quinta-feira, 29 de abril de 2010

Vamos beber que amar tá difícil!

Queridos leitores do Blog, amanhã, sexta, estaremos bebemorando no Carioca da Gema, na Lapa, a partir das 20h. Todos vocês estão convidados!

Motivo tem de sobra:

1. Faremos um ano de Blog em Maio!
2. Agora temos um homem pra chamar de nosso!
3. É sexta-feira!
4. Vários personagens de histórias bizarras estarão pesentes!

O último a chegar é mulher do padre!

Bendito fruto

Ele é carioca. Adora choro. Dizem que é romântico. Seja lá como for, a gente vai descobrir logo logo, porque ele agora é parte da equipe desse Blog e vai apimentar as nossa falácias com a visão DELES sobre o amor.

Seja bem-vindo, Felipe. E... comporte-se, você é minoria por aqui, rsrsrsr.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

De cada amor tu herdarás só o cinismo

- Você era mais ou menos meu namorado. Agora é um namorado mais ou menos.
- Luca, eu adoro o seu senso de humor. Mesmo quando ele é usado contra mim.

O amor é brega


Não importa o quão racional e insensível você se considera, nem o grau de certeza de que você jamais-em-hipótese-alguma irá se comportar como um idiota (do tipo que fica horas naquela de "desliga você primeiro"... "não, desliga você"). Não importa nem se é homem ou mulher, não importa o quão sério e comedido você seja. Quando você se apaixonar de verdade, vai ficar tão ridiculamente brega quanto todos os apaixonados que você julgava ridículos antes de se tornar um - daqueles que até fala com voz diferente e inventa apelidos infantis quando conversa com a cara-metade.

Acho que o efeito paixão é tão devastador quanto o uso de drogas, mas com um único agravante: você simplesmente sabe que você é um idiota apaixonado - e mesmo assim não liga a mínima pra isso. Pelo contrário: você passa a gostar de ser ridículo.

Prezados e prezadas...o amor é brega. E ponto.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Passado e Futuro


Duas amigas. Amicíssimas. Uma delas, reclamando que tinha esse problema com ex, que ela nunca conseguia deixar o passado no passado, vivia cheia de questões existenciais e sempre que estava com um namorado pensava nos ex, no que passou. A outra, tentando ser solidária, vira e diz:

_ Sei como é amiga. Eu tinha o problema oposto: sempre que eu estava com um pensava no próximo.

É. Pois é. Amiga é pra essas coisas, não?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Bem feito pros manés

Como bem disse uma amiga hoje:

"adoro quando amigas que estavam em relacionamentos longos e chatos arrumam um super namorado novo gatinho!"

Assino embaixo!

(By @Ludacal )

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sabedoria dos Amigos III

"Um lance é um lance.
Um lance não é um romance".

Depois dessa, boa sexta-feira a todos!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

É só um chopp

O cara convida a amiga para um chopp numa terça-feira depois do trabalho. Não tem nada de mais tomar um chopp com uma amiga numa terça-feira depois do trabalho, certo?


Detalhe #1: Ele já pegou a menina algumas (poucas) vezes
Detalhe #2: O encontro é às 10h da noite
Detalhe #3: O bar é num bairro mais afastado da cidade, onde POR ACASO ele mora.


Eu aposto todo o meu patrimônio que a namorada dele não estava sabendo desse chopp nada de mais.

Sabedoria das amigas XIV

Não adianta o cara ser gato se ele também é cachorro.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A little less conversation

Durante muito tempo eu tinha essa idéia estupidamente romântica de que o que importava era como as pessoas são por dentro (ou o que elas sentem). Levei muito tempo e bati a cabeça na parede várias vezes até entender que "de boas intenções o inferno está cheio".

Dias desses, conversando com um amigo sobre relacionamentos, falamos sobre um diálogo sensacional que exemplifica perfeitamente a minha crença de que o amor está muito além das palavras e até mesmo do próprio sentimento.

