quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ainda dá tempo

Eu sempre achei site de relacionamento uma coisa meio esquisita, artificial... sei lá. Mas, independente do meu achismo sobre o assunto (porque afinal eu não tenho opinião formada já que nunca experimentei) uma coisa não se pode negar: eles são mais um opção para os solteiros encontrarem sua cara-metade. E não se pode negar que tem opção pra todo mundo. De repente, pra quem tá na pista desolado e não sabe mais o que fazer, vale à pena testar - quem sabe rola pelo menos um encontro antes do ano novo.

Além de todos os sites "padrão" que já existem no mundo, com fotos de mulheres e homens bonitos, tipo o Be2, ou o Par Perfeito, recentemente surgiram uma série de novos sites dirigidos para públicos bem específicos.

É o caso do site para unir feios: The Ugly Bug Ball, que há pouco comemorou a união de casal que se conheceu através do site.

Como o amor é uma falácia, tem site de namoro até pra casados! Uma falta de absurdo, vocês não acham? Pra informação dos leitores, o site faz o maior sucesso, mas esse eu não divulgo o link, pra depois não dizerem que eu sou destruidora de lares.

Ainda na linha do "eu não acredito", tem site de "namoro" (com fins específicos de acasalamento) até para animais. Pra vocês terem uma ideia, um anúncio de um suricato (o Timão, da dubla Timão e Pumba, do filme Rei Leão) recebeu 74 mil acessos e terminou em namoro. De acordo com a tratadora do animalzinho, quando ele encontrou a suricata eleita no site, começou a farejar e cavar pra tentar tirar a "suricata" do caixote em que veio. Provavelmente se eu colocasse um anúncio de namoro não teria recebido tantos acessos (me lembrem de vir como suricato em outra vida!). Aliás, minha labrador preta linda está solteira, alguém tem um labrador que se candidate?


E não é só isso. Existem diversos sites de inclusão social, como o Dating 4Disabled , para portadores de deficiência, e o No Longer Lonely, específico para portadores de doenças mentais, além do site de namoro só para soropositivos, o POZ Personal.

Com tanta opção pra tantas tribos, deveríamos pensar que só fica solteiro quem quer. Será?

3 comentários:

  1. Eu sou meio contra esses sites. Acho que segrega mais do que une e é um negócio meio baixo astral. Ter este pensamento "sou feio e/ou gordo, não consigo ninguém e nunca conseguirei" é muito ruim e caracteriza a baixa auto-estima da pessoa. Será que é bom assim conhecer pessoas que estão nesse baixo astral também?

    Será que ninguém acredita mais em encontrar/conhecer alguém lendo jornal na fila do pão ou qualquer coisa parecida com isso?

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  2. Felipe, eu prefiro conjunção estelar, encontros casuais e inesperados. Nunca pensei em entrar num site de relacionamento, mas acho que pra muita gente tímida ou que deseja coisas muito "específicas" pode ser um "facilitador". Tem muita história de casais que se conhecem virtualmente, se casam e ficam felizes. Então, acho que não tem porque eu ser radicalmente contra nem totalmente a favor.

    Acredito que existe espaço pra outras perspectivas. Só um exemplo: no caso dos soropositivos, a questão é muito delicada e quem é HIV positivo tem muita apreensão sobre contar sobre a doença (na real, existe sim muito preconceito). Ter um um espaço em que você já sabe que todo mundo ali tem essa condição pode deixar as pessoas mais à vontade e, nesse sentido, acho que é sim uma forma de inclusão. Pode dar a idéia de segregação, de um "preconceito" às avessas, mas sob outros pontos de vista, muitas iniciativas não são necessariamente segregadoras ou tem a ver com baixa auto-estima ou baixo astral (não sei se diria o mesmo do site pra feios...) e, como eu disse, é MAIS uma opção (e não a única) dentre as tantas que existem. Pra muita gente, "conhecer alguém lendo jornal na fila do pão" pode simplesmente nunca rolar...

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  3. Vou dar os meus dois cents: inscrever-se num site de relacionamentos, para mim, é, eticamente, como contratar um agente de viagens, um despachante ou alguém para passear o seu cachorro. É procurar um facilitador para um aspecto prático da sua vida, no que eu não vejo nada de errado. Acho, inclusive, que este tipo de serviço não tem que ser barato, justamente para reunir gente que está seriamente interessada em encontrar sua cara-metade. Dito isto, eu sou preconceituosa e se conhecesse alguém via site de relacionamentos, mentiria dizendo que conheci na fila do pão.

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