Rapaz e moça têm um grande círculo de amigos em comum, mas pouca intimidade. Em uma festa, eles se afastam do grupo para conversarem sozinhos por um bom tempo. Se você lê este blog é porque é tem mais de oito anos de idade e já sabe onde isto vai dar.
- Sabe, eu sempre te achei muito legal, simpática, inteligente.
- Eu também sempre te achei legal, simpático, inteligente.
- E, bom, também sempre te achei bonita.
- Eu também sempre te achei uma gracinha (você pode estar achando esta estória super fofa, mas aviso que os dois eram comprometidos e, portanto, arderão no mármore do inferno).
- Eu já bati punheta pensando em você.
- ...
Olha, I get it. Eu realmente entendo que homens fantasiem com meninas normais, o que os americanos chamam de “girl next door”. Entendo quando eles dizem que você fica mais bonita sem maquiagem ou é linda acordando. Que não saibam a diferença entre estria ou celulite – a não ser que você queira ficar sem roupa para explicar. Enfim, entendo (e apoio) a preferência geral pela amiga bonitinha da irmã e não pela Paris Hilton. E admiro que num momento tão íntimo e tão libertário, dentre tudo que poderia ter vindo à cabeça do rapaz, tenha sido a moça em questão. Mas, precisava contar? Da próxima vez, diga que pensa na menina. Mas não em que momentos.
O amor foge quando você quer entendê-lo? Pisa seu coração e te contraria sempre que acha que o está dominando? Já teve certeza de que ele não faz sentido? O problema não é o amor, mas a maneira como aprendemos a amar: falsas premissas = final feliz impossível! Esse blog existe para provocar desilusões amorosas! Parece sádico? Se prefere continuar na ilusão amorosa, pare por aqui e vá ler Contigo, Claudia e Marie Claire, veja novela do Manoel Carlos e comédias românticas hollywoodianas.
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