarcalismo é necessário subjugar o outro, superá-lo.

Não importa que caminho você vai escolher para buscar o equilíbrio no amor, importante mesmo é encontrar esse equilíbrio. Pra alguns, ele é conquistado com o tempo, pra outros, ele pode já existir de forma natural desde o início do relacionamento. Podemos economizar anos de terapia e de energia gasta em relacionamentos desequilibrados quando descobrimos que não existe o "amor por nós dois", porque amar demais é sempre insuficiente quando não nos amam de volta na mesma medida.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Não entro pra clube que me aceite como sócia II

Lembram daquele menino que queria apenas fazer um programa normal - tipo cinema ou chope - comigo? Pois é... acreditem vocês ou não, mas apesar da minha objetividade em deixar claro que eu sou uma grande perda de tempo, ele resolveu insistir, e me chamou pra ir ao cinema, tomar um ovomaltine, bar, essas coisas.

Essa menina que vos escreve respondeu: não vai dar, vou pedalar do Rio a Itacoatiara no fds (para informações sobre a distância insana entre esses dois pontos, consulte o Google Maps mais próximo de você).

Gente, acreditem ou não, mas mesmo sendo super sedentário e boêmio o rapaz resolveu me acompanhar nesse mega programa de índio. Àquela altura eu já o achava meio pancadinho das idéias, mas o que eu não imaginava é que ele era suicida!

Cada ladeira que aparecia, eu achava que ele ia ter um AVC. Enquanto eu subia pedalando, lá ia ele cheio de orgulho masculino ferido de macho alfa empurrando a bicicleta. Com tiradas de galanteador, ele me dizia coisas como "eu não sinto mais o meu saco, acho que não poderei ter filhos".

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Acabei quase me matando de rir, então foi legal, no final das contas. Mas acho que depois de ver a morte de perto, o rapaz percebeu que somos um tanto quanto... incompatíveis. Pareço inofensiva, mas posso ser uma mulher bem perigosa - no bom sentido, não no ótimo.

domingo, 28 de março de 2010

Sabedoria das amigas XII

Uma amiga consolando a outra, com quem o namorado tinha acabado de terminar:
"Ate um pé na bunda nos leva pra frente, querida”.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Flower Power

Quando eu vejo um entregador com um buquê de flores nas mãos eu penso: "Que fofo. Alguém vai ganhar flores e vai ficar muito feliz".

E depois eu me dou conta que aquelas flores estão sendo entregues porque algum cara por aí esqueceu o aniversário de casamento, pulou a cerca numa viagem de negócios e se sentiu culpado ou chamou a atual namorada pelo nome da ex. E provavelmente ainda foram escolhidas pela secretária, porque os gajos normalmente sabem a escalação da seleção da Alemanha da Copa de 86, mas descohecem gérberas e peônias. Flores, em grande parte das vezes, não significam "eu te amo". Significam "eu fiz merda".

Então, meu caro leitor, já que você fez alguma besteira para ter que mandar flores se desculpando, pelo menos aprenda: flores são enviadas para o escritório. Porque:

a) Você marca o seu território perante o gerente que discretamente fica observando a tua mulher cruzar as pernas e;

b) Ela te agradecerá por torná-la alvo da inveja das colegas de trabalho.

Sabedoria das amigas XI

"Não existe homem fiel. Existe mulher mal-informada."

terça-feira, 23 de março de 2010

Sabedoria da cunhada

Homem solteiro com mais de 30 anos: ou é gay, ou não presta.

Até que o tédio nos separe


Eu tenho poucas certezas nessa vida. Uma delas é que, haja o que houver, seja como for, existe um acontecimento inadiável em TODOS os relacionamentos: o tédio. Um dia a monotonia VAI tomar conta do seu relacionamento, é só uma questão de tempo. E quando esse dia chegar, você vai descobrir que precisa de um novo Relationship Status no Orkut: Boring.

