sábado, 31 de dezembro de 2011

Em 2012, se o mundo não acabar, quero ver o amor assim!

Pra começar o ano com o pé direito - e sem falácias - o amor na visão das crianças:


"Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e aí ele a veste todo dia" - Noelle, 7 anos

"Amor é como um velhinho e uma velhinha que ainda são muito amigos mesmo se conhecendo há muito tempo" - Tommy, 6 anos

Amor é quando alguém te magoa e você, mesmo muito magoado, não grita porque sabe que isso fere seus sentimentos" - Mateus, 6 anos

"Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro" - Mary Ann, 4 anos

Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite - Rebeca, 8 anos

"Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, e eles saem juntos e se cheiram" - Caio, 5 anos

"Eu sei que a minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas, e tem que sair pra comprar outras" - Lauren, 4 anos

"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mau cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford" - Chris, 8 anos

"Amor é quando você sai pra comer e oferece suas batatinhas fritas sem esperar que a outra pessoa ofereça as batatinhas dela" - Chrissy, 6 anos

"Se vc quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta" - Nikka, 6 anos

"Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda"- Mathew, 7 anos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vai discutir a relação?

Da próxima vez que for discutir a relação, lembre-se de não fazê-lo como se tivesse 4 anos de idade.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

À beira da chacota


Imagine um relacionamento que está por um fio. O namorado de saco cheio da namorada ciumenta e bipolar depois de jurar mil vezes que "na próxima que ela aprontar acabou" chega e diz para uma amiga:



Ele: Eu convidei minha namorada pra morar comigo

Amiga: Como assim? Mas vocês não estavam para terminar? Qual o sentido de ir morar junto com alguém que você quase não aguenta mais? Você convidou só por educação, porque ia pegar muito mal você não chamá-la pra morar com você enquanto ela passava um aperto por não encontrar um apartamento pra morar ou porque queria dividir as contas?

Ele: Ah... eu queria mesmo que ela fosse mesmo morar comigo, porque aí ou a coisa degringolava de vez ou dava certo.


Gente, alguém avisa pra essa criatura que existem formas mais fáceis e menos dolorosas de apressar o fim do namoro...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Amor otimista

Que me desculpe Liz Gilbert, mas não acho que seja necessário Comer, Rezar e Amar para perceber um comportamento amoroso tão comum - especialmente entre as mulheres - como o das serial daters. Serial killer mata em série. Serial dater, "namora"em série.


No livro, Liz conta que tem um histórico de se apaixonar rápida e instantaneamente - sem medir os riscos - e de tomar decisões sobre os homens muito prematuramente. Esse histórico lhe parece familiar?

Mulheres tem uma tendência a ver sempre o melhor no outro e acreditar que todo mundo é emocionalmente capaz de ser o seu "melhor eu" numa relação. E é por isso que tantas vezes nos apaixonamos em 5 segundos pelo cara que apenas nos deu bom dia no elevador, por um gentil desconhecido no metrô, por aquele carinha novo que apareceu na turma do colégio ou no trabalho, por aquele gringo que você conheceu naquela viagem maravilhosa. Nossa vontade de encontrar o tal homem é tanta que qualquer gentileza, ainda que mecânica, ainda que apenas por educação, nos faz virar do avesso por alguem que sequer conhecemos.

É essa dificuldade de enxergar o homem que está bem na frente do nosso nariz que nos leva a nos apaixonar por um homem em potencial. E porque não conseguimos ver a diferença entre uma coisa e outra, tantas vezes nos penduramos a um relacionamento, à espera de que o homem do agora se torne tão bom quanto a nossa melhor visão do que ele poderia ser.

Será que somos vítimas do nosso próprio otimismo? Eu acho que não. Quem namora ou se apaixona em série não tem um problema de excesso de otimismo, mas de distorção da realidade.

Não digo que não devemos sonhar, que todo mundo lá fora é um escroto em potencial e que é impossível que aquele carinha russo que você conheceu na Holanda seja o amor da sua vida, ou que é inviável conhecer um grande amor no elevador, ou sentado bem na mesa ao lado da sua no trabalho, em uma situação improvável e inesperada.

Apenas acho que quando se é uma serial dater, ávida por casar ou encontrar aquela pessoa especial, estamos imediatamente diminuindo infinitamente a possibilidade de alcançar esse "objetivo", porque não importa o quão bons ou ruins sejam os homens que encontraremos no caminho: a única coisa que seremos capaz de enxergar é o homem em potencial que criamos na nossa imaginação. E apesar de óbvio, nem mesmo uma sequência de "decepções" nos faz perceber que a solução está nos nossos próprios olhos.

Na maioria das vezes o problema não é o que vemos, mas como vemos. Amor otimista não é amor cego ou de conto de fadas: é aquele capaz de enxergar o outro sem distorções e sem ilusões. A todas e todos que ainda não encontraram "a pessoa certa", desejo que em 2012 você encontre um amor ultra otimista, diferente de tudo o que você imaginou até aqui e, ao mesmo tempo, muito, MUITO melhor do que a sua imaginação: um amor possível.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

501

Chega de 501 vinhos para beber, 501 livros para ler ou 501 discos para ouvir antes de morrer. Que tal pegar 501 caras antes de morrer? Confesso que fiquei surpresa quando vi que na minha lista só faltavam 500:

http://501caras.tumblr.com/

Confesso que fiquei com inveja de não ter tido a ideia de criar este site.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tia Sukita

Metro. Na falta do que faer, fico observando um rapazinho bem apessoado. Quando o assento na sua frente fica vago ele me pergunta:
-A senhora quer sentar?
Eu querendo e sentar no colo dele e ele me chama de senhora. Sacanagem.

