quarta-feira, 28 de abril de 2010

O amor é brega


Não importa o quão racional e insensível você se considera, nem o grau de certeza de que você jamais-em-hipótese-alguma irá se comportar como um idiota (do tipo que fica horas naquela de "desliga você primeiro"... "não, desliga você"). Não importa nem se é homem ou mulher, não importa o quão sério e comedido você seja. Quando você se apaixonar de verdade, vai ficar tão ridiculamente brega quanto todos os apaixonados que você julgava ridículos antes de se tornar um - daqueles que até fala com voz diferente e inventa apelidos infantis quando conversa com a cara-metade.

Acho que o efeito paixão é tão devastador quanto o uso de drogas, mas com um único agravante: você simplesmente sabe que você é um idiota apaixonado - e mesmo assim não liga a mínima pra isso. Pelo contrário: você passa a gostar de ser ridículo.

Prezados e prezadas...o amor é brega. E ponto.

5 comentários:

  1. Fernando Pessoa concorda com você:

    http://www.releituras.com/fpessoa_cartas.asp

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  2. Pois é, o amor é brega mesmo. Argh! Uma das coisas que eu nunca entendi direito é sobre a necessidade de um casal andar de mãos dadas nas ruas só porque agora forma um casal. O par em questão, por acaso, corre o risco de tropeçar só porque agora são pessoas apaixonadas? Dúvida...

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  3. Já lhe ocorreu que pode não ser uma "necessidade", mas uma "vontade"? Risco de tropeçar só porque estão andando de mãos dadas? Sinceramente Gabi, você trocou mesmo o coração por um fígado. No seu caso, o amor não é só brega, é irritante...

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  4. Quando não amamos ficamos em busca de algo. Sei lá... Fica um vazio! Bom mesmo é quando o amor é correspondido, aí andar de mãos dadas é uma delicía!

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