Nesse status, você ficará apático e sorumbático com relação ao outro, agindo no piloto automático, com respostas monossilábicas para tudo E/OU vai ficar muito suscetível a irritação: TUDO, até mesmo as coisas que antes eram boas ou indiferentes te farão ficar impaciente; mesmo aquelas tardes inteiras de domingo de sessão pipoca no sofá - interrompida por beijinhos apaixonados - será mais monótona e enfadonha do que enxugar gelo. O tédio pode te transformar prematuramente em um rabugento de 99 anos...

Se você observar tudo friamente pode perceber uma coisa curiosa: frequentemente não há nada de errado com a outra pessoa... ela ainda é aquilo tudo por que você se encantou quando se apaixonaram: bonita, inteligente, divertida. Qual será o problema? Será que acabou o amor? Um amigo recomenda que vocês façam alguma coisa. Uma lingerie nova. Uma viagem a dois. Um jantar romântico, à luz de velas. Pode até funcionar... por um tempo.

A culpa é de quem?

Manter a paixão acesa é difícil justamente pela noção distorcida que temos sobre o que mantém um relacionamento com vida. Pensamos que o problema está na relação, que o outro não nos estimula mais. Nos seguramos no outro como se ele fosse uma bóia de salvação contra o mundo cruel que nos espera lá fora.


Dificilmente imaginamos que o fato de a relação estar morna ou mesmo fria pode ter mais a ver com nós mesmos do que com o outro. Às vezes, a melhor maneira de salvar um relacionamento que perdeu a paixão mas onde ainda existe amor e admiração é investir em si mesmo. Não é a energia da relação que nos move, é a nossa energia que move a relação a dois.

Ao contrário do que parece, o tédio a dois pode ser sinal de que nos tornamos insensíveis a nós mesmos e à necessidade que temos de mudar e de encontrar um novo equilíbrio. Quando fazemos só o que esperamos e o que é esperado de nós, reforçamos um padrão automático que transforma a vida num ciclo previsível e, portanto, chato.

Quando nos acomodamos, acabamos por nos sentir apáticos e acomodados também com relação ao outro porque nos sentimos mais sozinhos. Essa solidão pode ter a ver com o fato de estarmos parados com relação à própria vida. Ela é a noção repentina de que todo o resto do mundo está se movendo e você não. Não foi a vida ou o outro que ficou mais chato, foi você.

Surpreenda-se!

Se você não chacoalhar sua vida de vez em quando, se não se horrotizar consigo mesmo, se não tiver coragem de transgredir e vencer o medo ou a vergonha de fazer algo novo é provável que perca a capacidade de perceber que o seu mundo ficou pequeno. Um mundo estreito é um mundo que não comporta nada novo, em que não existem mais surpresas e... portanto, só existe mais do mesmo: o velho e conhecido tédio.

Uma vez li em algum lugar que surpreender os outros é fácil, porque pra fazer isso a gente parte daquilo que já sabe, dos nossos próprios talentos. A coisa mais difícil, no entanto, é surpreender a nós mesmos. Só quem é capaz de surpreender a si mesmo pode entender o quanto é importante abandonar as velhas "convicções" às quais nos acostumamos para crescer, mudar e tornar-se maior. Somos mais diversos do que imaginamos e nossa natureza é mutante: quando nos surpreendemos e fazemos algo inesperado e espontâneo, nos tornamos maiores porque expandimos para acomodar um novo "eu" que nem sequer imaginávamos que existia.

Fazer algo totalmente inesperado e novo (aprender a dançar, escrever um livro, fazer teatro, viajar sozinho), horrorizar-se (como quando eu fui a uma praia de nudismo, por exemplo), mudar de emprego, descobrir-se mais livre, mais inteligente e irradiar sua energia pelo mundo renova o brilho nos olhos e o próprio sentido da vida. Só conhece o tédio quem não encontra sentido no que é e no que faz. Quando a gente se move pra um mundo novo, nosso próprio mundo fica mais largo.