Trapiche e Ferradura

Sábado passado o povo do meu trabalho foi ao Trapiche Gamboa comemorar um aniversário. Uma amiga convidou mais duas: uma casada há quatro meses e outra recém-separada após onze anos de casamento. As meninas me adoraram (eu sou mesmo um amor) e, após muito falarmos de homem, naquele desejo humano de rotularmos as pessoas, me perguntaram:

- Qual a sua situação? Você tem namorado, marido, tá solteira?
- Eu tô tranquila com esse lance de relacionamento.
A resposta egípcia não satisfez. Papo vai, papo vem, me perguntam mais uma vez.
- E você???
- Ah, eu tô feliz.

Se eu dissesse que tinha qualquer tipo de compromisso, estaria mentindo. Mas achei que dizer que terminei um namoro relativamente longo e relativamente importante há relativamente pouco tempo tempo (valeu, Einstein!) sugeriria um sofrimento e uma perda que eu não estou sentindo. Ao mesmo tempo, "estar solteira", naquele lugar, também daria a impressão de estar na pista para negócio que também não é verdade. Essa foi realmente a resposta mais sincera que eu poderia dar. Eu sei que é muita filosofia durante uma caipvodka de cupuaçu, mas tem mais:

Sabiamente, já me disseram que o amor é como uma ferradura - os extremos estão mais perto entre si que entre o extremo e o meio, o ponto neutro. O oposto do amor não é o ódio - é a indiferença.

Terminar um relacionamento e ficar imediatamente com outra pessoa não quer dizer que você o esqueceu. Este comportamento serve para distrair ou provocar ciúmes ou - ou seja, para reafirmar a presença do ex em sua vida. Terminar e ligar para dizer que não quer mais saber dele só mostra que você quer saber dele.

Sim, eu sei que todos estes comportamentos são feitos no calor do momento - mas a questão é justamente não haver o calor do momento - ao menos um calor muito quente ou muito prolongado. Claro que se o cara é um sacana que, sei lá, te traiu com a sua própria irmã, realmente merece que você dê um escândalo quando descobrir e jogue um drinque na cara dele (já vi as duas coisas acontecerem).

Mas a maioria dos casos, felizmente, é formada por duas pessoas que decidem que as diferenças são maiores que as semelhanças. E vida que segue. Porque uma pessoa feliz, equilibrada e em paz sente tristeza e raiva com um fim de um relacionamento, mas nos outros 99% do tempo, está feliz, equilibrada e em paz, fazendo seja lá o que for, com ou sem namorado.

Para terminar, Rafael Nadal seminu. Just because.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Inteligência emocional


Nossa capacidade de reconhecer e lidar tanto com os nossos sentimentos quanto com o sentimento dos outros é o que psicologia descreve como inteligência emocional.

Em vez de escrever textos longos e cheios de insights, dessa vez irei direto ao ponto: se você tem um histórico amoroso de fracassos e vive com essa ladainha de que não encontra ninguém legal etc etc etc, entenda de uma vez por todas que a responsabilidade é SUA e desenvolva a capacidade de perceber e lidar com suas próprias questões emocionais, em vez de culpar sempre o outro. Isso é inteligência emocional e ninguém pode ser capaz de se relacionar bem - nem consigo mesmo e muito menos com o outro - num contexto de total ignorância sobre as próprias emoções.

Não importa se você se comporta como a namorada ideal ou se está no outro extremo sendo alguém movido a ciúme, possessividade, egoísmo e vaidade: se você continuar repetindo os mesmos padrões de comportamento, as mesmas atitudes sem um pingo de consciência do que está fazendo e à revelia do que gostaria de fazer, PRESTE ATENÇÃO. Não tem nada mais sem lógica e absurdo do que passar uma vida inteira repetindo as mesmas atitudes enquanto espera um resultado diferente.

Já dizia a vovó: Se plantou banana, não espere colher abacate.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Quem eu quero não me quer


Eu sou linda, inteligente, bem-humorada, bem-sucedida e bem resolvida. Vários homens correm atrás de mim. Inclusive alguns desses homens são igualmente cobiçados por muitas mulheres, o que deixa meu ego super em dia.

Apesar de tudo isso, sou um fracasso amoroso. Apesar do meu ego inflado, quando sou rejeitada por um homem – mesmo ou principalemente se eu nem sequer o queria de verdade - tenho a auto-estima de uma ervilha: sinto raiva e contrariedade e um desejo desesperado de ter esse homem que eu não quero e que não me quer.Descubro que mesmo sendo esse mulherão todo, alguém não me deseja. É uma audácia! Apesar de ter feito tantos homens se apaixonarem por mim, não consigo satisfazer esse meu desejo de ser incondicionalmente desejada.


Você conhece alguém que se encaixe no perfil dos dois parágrafos acima? Alguém que sempre se apaixona por amores impossíveis e reclama disso como se fosse puro azar, fatalidade, dedo podre?

Será que eu realmente me acabo de tristeza e desespero porque quem eu quero não me quer? Posso chamar isso de amor? Esse desespero de não ser amado é um sentimento legítimo pelo outro? Ou esse desespero é por mim mesma, pela auto-estima ferida, pelo descontentamento com o qual nunca soube lidar? Será que a dor da rejeição e a total desolação que a acompanha não é, na verdade, a dor de me sentir impotente com relação ao outro?

Não controlamos nada, apesar de queremos estar no controle. Se eu REALMENTE amasse, não teria nenhum interesse que não fosse o de ver a pessoa que eu amo feliz, nem mesmo o interesse de tê-la pra mim. Ser amado de volta é uma alegria, mas não uma condição que valida o amor. Não ser amado de volta não precisa ser sinônimo de dor e desespero, quando entendemos o que é o amor e que ele tem que ser livre. Quem ama jamais desejaria ter alguém ao seu lado se não fosse por livre escolha.