Em Um beijo a mais (original The Last Kiss), Zach Braff faz o papel Micheal, um homem na crise dos 30 que entra em pânico porque acha que sua vida é perfeita demais. Atordoado pela idéia de que não haverá mais surpresas (está tudo programado: uma mulher incrível, uma casa, um bom emprego e bons amigos) resolve trair a namorada perfeita (que está grávida) e, de repente, cai a ficha: ele é um idiota tentado jogar a felicidade pela janela com a mulher que ama.

Ao correr atrás dela para explicar a traição, Micheal se depara com o sogro (Stephen) na varanda da casa dos pais da namorada. Ele implora para falar com ela, diz que a ama.

Stephen: Que merda você estava pensando? Você ficou entediado?
Michael: Não, sou apenas um idiota.
Stephen: Nisso nós concordamos e muito.
Michael: Eu a amo, Stephen. Eu sei agora que a amo mais do que jamais amei alguém.
Stephen: Pare de falar de amor. Todo idiota no mundo diz que ama alguém. Isso não significa nada.
Michael: Mas é a verdade.
Stephen: Continua não significando nada. O que você sente é apenas problema seu. É o que você faz para as pessoas que você diz amar que realmente importa. É a única coisa que conta.

Woody Allen também já sabia que todos dizem eu te amo (aliás, recomendo muito esse filme, é imperdível). E nós temos a tendência de acreditar mais nas palavras que nos gestos. Os seres humanos são criaturas engraçadas... frequentemente vale mais o que está escrito do que o que é.

Mas, pra mim, eu te amo não é nada se não extrapolar as palavras - porque por si só, essas três palavrinhas não são mágicas. Não estou falando de mandar flores, fazer declarações, ou qualquer outra convenção social que não diz muita coisa. O amor só extrapola as palavras quando te faz rir, quando faz você se sentir acolhido, quando te mostra que o outro se preocupa com você de verdade; o amor só vai além das palavras quando se traduz em companheirismo, em compreensão, diálogo, confiança, respeito, transparência.

Qualquer pessoa pode dizer eu te amo (algumas com sinceridade, outras não). Claro que é importante dizer e ouvir isso e que todo mundo gosta. É legal receber flores e declarações de amor, cartas, presentes. Mas... acho que ninguém deve se contentar apenas com isso. Quando o assunto é amor, eu vou de Elvis:



a little less conversation a little more action.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sobre traídos e traidores III

Eu acredito que é possível dizer que nem sempre quem trai é o traidor da relação. E nem sempre quem é fiel é de fato o bom moço. Acredito que ser fiel por convenção social ou covardia - e não por escolha - é como enganar a si mesmo, e isso também é uma forma de traição. Ter vontade de trair e não fazê-lo é uma fidelidade hipócrita. E isso serve pra quê?

Existe uma arrogância no "eu sempre fui fiel" como se essa fosse a única coisa que se espera do outro, ou como se fosse a coisa mais importante da relação a dois. Será que de fato é? Existem mil e uma maneiras de trair e magoar alguém que não envolve necessariamente ir pra cama com outra pessoa e que podem, aliás, ser muito mais cruéis que a traição em si. Por isso acredito que nem toda fidelidade é necessariamente boa. Da mesma forma, nem toda traição é ruim.

Fidelidade boa não exige "esforço" e não busca uma medalha, não é moeda de troca para ser admirada pelo parceiro, não é nem sequer um argumento pra ser amado de volta. Você é fiel porque é, porque quer ser, porque "sente" que é a coisa certa pra você. E ponto.

Traições, em face das fidelidades hipócritas, podem ser libertadoras na medida em que revelem muito sobre nós mesmos e sobre o outro e permitam recomeços e uma nova percepção do que realmente é importante num relacionamento. A traição pode nos fazer enxergar um relacionamento para além do contrato que diz "você me pertence e eu te pertenço". Pra algumas pessoas, trair ou ser traído pode ser a única forma de acordar, por mais absurdo que isso possa parecer pra quem está de fora. Sim, existem traições covardes, egoístas e egocêntricas. Mas também existem fidelidades tão cruéis quanto a pior das traições que, de tão hipócritas, geram doenças na relação.

