segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pulo do Gato I


Nesse “mundo de conquista”, há alguns “instrumentos” que as pessoas não sabem usar direito. Eu considero a dança um desses instrumentos.

Partindo do princípio que dança é um negócio muito pessoal, você não vai querer dançar qualquer ritmo ou projeto de ritmo com qualquer pessoa ou projeto de pessoa. Hoje em dia há diversos ritmos que geram vários tipos de dança, mas eu só considero dança mesmo quando você consegue ter um contato com uma outra pessoa. Dependendo do ritmo ou estilo de música, pode acontecer de você dançar sem sequer encostar na outra pessoa, o que eu acho impessoal demais, mas até que às vezes um olhar bem encontrado num outro olhar, já é uma dança e tanto.

Eu prefiro um tipo de dança que é mais tradicional, aquela mistura de dança européia com influências africanas e que depois acabou virando um negócio europeu-afro-brasileiro. Nesse “universo” tem o choro, o samba, a polca, o maxixe, o lundu, o batuque, o forró, o jongo, a valsa, o tango (o argentino é mais conhecido que o brasileiro, mas são todos da mesma época e com as mesmas influências), enfim, tem um monte de gêneros musicais que até hoje são muito bons de dançar. A mistura disso é um negócio bem carioca e você não precisa ser um exímio dançarino para, digamos, tirar proveito disso para conquistar ou se “dar bem”, caso este seja seu intuito. Tem que ter o mínimo de jeito e bom senso,é claro. Não adianta chegar todo sem noção em uma garota, falando um monte de péla-saquices, enquanto você pisa nos pés da mesma.

Visualiza bem, num tipo de dança desses, você não precisa falar muito, o seu olhar já diz um monte de coisas, principalmente na hora de convidar a menina pra dançar. Além disso, o contato que tem com ela é muito grande e, provavelmente, já dá pra ter uma noção de toda a afinidade que vocês poderão ter só por esse primeiro contato. É claro que com umas aulas de dança de salão, o cara consegue se virar, mas eu arrisco dizer que não precisa nem fazer aula. Se você estiver dançando algo que gosta, num lugar bacana e vê alguma garota interessante, por que não dançar com ela? Na pior das hipóteses, você já vai sentir o toque da menina, o cheiro e todas aquelas outras coisas boas já possíveis de serem percebidas em uma primeira impressão. Não precisa ser nada perfeito em termos de dança, mas tem que rolar uma harmonia, um equilíbrio...

















Resumindo, rapazeada, quando você está num lugar que é pra dançar, vê se não vai perder tempo enchendo o saco de ninguém com ideias erradas. Chama a garota pra dançar e tenta correr o risco de ouvir um “não, obrigada” ou então passar uma noite (talvez a primeira de muitas com ela) bem interessante.


(Demorei, mas escrevi! hehehe)


4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Esse post me lembrou um evento da semana retrasada. Concordo com você, Felipe. Às vezes, uma dança fala mais que mil palavras. Acredito na sintonia de estranhos íntimos. Isso me lembra um poema inpirado de Baudelaire (A uma passante). Mas é preciso ter cuidado para não estragar tudo depois da dança! Atitudes psico estão fora da lista dos jogos de conquista masculinos! As vezes, para não estragar o encanto do momento, é melhor ficar calado. Estou começando a tomar gosto pela expressão, apesar de minha crença no amor - e justo quando a Gabi começa a se desapegar dela: Troco meu coração por um fígado!

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  3. Isso mesmo Quel, queima meu filme em Blog público!!!!

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  4. P.s: você ainda não faz muito o estilo "troco meu coração por um fígado". Não se empolga muito não...rs

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