Se formos realmente honestos, se não tivéssemos tanto medo de olhar para nossas próprias feridas e fraquezas, de encará-las e deixá-las doer para quem sabe curá-las, aceitaríamos a pobreza do sentimento que chamamos de amor. Aceitaríamos o fato de que apesar de haver um desejo universal de todo ser humano de amar e ser amado, poucas pessoas aprendem a amar. Admitir isso, seria admiti que não sei nada sobre o amor - isso nos desespera.

O descontrole enlouquece, angustia, aterroriza, desafia os medos mais profundos. Às vezes nem sequer nos damos conta de que todas essas emoções acontecem dentro da gente. Por isso insistimos em fingir que estamos tristes porque fomos rejeitados e insistimos em nos relacionar exatamente com as pessoas que nos rejeitam. É como se alguma coisa na nossa mente nos fizesse acreditar que se essas pessoas passarem a nos querer, tudo estará resolvido.

Mas a questão é mesmo essa? Ser amado de volta resolveria tudo? Antes de responder a essa questão, deveríamos nos perguntar: será realmente que quem eu quero não me quer ou eu SÓ quero quem eventualmente não me queira?

Na resposta, talvez possamos enxergar que amor não tem nada a ver com ego, com nossas necessidades emocionais e nossas carências. Que o “objetivo” do amor é não ter objetivo. O amor – que sentimos e sentem por nós – não tem a função de fazer nossas vontades, de curar problemas de auto-estima ou ser a válvula de escape para mascarar nossas neuroses, medos e vazios.

É por isso que eu digo que a maior declaração de amor é dizer : Eu não preciso de você. Eu te amo porque te amo... já dizia o poeta.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Guilty Pleasures

Primeiro eu fiquei bolada em estar visitando este tipo de site. Ficava com vergonha, abria no trabalho em janelas pequenas e fechava rápido quando passava alguém, como quem entra em site de pornografia. Como assim, Bial, Luca se amarrando em ver fotos de casamento?
Depois, conclui que o que eu gostava era a parte "fotos" e não a parte "casamento" da coisa. Se você tem uma alma folk/old school/lomography como eu ou simplesmente sonha com o dia do seu casamento como outras, recomendo os links:

http://jonaspeterson.com/

http://www.maxwanger.com/love

http://www.sarahyatesphotography.com/

Aliás, é um povo bonito que dá nesses sites, né? Não é à toa que eles estão se casando.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A pessoa certa


Veja você as dificuldades enfrentadas nos relacionamentos nossos de cada dia:
_ Ele não é romântico
_ Ela é muito ciumenta
_ Ele chega em casa de mau humor
_ Ela fica chata na TPM

O amor é uma ironia, quase uma pegadinha, psicologia reversa. Todo mundo é capaz de amar o que é bonito no outro, por isso nos apaixonamos pelo melhor eu do outro. Mas a questão nunca é se você pode amar o que é fácil de ser amado, nem se consegue amar apesar dos defeitos, mas se consegue simplesmente parar de esquartejar a pessoa naquilo que você gosta e no que não gosta e amá-la por inteiro.

Imagina só terminar um namoro assim:

_ Por que você terminou o namoro?
_ Porque ele era romântico, companheiro, compreensivo e bem humorado.

E os defeitos? O que fazemos com eles? A princípio, fingimos que não existem. O nome dessa fase é paixão. Quando isso não for mais possível, a gente inventa essa história de que pra um relacionamento dar certo os dois tem que abrir mão, ceder. Abrir mão de que, cara-pálida?!

Ah sim. Abrir mão significa o seguinte: eu vou aguentar cinco horas de compras no shopping porque eu me odeio - ops, digo: porque eu te amo. Ou então: eu vou relevar o fato de você nunca querer fazer nada que eu goste comigo , tipo ir jantar fora, ao cinema etc. porque eu te amo e esse é "o seu jeito".

Porque se eu te amo, eu abro mão: de ir ao cinema que eu amo, de jogar futebol e poker com os amigos (porque ela não gosta), de sair pra dançar (porque ele detesta essas palhaçadas de dança), de fazer aquele curso que eu tanto queria. Vou ceder, vou carregar a sua dor, entender sua insegurança, seus traumas de infância e me resignar; vou enxergar qualidades que você nunca teve e ainda comprarei presente de aniversário pra todos os seus familiares sem esquecer ninguém. Farei isso porque te amo muito. Até que fique tão acabada a ponto de não ter mais forças pra te amar, a ponto de não saber mais se te amo, a ponto de me perguntar se te amei um dia.

Parece – e é – absurdo, mas essa é a base da esmagadora maioria de relacionamentos: uma máquina de tortura. Porque eu não consigo abrir mão, eu também decreto que o outro terá que ceder na mesma proporção e chamo isso de amor. E assim podemos nos torturar mutuamente até que a morte nos separe.

É fácil amar o outro que te acompanha onde você quer. Difícil é amar o outro a ponto de deixá-lo ir para onde ele quer sem saber se ele voltará pra você. O nome disso é confiança. E só é assim porque no fundo a gente nunca tem certeza se o outro volta, a gente tem que aprender a confiar que voltará. E o amor não é certeza, é entrega. E é justamente essa confiança que nos falta: se fôssemos menos controladores, medrosos e possessivos, se quiséssemos realmente amar o outro e vê-lo feliz incondicionalmente, confiaríamos nele e não seria necessário tentar aprisioná-lo. E seria justamente essa confiança que construiria uma relação verdadeira e livre: a relação com a qual no fundo, todo mundo sonha, mas não tem coragem de construir porque não sabe confiar e tem todo tipo de julgamento, exigências e opiniões sobre o outro.

