domingo, 1 de agosto de 2010

É tudo uma questão de escolha

Outro dia estava conversando com uma amiga sobre (adivinhem?!) homens e relacionamentos.


(Oh! surpresos???)

Enfim, não dá pra negar que são assuntos interessantíssimos e que rendem muito papo. Então,em determinado momento falávamos sobre o que buscamos para nossas vidas no futuro. Foi quando falei da minha atual lista de "exigências" para entrar novamente num relacionamento e que hoje penso mais em me casar com o mundo - por meio de viagens e mais viagens - do que constituir uma família tradicional.


E eis que ela me respondeu o seguinte:

"(...) pois eu estou bem prática hoje em dia: busco um homem que seja um verdadeiro chefe de família. Que seja um bom pai, um bom marido e trabalhador (...) acho que se eu passasse a vida viajando eu perderia isso."



Da mesma maneira que respondi pra ela na hora, acho legal essa resolução. Acho mesmo. Se o objetivo dela é constituir família e ter esse modelo de vida, acho que ela está certíssima. E tem mais: acho digno quem assume essa ideia e se planeja pra isso. Com certeza, tem muito mais chance de dar certo por esse caminho.

Assim como eu argumentei pra ela, no final, a gente sempre sai "perdendo" alguma coisa. De fato, se você opta por conhecer o mundo e viver pra si própria, perde-se essa coisa legal de família, filhos, um legado e tal. Mas escolhendo a vida "Amélia", você perde todo o mundo e todas as experiências que cada viagem, cada pessoa nova, que cada lugar diferente pode lhe proporcionar.

E é aí que eu argumento que tudo isso nada mais é do que uma questão de escolha. E, na minha opinião, as duas alternativas são válidas. A pessoa só precisa decidir sobre qual das duas maneiras vai ser mais feliz. Ou qual das três, quatro, e mais tantas opções diferentes possíveis. Você pode decidir que sua felicidade está em cuidar de cavalos em uma fazenda, ou que você se sentirá de fato realizado se for morar num mosteiro, num convento, ou num refúgio qualquer.

Acho que devemos nos respeitar e esquecer um pouco os padrões. Pra quem decide por essa vida mulher + marido + filhos + cachorro porque realmente acredita, ótimo. Mas pra quem pensa diferente, é muito válido ousar - sim, acredite, isso ainda é ousadia atualmente .

Liberdade para decidirmos por nosso caminho. Liberdade para mudarmos de ideia no meio dele. Pois, como eu costumo dizer, os outros sempre estarão ao redor, olhando, vigiando, observando. Mas a única pessoa que nos faz companhia 24h somos nós mesmos. As únicas pessoas que conhecem, realmente, nossas dores e alegrias, somos nós. Portanto, é por isso que acredito que devemos priorizar nosso bem-estar. Para sermos felizes. Para fazermos outras pessoas felizes.

Um comentário:

  1. Me chamem de Poliana... mas eu simplesmente não consigo ver a razão de todas essas coisas serem necessarimente excludentes. Acho que podemos aproveitá-las, cada uma em diferentes fases da vida.

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