No momento em que você for capaz de surpreender a si mesmo, provavelmente será capaz de ter um novo olhar sobre o tédio da sua relação. Ter uma vida própria e surpreendente não garante que o relacionamento estará a salvo. Mas, na medida em que somos capazes de entender que nenhum relacionamento é responsável por nos livrar do tédio, temos uma garantia melhor, que é a de perceber exatamente as duas únicas coisas que um relacionamento pode nos dar: amor ou nada. O resto é por nossa conta!

Ou seja: se você revolucionou sua própria vida e a relação continua monótona, sem sal, então tudo fica muito simples, só existe uma prescrição: ao persistirem os sintomas [do tédio], tente outro medicamento [ou o namorado] ;-)

sábado, 20 de março de 2010

É a falta do hábito

Eu não sei se é porque as mulheres estão se desacostumando com bons tratamentos, ou se algumas são mesmo verdadeiras cavalas. Tipo nessa situação:

Os dois estavam felizes porque viria pela frente uma noite especial. De repente o cara para o carro e fica pensando, pensando, pensando... Até que a moça pergunta o que ele tanto pensa.

- Tô vendo aqui pra onde a gente pode ir.
- (impaciência) Que tal um local apropriado para o que queremos agora... tipo um motel?
- Ah, sim, vamos sim, mas tô pensando em qual que eu te levo.
- Vamos pra qualquer um, oras!
- Ah, mas eu queria fazer tudo direitinho pra nossa noite aqui. Queria uma coisa especial pra gente...

Ela então olhou e ... se sentiu a pior das criaturas. Fazia tanto tempo que alguém não se preocupava em agradá-la assim que ela nem sabia como agir. E isso é bizarro. As mulheres estão deixando cair o padrão? Será?


terça-feira, 16 de março de 2010

Aprenda a tirar a minha roupa



Se algum maluco com bola de cristal tivesse me dito no início desse ano que eu iria a uma praia de nudismo certamente eu ia achar um absurdo, um despautério... e iria rir e dizer "até parece". Existem coisas que fazemos que, para além de chocar os outros, chocam a nós mesmos. Pois eu, a vida inteira extremamente pudica e sempre envergonhada com meu próprio corpo, fui parar numa praia de nudismo.

Quando eu cheguei lá e vi aquela placa "Praia de Naturismo, favor tirar a roupa" obviamente que entrei em pânico. Pode parecer "óbvio", mas quando eu terminei de tirar a última peça de roupa para ficar como vim ao mundo, era impossível eu me sentir mais pelada que aquilo. Eu não conhecia esse tipo de nudez: eu sentia um desamparo, me sentia tão exposta, queria poder jogar uma canga em cima de mim, qualquer coisa que me protegesse daquela exposição toda.
Depois de me "esconder" na água por um tempo suficiente pra ficar com as mãos e os pés enrugados, eu tive que encarar o meu medo.

Respirei fundo e voltei pra areia, mas eu nem conseguia decidir se sentava, se deitava. Eu me sentia pelada de qualquer jeito. Me sentia julgada por todos os olhares. Então eu tinha duas opções: 1. entrar em pânico e ir embora ou 2. respirar fundo e perceber o óbvio... eu não era a única pelada ali! Casais, gays, um homem que lia jornal, uma gringa, uma grávida com o marido, o moço que trabalhava na barraquinha que vendia água de coco e afins: todo mundo estava pelado - do mesmo jeito que eu. E ninguém estava me olhando. Era o meu olhar que achava isso. E o olhar é sempre a questão, e não o que está sendo visto.