Difícil é amar o outro sem abrir mão de si mesmo e jamais desejar que o outro abra mão das coisas que ama, pelo simples entendimento de uma equação simples: o amor é a soma de duas pessoas inteiras e felizes individualmente. Difícil é entender que o outro te ama ao mesmo tempo em que, às vezes, sente vontade de exercer a individualidade dele e ficar um pouco longe de você - achamos que isso é falta de amor.

Ceder num sentido em que sofremos pelo outro não é demonstração de amor, mas de ignorância. Não quero dizer com isso que o amor seja egoísta ou que temos que fazer primeiro o que dá na telha e depois pensar no outro para entendermos o que é um amor livre. Quero dizer que quando existe mesmo amor, podemos fazer coisas que não imaginávamos ou que sequer pensamos que um dia gostaríamos porque encontramos prazer e encantamento em compartilhar com o outro. Mas isso sempre é feito com leveza e nunca de forma que eu sinta que estou acumulando créditos numa conta imaginária da relação e que um dia o outro terá que me retribuir por todas as vezes que fui compreensiva e por todas as vezes que eu cedi. Toda essa cobrança nos relacionamentos só demonstra que tratamos as pessoas como um investimento, que nunca nos doamos de verdade: sempre exigimos algo em troca.

É fácil fingir que se ama. Difícil é amar até as últimas consequências, mesmo que isso signifique perceber que o relacionamento é incompatível porque a verdadeira personalidade dos dois seria inconciliável. É mais fácil esperar que o outro se torne aquilo que a gente gostaria, ou tentar obrigar o outro a mudar, ou então sofrer por fingir que ele é o que lá no fundo sabemos que não é. Como diria o Cazuza: “O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer e o meu poesia de cego, você não pode ver”.

Amor de verdade é difícil porque nem sempre depende de encontrar a pessoa certa. Amor de verdade depende, antes, de eu ser a pessoa certa, de vir a ser capaz de amar alguém no fácil e no difícil. O problema não é estar ao lado de alguém, mas querer continuar ao lado desse alguém. Se nós fôssemos a pessoa certa, com toda certeza não teríamos tanta dificuldade em encontrar alguém que quisesse permanecer ao nosso lado sem pensar no tempo, indefinidamente. Se fôssemos a pessoa certa não estaríamos o tempo todo e tão desesperadamente procurando essa tal pessoa certa do lado de fora.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Não acredito em alma gêmea - pronto, falei


No livro Comer, Rezar e Amar, uma psicóloga estava preocupada porque ia trabalhar dando assistência a refugiados. O medo dela era lidar com coisas que ela nunca havia experimentado e com uma realidade distante da vida dela: pessoas que além de perderem todos os seus bens (casa, roupas etc.) perderam também familiares. A surpresa foi descobrir que, no geral, as questões dessas pessoas eram as mesmas dos consultórios, tipo uma mulher de vinte e poucos anos dizer: “ah, eu estou arrasada porque eu conheci um cara no outro campo de refugiados e ele prometeu que viria comigo e me trocou por outra”.

Por que será que o tema relacionamento é tão presente na vida das pessoas? Com um certo exagero, às vezes chego a pensar que o coração é uma das maiores fontes de sofrimento do planeta. E eu conheço muitas pessoas que vivem amarguradas uma vida inteira por causa de um relacionamento ruim, ou pelo menos é o que elas acreditam.

Sob um outra perspectiva, acho que o sofrimento vem, na verdade, da nossa obsessão com os relacionamentos, do desejo insano e inconciliável de encontrar alguém que nos “complete”, de enxergar a vida a partir do outro e até mesmo de responsabilizar o outro pela própria felicidade. Essa é a idéia que muita gente faz de alma gêmea. Não estou dizendo que não devemos sonhar em encontrar alguém, nem que temos que ficar sozinhos pra sermos felizes. Estou apenas defendendo a idéia de que cada um deveria assumir a responsabilidade por sua própria infelicidade e também pela felicidade.

Não acredito que exista uma só pessoa dentre os sete bilhões de pessoas do mundo feita sob medida pra você. Acredito que nos magoamos e nos decepcionamos nos relacionamentos porque insistimos no caminho inverso ao que serial natural e razoável para construir o amor. A maioria das pessoas primeiro imagina o par perfeito, idealiza uma pessoa cheia de qualidades – com nenhum defeito, claro – e depois fica tentando encaixar as pessoas que conhece dentro do seu padrão idealizado. E assim a gente se apaixona por um holograma e quando conhecemos alguém ficamos tão ansiosos pela possibilidade de ser “a pessoa” que procuramos, que nos esquecemos de olhar para a pessoa com a qual estamos de fato.

O resultado é uma máquina de infelicidade: independente do quão especial seja a pessoa do nosso presente, quais são afinal as chances de que ela seja igual à pessoa irreal que se imaginou e desejou? O caminho mais maduro seria relaxarmos com relação a expectativas e deixarmos alguém nos conquistar e nos fazer sentir aos poucos (sem fantasias) vontade de ter uma vida junto. Dessa forma, poderíamos apreciar qualidades que talvez na nossa imaginação nem teríamos pensado que seriam legais e enxergar – por que não? – os defeitos de forma honesta, sabendo que as qualidades estarão sempre lá, mas que os defeitos também e não devemos colocá-los debaixo do tapete: é preciso encará-los e perguntar: será que consigo não só relevar isso, mas até mesmo amar isso como parte da pessoa que eu digo amar?

Eu não sou conselheira nem psicóloga, mas se me perguntassem o que acho que pessoas que sofrem muito por amor poderiam fazer para parar de sofrer, eu diria para tirarem esse disco arranhado cheio frases feitas, tipo “mulher é tudo igual”, ou “homem não presta”, ou ainda “casamento é igual a cadeia” ... e colocar o coração de férias, limpando da mente desejos e expectativas construídos por longos períodos de síndrome da cinderela.