Não estou defendendo aqui a traição, mas apenas acho - ao contrário da convenção - que é mais condenável ser um fiel hipócrita que um traidor consumado. Ou seja: defendo a relativização da traição. Como diz o Nilton Bonder, "aquele que engana a si mesmo é mais perverso do que o que engana os outros. O que engana os outros está muito mais próximo de cair em si do que aquele que engana a si mesmo". Talvez por estarmos traindo também a nós mesmos quando traímos o outro nos sintamos tão culpados. Pra alguns, a traição expõe aquilo que não quer ser visto: quem engana a si mesmo, acaba roubando não só a própria possibilidade de um futuro real e autêntico, mas também atrapalha o futuro do outro, que vive se baseando numa fidelidade que tem o fundo falso.

Sob esta perspectiva, os velhos papéis do traidor (como o lobo mau da história) e do traído (o coitadinho, enganado) podem se inverter ou, no mínimo, ser questionados. Mais do que nos preocupar em medir o relacionamento pelo termômetro da "fidelidade" - que supõe falaciosamente que se não estamos sendo traídos, logo estamos sendo amados - deveríamos enxergar o termômetro da cumplicidade, do quanto o outro nos faz rir, do quanto nos apóia e se preocupa de verdade com nossa vida e com nossos sentimentos. E, ao olhar pra tudo isso, devemos nos perguntar também se correspondemos ao amor que o outro nos dá.

Seja como for, no final das contas, torço pra que ninguém se veja diante da pílula azul e da vermelha, entre o trair e o não trair. Mas, se isso acontecer, torço pra que não seja uma escolha vazia, e pra que você perceba qual é o caminho certo pra VOCÊ. Quando o assunto é traição, todo mundo tem o teto de vidro. É por isso que eu adoro o texto do Nilton Bonder (de novo ele) que convida todo mundo a mandar esses moralismos bestas pra %$#@##@#$$$$ ... e diz que, a despeito de todas as convenções e do que os outros acham que é certo, nós temos em nós mesmos um olhar que sabe EXATAMENTE pra onde estamos indo e o que devemos fazer:

"Há um olhar que sabe discernir o certo do errado e o errado do certo. Há um olhar que enxerga quando a obediência significa desrespeito e a desobediência representa respeito. Há um olhar que reconhece os curtos caminhos longos e os longos caminhos curtos. Há um olhar que desnuda, QUE NÃO HESITA em afirmar que existem fidelidades perversas e traições de grande lealdade. Este olhar é o da alma"

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sabedoria das amigas XIII


Não importa o quanto de teoria e experiência você tenha,
se ele não ligar você vai se sentir péssima do mesmo jeito .

Sobre traídos e traidores II

Você é o próprio Neo em Matrix e está ali olhando pra pílula vermelha e pra pílula azul e não sabe qual tomar. A loira gostosa provocante ou a minha namorada fofa? Essa menina de vinte e poucos anos que me faz sentir vivo depois de 20 anos de casamento infeliz ou a minha mulher que reclama de tudo o tempo todo e está sempre com dor de cabeça?

Não importa se você vai tomar a pílula azul ou a vermelha, se vai trair ou não. A pergunta e não a resposta importa muito mais se a gente quer entender a traição de verdade. O mais importante é pensar no que foi que te levou a estar ali, olhando suas duas opções de frente. Dúvida, culpa, desejo, decepção, covardia, egoísmo, infelicidade, ambiguidade, carência, paixão. O que é que te leva a decidir entre pular ou não a cerca?

Trair não é reflexo, não é como se de uma hora pra outra você se visse pelado na cama com um(a) desconhecido(a). Não é como se você caísse de pára-quedas num por-do-sol fazendo planos com um outro alguém "não-oficial". Não é como matar um mosquito que está te picando sem pensar, como auto-defesa. Quando você chega à encruzilhada do traio-ou-não-traio, muita coisa já deve ter acontecido - ou deixado de acontecer - muito antes.

Ele trai sua mulher e, ao ser descoberto, se justifica: "o que aconteceu com aquela mulher não teve a menor importância". Ela se apaixonou por outro. Dois filhos, relação estável e... totalmente falida. Presa a tudo isso, respira fundo, resiste. Muda de itinerário, passa longe da tentação. Volta pra casa orgulhosa de si mesma e da sua fidelidade. O marido está no sofá vendo TV. Ele a ignora, ignora os próprios filhos; sente-se infeliz, faz todo mundo infeliz e trata a todos com um sentimento profundo de raiva, porque afinal, sem perceber, ela enxerga na fidelidade prometida e na obrigação do "felizes para sempre" a razão de já se sentir morta, sem vida e sem paixão antes mesmo do fim.