A partir dessa constatação, em meia hora eu era outra pessoa. Estava à vontade com meu corpo e comigo mesma. Porque descobri que não é difícil tirar a roupa perto de um monte de gente estranha. O "respeito" que existe ali é até maior do que na praia em que alguns centímetros de tecido nos separam da nudez. Numa praia normal eu certamente já fui muito mais esquadrinhada e alvo de olhares lascivos do que ali. A única coisa realmente indecente que tinha naquela praia era o preço da água de coco: mais de 10 reais!!! Eu era só mais uma pelada naquela praia, IGUAL. Um igual não julga outro igual. Difícil mesmo é se despir para o olhar que julga, o olhar daquele que é diferente de você. Não é uma questão de ser bonito ou feio, mas de ser aceito, aprovado.

Até a praia de nudismo eu não entendia como algumas pessoas conseguiam ir pra cama com um desconhecido, tipo one night stand, tirar e a roupa e se expor tanto pra alguém totalmente desconhecido. Mas eu descobri que tirar a roupa é só um detalhe, tem gente que faz isso sem pensar. Expor medos, fragilidades, expor a alma, é muito mais difícil que expor o corpo. Me chamem de romântica desvairada, mas é por isso que eu acho tão especial o ato de tirar a roupa pra alguém que te vê além da nudez e que te dá em troca muito mais do que umas peças de roupas a menos.

Acho que não existe um melhor jeito de tirar a roupa de alguém, ou seja: não importa se você tira peça por peça, com intervalos longos ou curtos entre tirar uma blusa e uma saia. Pra tirar a roupa, importante mesmo é que você esteja certo de que mostrou antes tudo aquilo que realmente importa e que percebeu no outro o que você está procurando. É preciso que você tenha certeza de que o outro quer não só tirar a sua roupa também, mas ver você por inteiro. Do contrário, veremos só um corpo... perfeito, ou com gordurinhas extras, uma estria aqui, uma cicatriz ali, celulite... pneuzinhos... dois pelados no mundo. Pra mim, nesse caso, se é só pra ficar pelado, que seja de frente pro mar, num lindo dia de sol, numa praia deserta, que é muito melhor.

PS.: A foto é a da praia que fui, fica em Buzios, depois de uma trilha à pé que começa na Praia Brava.

sexta-feira, 12 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

People don't change


Eu morro de pena quando alguma menina me fala: "o meu namorado era o maior galinha antes de me conhecer".
Ele era galinha só antes de você? E ele mudou porque te conheceu?
Tá bom.

sábado, 6 de março de 2010

É preciso ter coragem para aceitar a verdade

Eu tenho uma filosofia: eu não falo para pessoas que não querem ouvir.

É muito simples: algumas pessoas não aceitam a verdade. Se recusam a acreditar em um determinado fato (e fato é fato, certo?), ou pelo menos se permitir seguir uma linha de pensamento diferente. Logo, você pode gastar todos os seus argumentos mais fundamentados que elas irão rebater cada um deles. Depois, vão lhe dizer que todas as questões apresentadas por você são, na verdade, problemas seus que você reprime, e ainda vão se oferecer para ajudar.

Aliás, isso se a pessoa for legal. Ela pode ainda chutar o balde, te mandar pra longe e nunca mais olhar pra sua cara (o que é o que geralmente acontece).

Hoje ouvi um diálogo na Tv que demonstra até onde uma pessoa apaixonada se afunda para negar uma verdade que lhe dói.


Ela: Você vai cair em si e vai descobrir que me ama.

Ele: Eu tenho horror a você.

Ela: Engano seu. Isso é amor.


É incrível, mas isso acontece muito na vida real. No desespero de negar a rejeição, rasteja-se até além da sarjeta.

Amor próprio é a única maneira para fugir de humilhações. Pelo menos, a única que eu conheço...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Mulheres

Se não conseguir enxergar as letrinhas, é só clicar na imagem pra aumentar...




quinta-feira, 4 de março de 2010

Copyright: Peggy Guggenhein

- Quantos namorados você já teve?
- Contando os meus e os das outras?