Se você não sabe de que lado você está e não consegue perceber se está ou não vivendo a síndrome de cinderela, é simples descobrir: olhe para todos os homens ao seu redor e responda a si mesma se algum deles se parece ou poderia parecer com o príncipe encantado dos seus sonhos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

TPM?

Porque eu falaria em TPM num blog sobre o amor e relacionamentos? Pergunte pra qualquer homem que você conheça: a TPM tem sido a culpada pelo inferno astral de muitos casais: brigas homéricas, términos e afins.

Muitos homens não acreditam na existência da Tensão Pré Menstrual e dizem que as mulheres se aproveitam disso pra descontar frustrações. Não concordo com a inexistência da TPM e nem com a desculpa da TPM para qualquer comportamento escroto. Pra mim, TPM existe sim, mas o que resulta dela tem muito a ver com a personalidade da mulher em questão.


Se você é uma mulher insegura e neurótica, acho que a TPM faz você expressar isso num nível exponencial. Mas uma mulher equilibrada e tranqüila dificilmente pira durante a TPM - o que não significa que ela não possa ficar um pouco estranha nessa fase. Independente do quão forte e perturbadora seja a sua TPM, é possível escolher lidar com isso com bom senso: ter TPM nem sempre é opcional, mas surtar pode ser.

Se você fica insuportável, com propensão a ataques de fúria e tempestade em copo d’água e tudo te irrita, pode escolher ficar mais reservada nesse período – não vá inventar mil e um programas sociais e românticos porque isso seria suicídio amoroso - já que você sabe que tudo e nada vão te irritar.

E se você fica triste e chorona, pode escolher conversar com o namorado, família, colega de apê e pedir gentilmente pro povo te dar uma colher de chá explicando que você está sensível.

Com jeitinho e um pouco de compreensão de quem convive com você é possível sobreviver a TPM sem ficar insuportável. Quem tem a mente neurótica de fábrica e fica querendo colocar a culpa na TPM cedo ou tarde será decoberta, porque TPM, como vocês sabem, não dura para sempre.


Se você é assim o mês inteiro, melhor procurar terapia. Caso contrário, você pode ficar louca que nem a americana que ligou para a polícia porque o controle remoto dela sumiu. Isso é o não é o cúmulo da TPM, hein? rsrsrs. Não acredita? Então veja aqui!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sabedorias do Facebook...

Se seu ex, ou sua ex, disser algo do tipo:

- Você nunca encontrará alguém como eu!


Somente diga:



- A IDEIA É ESSA!!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Reino animal e cadeia alimentar

Mais uma sabedoria das amigas: "De que adianta sermos gatas se amamos os cachorros e eles querem as galinhas e ainda são perseguidos pelas vacas quando acompanhados de uma galinha?"


Pois é, o mundo animal é complicado mesmo...






sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cantada ou stalking?

Respondi a um fórum da edição online de uma revista de corrida, cujo tópico era "Já rolou paquera nos seus treinos de corrida?". Relatei a seguinte estória (aqui, com mais detalhes e divagações):

Estava numa boate em Búzios (litoral do Rio) com amigos (a Pah!) e um cara desconhecido me chamou pelo nome. Perguntei de onde me conhecia, porque não me lembrava do dele e me respondeu que um dia havia me visto correndo na orla de Ipanema, no Rio, me achado gata e se informou sobre mim com amigos corredores. Ele sabia a empresa em que eu trabalhava e o bairro onde morava. Quando levou toco, perguntou "você não vai ficar comigo nem depois de eu ter te falado tudo isso?"

Pensei se não tinha feito isso só porque o cara era não-pegável - porque não existe cantada ruim, existe homem feio. Mas não. Acho que se fosse o Lance Armstrong (pra quem não sabe, também exímio maratonista) rolava. Porque é estranho demais, né? O cara demonstrar que sabe de várias coisas de uma desconhecida é stalking, não é azaração. Ainda que você saiba - e facebook tá aí pra isso - não demonstre. Comentar "ah, já te vi correndo na orla do Rio" seria muito mais bem sucedido - para o Lance Armstrong, não para o rapaz em questão. Eu conheço de vista várias pessoas que correm na orla do Rio e isso não é assustador. Ele teria demonstrado simpaticamente que eu chamei sua atenção, revelado que temos algo em comum (a corrida) e ainda dado entender que por ser corredor, tem um corpo sarado e muuuuito fôlego para atividades aeróbicas paralelas (eu não deveria ter googlado fotos do Lance correndo).

Concordam?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Alguns motivos que me levam a não querer casar

Vocês dois planejam uma viagem à Europa. Aonde ele sugere ir?
a) Provence, a região da França
b) Dubrovnik, no litoral da Croácia
c) Ljubliana, a capital da Eslovênia

Ele toma banho na sua casa. Qual o lugar escolhido para deixar a toalha?
a) Pendurada no gancho
b) No chão de ladrilhos do banheiro
c) Em cima do seu edredom, que é para você gripar de vez neste inverno

Após tomar um café na sua casa ele deixa a xícara em cima da superfície:
a) escura, rígida e não-absorvente do mármore da sua cozinha
b) Na superfície escura, rígida e não-absorvente da mesa de vidro da sala
c) Na superfícia clara, macia e de espuma do seu sofá

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dificuldade de comunicação?

Da série diálogos reais-verídicos-verdadeiros-que-aconteceram-mesmo...

A namorada diz por telefone:
- Meu amor, estou carente essa semana, traz um presente pra me alegrar?