Quando eu traio, a quem eu traio, afinal? Pode-se dizer que quem ama não trai? Talvez você que lê isso agora tenha essas respostas, eu não. Assumindo que seja possível trair amando, é simples definir quem é o traidor e o traído dessas histórias? Se você perder a mulher que ama, se magoá-la a tal ponto de a relação tornar-se inviável, a quem você está traindo mais: a si próprio ou ao outro? Se você passar a vida inteira fiel e infeliz e fazendo outro infeliz, que propósito tem a fidelidade?

Conheço homens inseguros que traem simplesmente por medo de serem traídos e se sentirem idiotas, passados pra trás. Conheço mulheres que traem o homem atual para se vingar de todas as traições que sofreram no passado e das quais nunca se recuperaram. Pouco a pouco, talvez a gente perceba que nem se trata mais de traição, porque ela é, no final das contas, apenas a ponta do iceberg.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sobre traídos e traidores I

Prólogo

Traição, tema polêmico e difícil. Nada melhor do que começar a falar do assunto num primeiro de abril, dia da mentira! rs*

"Nenhum homem merece uma confiança ilimitada - na melhor das hipóteses, a sua traição espera uma tentação suficiente" - Henry Mencken em O Cético

"A traição nunca triunfa. Qual o motivo? / Porque, se triunfasse, ninguém mais ousaria chamá-la de traição" - J Hrington em Epigramas

"Eu julgo que a mulher verdadeiramente digna é aquela a quem repugna uma traição, seja ela de que natureza for" - Florbela Espanca em Correspondência



Vocês se apaixonam: um cinema aqui, um jantar ali e começam a namorar. Pronto, é oficial! Você é DELE, ele é SEU e o amor entre vocês se sente como uma vacina contra o vírus de pulação de cerca. E logo em seguida você vai dormir abraçada com o coelhinho da páscoa, certo?

Porque no meio do caminho há o fantasma da traição. De todos os males, trair deve encabeçar a lista dos top 10 de todos os erros "imperdoáveis" de uma relação a dois. Mas, afinal, o que configura de fato a quebra do acordo de fidelidade do eu sou seu e você é minha?

Existem pessoas (geralmente do sexo masculino) que vêem o sexo como uma experiência puramente física, e a "traição" não está no contato físico com outras pessoas, mas em romper o compromisso de compartilhar o presente e construir algo juntos no futuro. Para essas pessoas, traição seria ficar abraçadinho conversando com a(o) amante e fazendo planos futuros após o sexo. Trair é ter alguma atitude que deixe claro que o outro é menos importante em termos, digamos, existeciais.

No entanto, acredito que a grande maioria entende que a traição está, antes, no contato físico com outras pessoas (façam-se ou não planos para o futuro), por considerar o "corpo" um território sagrado que só a pessoa escolhida pode conhecer e tocar. Ser traído, aqui, é um ato físico, carnal. É a transgressão de um acordo em que o corpo de um pertence exclusivamente ao outro.

--> Ter um olhar mais sensível e real sobre a traição pode ser bem complicado, especialmente porque nós sempre assumimos o ponto de vista do traído ou do traidor, dependendo de que lado estamos nessa equação.

Além disso, homens e mulheres costumam sentir diferente: eles tem o lado físico em sua natureza poligâmica muito aflorado, e não é raro ouví-los dizer que são capazes de amar a esposa e desejar outras mulheres sem grande conflito. Elas, educadas sob a ótica do sexo com amor, acreditam que a traição só é possível quando se deixa de amar o outro. Eu de fato não sei se quem é infiel não ama de verdade. E nem se a fidelidade pressupõe amor verdadeiro. Já passei da fase de certezas absolutas sobre o que as pessoas sentem e as razões que as motivam.

(to be continued...)

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Sobre traídos e traidores III