Simples assim


Lendo algumas futilidades na internet, encontrei o melhor desabafo pós término de namoro. É isso mesmo que se sente. É isso mesmo que se quer. Mesmo que isso seja dito com outras palavras (ou mesmo nem seja falado). O objetivo é sempre o mesmo: ou um amor pra vida inteira, ou um cara bom na cama.

"Não quero nem beleza nem grana! Não precisa me bancar, mas também não quero pagar tudo! Nunca usei a arma que Deus me deu e não será agora! Cansei de namorado para desfilar... Quero alguém que cuide de mim e ande ao meu lado. Pode ser o cão, mas se for parceiro eu caso! Preciso de um transplante de coração ou de um novo amor de pica. Twitando da cama by celular e tomando absolut c suco de laranja hi-fi ou screwdriver, é só escolher! Sou capaz de me envolver com o primeiro que me der atenção! Snif, estou ficando altinha e linguaruda! Só quero saber quando vou ferver com Monique Evans? Fala ai, diva! Amoooo".

P.s.: e a louca da Monique Evans deve mesmo ser uma excelente parceira pra se divertir. Já a vi numa festa antes. Ela é doida!

Veja aqui a "matéria" original: clique!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Nova modalidade de divórcio

A mulher estava casada e determinada a se separar. O que uma pessoa "normal" faz num caso desses? Esta criatura levou seu futuro ex-marido pra um centro espírita pra consumar a separação. Hein?!

Segundo a própria, enquanto o cara achava que ela o estava levando pra lá pra "consertar" o casamento e uní-los novamente, ela queria, na verdade, usar aquilo pra separá-los de vez.

Relato: "Ele rasgava as folhas do evangelho, ele ficava irritado e eu lá cada vez mais calma, mais evoluída, mostrando pra ele que ele não ia conseguir me irritar porque eu já tinha seguido em frente e estava crescendo, enquanto ele estava lá cultivando a raiva, parado no mesmo lugar".

Até hoje eu só conhecia duas formas de dissolver um casamento válido: divórcio e morte. Deve ser o primeiro caso na história do espiritismo em que alguém leva uma pessoa num centro espírita pra separar. Sei lá, levar o cara que você já considera futuro ex irrevogavelmente num lugar assim pra "torturá-lo" é muita bizarrice.

Nesses momentos, eu sou adepta do tradicionalismo. Já que sou contra matar seres vivos em geral, que tal simplesmente procurar um advogado, hein querida?

terça-feira, 2 de março de 2010

Copacabana, segunda-feira, oito da noite

Saio do metrô, chove torrencialmente e eu quero fazer um lanche antes de ir pra casa. Minha personal tapioqueira não está no seu ponto habitual, de modo que eu atravesso a galeria que tem ao lado do metrô em busca de uma segunda opção. Caminho debaixo da marquise da galeria até perceber que o tapioqueiro número dois também não está lá. Dou meia-volta para atravessar a galeria de volta. Fui interpelada por um rapaz que fazia o estilo "bebo-no-Arco-íris-mas-no-fundo-sou-classe-média":
- Desistiu de ir pra lá?
- É. Pois é.
- Você mora por aqui?
- É. Pois é.
- Você trabalha com comunicação?
Ai ele logra êxito em captar minha atenção e eu deixo de ser monossilábica. Porque eu efetivamente trabalho com comunicação.
- Como você sabe? Eu te conheço?
- Eu achei que você tinha cara de quem trabalhava com comunicação.
Essa resposta não me convenceu muito, porque eu estava vestida como quem trabalhasse com, sei lá, administração ou economia. Mas existia uma tapioca a ser comida em algum canto desse bairro.
- Excelente chute. E tchau.
Atravesso a galeria de volta, em direção de casa. Quando estou esperando o sinal fechar para atravessar a rua sou novamente interpelada pela mesma figura:
- Oi, oi, dá licença. Mas se eu chutasse o seu telefone e errasse você me daria o número certo?
Não daria e nem dei. Mas não posso negar que timing e criatividade o cara tem, não? Esse entende de falácia.