O namorado chegada na casa da namorada com umas sacolas de mercado, tira uma salada de frutas e dá pra ela comer. A namorada, enquanto come a salada, pergunta toda empolgada:
_ Cadê o meu presente?

E ele responde todo confuso:
_ Ué, você tá comendo ele....

Eu sei que esse namorado é provavelmente uma pessoa cheia de boa vontade e de boas intenções - preocupado talvez com a saúde e as medidas da moça(sic), mas tudo tem um limite!

Peço ajuda aos leitores para escrever um manual: Como ser um namorado fofo - versão ILUSTRADA revista e atualizada para o namorado do século XXI.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Abertas as inscrições para cargo de marido

A Luca uma vez escreveu um edital de concurso para namorado. Balzaquianas que somos, decidi atualizar o edital dela:

_____________________________________________
Edital de concurso para vaga de Marido e Pai de Família

Pah, presidente da Serial Dater’s Entertainment Corporation, no uso de suas atribuições amparadas pela lei nº 00001111/2011, torna público através deste edital o concurso para a vaga de marido e pai de família.

Sobre o edital

O presente edital rege especificamente sobre a abertura de vaga para o cargo de marido e pai de família. Não obstante o concurso nacional, este cargo tem caráter de confiança, requisito indispensável para a candidatura dos interessados.

1. Vagas e carga horária:

1.1 Número de vagas e descrição do cargo:
O presente edital oferece 1 (uma) vaga para trabalhar de segunda a domingo com escalas flexíveis, de acordo com a necessidade. O candidato que for aprovado, deve ter ciência da necessidade de trabalho nos finais de semana, feriados e escala noturna, bem como disponibilidade para viagens - que podem acontecer a qualquer momento.

Esta vaga não permite acúmulo de cargo em qualquer função semelhante em outra empresa, sob pena de demissão por justa causa e pagamento de multa, entre outras penalidades que nem podem ser citadas em edital.

1.2 Atribuições do cargo e cadastro de reserva:
O profissional marido será assessor especial exclusivo da presidente da empresa para assuntos afetivos e românticos em geral, consultoria sobre assuntos diversos (problemas familiares, profissionais, gestão financeira familiar etc.). Dentre as atribuições estão cuidados básicos e atenção à saúde da esposa, bem como compra periódica de presentes-surpresa, comemoraçãode aniversário de casamento, jantares românticos e planejamento de viagens-supresa e segundas, terceiras, quartas ... luas0-de-mel.

1.2.1 Do Plano de Carreira
No prazo médio de 3 (três) anos, considerado período de experiência, o candidato deverá apresentar resultados satisfatórios para ser promovido de Marido Junior a Pleno. Caso seja promovido, torna-se obrigatório ao candidato providenciar um herdeiro. Em caso de gravidez confirmada, o candidato deverá redobrar os cuidados com a esposa, oferecendo todo tipo de mimo e massagens diárias.

O candidato deve estar ciente de que a paternidade ocasionará na diminuição do ordenado, em vista de novos gastos que deveráo ser assumidos. Além das atribuições já mencionadas, o Marido Pleno terá a função de gerenciar criança(s) juntamente com a esposa e em igual proporção, atividade que compreende dar banho, vestir, educar, contar histórias, levar ao parquinho, levar para passear, viajar nas férias, preparar comida, comprar roupas, levar ao colégio, aconselhar etc., atendendo a quaisquer necessidades inerentes a função de paizão modelo.

O candidato deverá, portanto, desempenhar bem tanto a função de marido como a função de pai de maneira satisfatória.

1.3 Requisitos mínimos exigidos para o cargo:
Os candidatos devem ter entre 28 e 38 anos completos até a data final das inscrições, com estatura mínima de 1,79m e máxima de 1,90m, respeitando as relações de simetria e estética convencionadas no protocolo de IMC.

Podem se candidatar homens solteiros, brasileiros e estrangeiros provenientes de todos os 192 países reconhecidos pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), com escolaridade mínima de curso superior em qualquer área, bom humor e laudo psicotécnico informando ausência de problemas mentais e psicológicos, bem como traumas de infância e problemas com a mãe.

É desejável o domínio de ao menos um idioma além do pátrio, conhecimentos de carpintaria, hidráulica e elétrica, bem como defesa pessoal.

Não serão aceitos candidatos com prole. Serão eliminados do concurso os candidatos que frequentem micaretas, trajem camisetas regatas e utilizem mais de 8 % do seu tempo falando sobre esportes como futebol, luta livre (vale-tudo) etc.

Os candidatos devem mostrar apreço por atividades como gastronomia, cinema, literatura e esportes. É desejável que o mesmo seja praticante de esportes como corrida, montanhismo, escalada, yoga etc.

Serão automaticamente eliminados candidatos que não apresentem níveis aceitáveis de higiene pessoal. Também serão desclassificados candidatos que façam sobrancelhas, pintem o cabelo ou tenham qualquer prática considerada metrossexual.

As inscrições serão realizadas através deste Blog. Somente serão aceitas inscrições com foto e um breve resumo da personalidade, dotes e gostos do candidato.

2.2 Das etapas do processo seletivo:

As etapas deste processo consistem de: a) avaliação da ficha de inscrição; b) teste psicológico; c) prova oral; d) prova escrita e de habilidades específicas e) teste de esforço físico. Todas as etapas são de caráter eliminatório.

3. Validade do concurso:
Este concurso tem validade de 12 meses a partir da data de publicação do resultado, sendo possível sua prorrogação por período indeterminado.

Candidatos aprovados e não convocados formarão cadastro de reserva para eventual abertura de vaga. Caso o titular da vaga não seja aprovado durante o período de experiência, este será dispensado e serão convocados os candidatos do cadastro de reserva, respeitando-se a ordem de classificação deste concurso.
___________________________________________

DEPOIS DE TUDO ISSO, NÃO ME ADMIRA QUE HOMENS FUJAM DO CASÓRIO... E NENHUM CORAJOSO SE HABILITE. E DEVE SER POR ISSO QUE A LUCA NÃO QUER CASAR....

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tudo pode dar certo!

Uma amiga, que chegou aos 40 anos, reclama que os pais enchem o saco porque ela não casou e nem cursou uma faculdade e blá blá blá. Perguntei pra ela se ela não tinha um namorado porque não queria etc e tal, ou porque não tinha surgido alguém legal e ela me respondeu:

_ Este não é o momento pra eu namorar, casar etc. Tenho 40 anos e ainda não tenho nível superior, tenho que ajeitar a minha vida primeiro....

Tem tanta gente esperando "o momento certo" pra tanta coisa, que faço a seguinte pergunta: até quando as pessoas continuarão tendo a ilusão de que a vida pode ser planejada a esse ponto? Quantas pessoas legais terão sido rejeitadas porque “não é o momento certo” ? Quantas coisas mais vamos fazer pra poder tentar seguir essa tal ordem cronológica das coisas, perseguindo o tal pacotão da felicidade: fazer uma faculdade + ser independente com emprego estável + ter uma casa própria+ comprar um carro + casar e ter filhos.

Não que eu seja a melhor conselheira amorosa do mundo. Não que a minha vida amorosa seja tão revolucionária. Mas, acho que é possível ser feliz de um milhão de formas diferentes, convencionais ou não.

Tem gente que é feliz seguindo o padrão social e atendendo às expectativas dos pais e da cultura. Tem gente que não é feliz porque fica tentando enquadrar a vida nesse padrão e não consegue.

Seja como for, meu amigo Woody Allen (no Filme Whatever Works) mostrou que relações muitas vezes excêntricas - quando a gente não cria barreiras e pré-conceitos sobre elas - podem funcionar. Basicamente TUDO pode dar certo, se a gente quiser que dê, assumindo nossos reais desejos, ao invés de negá-los ou de tentar se encaixar nas expectativas dos outros.

Ou seja: casar e ter filhos é um caminho e se você deseja isso de fato, corra atrás. Mas não casar e não ter filhos também pode ser uma escolha, e não uma fatalidade do destino. Quanta gente não tem nível superior e é infinitamente mais feliz que as pessoas que têm? Quanta gente adotou um filho e ficou tão ou mais feliz que as mulheres que experimentaram a maternidade biológica? E quantas mulheres que de fato gostariam de ser mães em tempo integral e donas de casa estão trabalhando 12 horas por dia e abrindo mão do que realmente queriam por uma questão e ego de mulher moderna?

Pessoas podem se casar aos 15 ou aos 70 e serem felizes. Pessoas podem renunciar ao casamento para ter uma vida religiosa (como freiras, padres, monges ou sei lá o quê) e serem felizes. Pessoas podem escolher viajar e conhecer o mundo sem assumir um relacionamento estável e serem felizes.

É cliquê, mas não é menos verdade por isso: NÃO EXISTE RECEITA. O que é bom ou certo pra você é o que funciona. E pra descobrir isso, é preciso estar preparado pra viver em vez de planejar o tempo todo a vida que se quer ter quando “chegar o momento certo”.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O sexo e a utilização biológica normal dos órgãos sexuais... oi?

Mais uma nos nossos queridos defensores da moral e dos bons costumes:

O Deputado Estadual Leury Farias (PP/AP) escreveu projeto de lei para educação sexual de crianças e adolescentes para aulas de educação sexual e qualquer outro tema digamos... "correlato".

Veja você:

Art. 1º. Esta Lei define conteúdos básicos, bem como reservas nas formas de exposição dos mesmos, para atender aos cuidados indispensáveis com a formação psicológica da criança e do adolescente, nas aulas autônomas de Educação Sexual, ou mesmo quando este assunto é tratado como tópico de outra disciplina.

4°.Os materiais pedagógicos, bem como as exposições sobre os assuntos relacionados à Educação Sexual, devem apresentar de maneira genérica o tema, sem indicação de quaisquer formas alternativas de relacionamento sexual.

O projeto entende que as tais "formas alternativas de relacionamento sexual", seriam: - todas que não correspondam ao relacionamento heterossexual afetivo e respeitoso entre homens e mulheres.
- todas que diferem de uma "utilização biológica normal dos órgãos dos aparelhos reprodutores masculinos e femininos em conjunto"

O projeto de lei recomenda ainda que a opção pela abstinência sexual por parte do jovem até o momento de seu casamento será sempre exposta como um comportamento normal, digno, ético e que merece o respeito e o apoio de toda a sociedade.

Juro que não sei nem por onde começar a falar sobre esse projeto de lei... me amarrota que eu tô passada.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Receba as atualizações do O Amor é Uma Falácia por e-mail

Gente, quem gosta de acompanhar as atualizações do Blog, pode receber avisos de novos posts por e-mail. É só se increver no canto direito superior da tela, colocando seu endereço de e-mail.

Simples assim...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

De graça pode...

Sempre foi oficial: o amor é uma falácia e a política é uma piada. É tanta falta de absurdo, que poder-se-ia escrever um livro cômico sobre ambos os temas.

Enquanto isso, na sala de justiça, ops!, digo, na política, a moral e os bons costumes segundo o deputado federal João Campos deve ser LEI:

Projeto de lei 377/2011 Tipifica o Crime de Contratação de Serviços Sexuais

O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º O Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal –, passa a vigorar acrescido do seguinte art. 231-A:
“Contratação de serviço sexual”

“Art. 231-A. Pagar ou oferecer pagamento a alguém pela prestação de serviço de natureza sexual:”

“Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses.”

“Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem aceita a oferta de prestação de serviço de natureza sexual, sabendo que o serviço está sujeito a remuneração.”

Nem vou dizer o que eu acho que é uma verdadeira sacanagem...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amar é...

Levar a namorada.
De carro.
No shopping.
Outlet.
Num sábado.
Com a sogra.

Minhas primas têm um dedo bom pra namorado, viu? Acho que eu não teria coragem de encarar este programa nem em benefício próprio.

domingo, 3 de julho de 2011

Mais um Pensamento das Amigas


"Eu já numa que eu nem faço mais questão de alguém que não me sacaneie.

Se for alguém que não me dê trabalho... já tá valendo!"

Homens II

Lembram do menino de 11 anos que conheci na Colômbia, já viciado em futebol? Bem, podemos não generalizar, porque conheço alguns homens que não gostam de futebol.

Mas, como eu disse, que atire a primeira pedra a mulher que nunca foi trocada por uma partida de final de campeonato. Eis que na última sexta-feira, a seleção Argentina abriu a Copa América e um casal de namorados estava numa lanchonete fazendo um lanchinho e assistindo ao jogo. A namorada, sabendo que não poderia competir com futebol, embora o jogo contra a Bolívia estivesse sinceramente uma porcaria, resolveu falar sobre o próprio jogo:

Namorada: Caramba, o Tevez tá meio gorduchinho, não?
Namorado: Não tá não, ele é assim mesmo, troncudinho - respondeu sem tirar os olhos da TV.

Meia hora depois e o palhacinho pergunta:

Namorado: Nossa, você viu se o Tevez tá jogando?
Namorada: Tá falando sério? Vem cá, você não reparou quando eu te falei que o Tevez tá meio gordo não?
Namorado: Não. Você falou isso? - respondeu de novo sem tirar os olhos do jogo.

Vinte minutos depois, o palhacinho comenta:

Namorado: O Tevez tá gordo, né?
Namorada: Oi? - e se virou pro garçom pra pedir a conta.

Homem é assim com futebol, o cúmulo do absurdo. Eles ignoram a gente mesmo se o assunto for o próprio jogo. Alguém por favor me explica como é que a criatura consegue estar grudada na tela e não reparar que o Tevez tá no jogo?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Roberval, um brasileiro

Estava me lembrando de um relato de um amigo meu - chamá-lo-emos de Roberval. Roberval é casado do Marilene há alguns anos e com ela tem filhos pequenos. Ele sustenta a casa, trabalha muito em seu negócio próprio e a família é perfeitamente inserida na comunidade onde vive.

Passamos um tempo sem nos ver e da última vez que nos encontramos, Roberval me contou que uma certa mocinha da repartição, a Cleonice, andou se engraçando pro seu lado. E Roberval acabou se encontrando uma ou duas vezes com Cleonice num motel na hora do almoço. Roberval tem uma vida sexual satisfatória com Marilene e, em suas palavras, a considera "mó gostosa". Roberval não estava insatisfeito com sua relação com Marilene, mas quis seduzir Cleonice mesmo assim. Nada mais canalha do que se envolver com alguém do seu trabalho - o que significa passar mais tempo com Cleonice do que com Marilene. De canalhice, Roberval entende.

Vida que segue e Marilene viajou com os filhos e os sogros num determinado fim de semana. Roberval ficou sozinho em casa. Em seu fim de semana de solteiro, Roberval acordou tarde e foi arrumar a casa escutando música alta, trajando nada mais que cuecas. Depois foi para a academia e pode correr o tempo que quisesse na esteira. Na volta para casa, Roberval encontrou um amigo na rua e aceitou seu convite de ir comer alguma coisa. Passou o domingo assistindo programas horrorosos na TV, com uma cerveja ao lado. O máximo de infidelidade a que chegou foi olhar as Panicats na TV.

"Quer saber?"- inquiriu-me Roberval - "Ficar de bobeira no fim de semana me deu muito, muito mais prazer do que comer outra mulher. Era disso que eu precisava". "De individualidade", o meu ego completou. Roberval não precisava da alta rotatividade sexual da vida de solteiro, mas apenas de um tempo para si. De aproveitar sua casa, seus amigos, seu tempo livre, seu lazer - não como um marido e pai, mas como, simplesmente, Roberval. Sem dar satisfação pra ninguém. Sem planos, rotina, tarefas. Sem ter que brigar porque o vestido que Marilene comprou é o preço do curso de inglês de Roberval Jr. Sem ter que dormir - e acordar - com um bebê no quarto. De pautar os seus horários pelo das crianças. Sem ter que esperar para usar o banheiro de um quarto-e-sala habitado por quatro.

Ah, Roberval, te entendo. Casamento é uma puta sacanagem com duas pessoas de classe média que se amam.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Contar com a sorte... Humpf! Sei..

O que dizer quando você passa dois (DOIS) dias tomando coragem pra fazer uma ligação, e quando você finalmente toma A atitude a linha cai, corta, ninguém se ouve... Aff!



sábado, 11 de junho de 2011

No trabalho...

Alguns homens não enxergam limites, nem mesmo no ambiente de trabalho. A maioria ainda não aprendeu noções básicas de noção. Outro dia desses, numa "visita de negócios" de um grupo de estudantes de MBA, um dos visitantes pergunta, ao se despedir:

_ Será que eu poderia ter um contato seu, para poder tirar umas dúvidas?

Ao que a minha amiga responde:

_ Bom, eu já te dei o cartão de visitas

E ele (sic):

_ Sim, mas eu queria uma coisa mais pessoal, tipo um facebook...

Oi?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Quando eu crescer quero ser a Suzana Vieira


Uma amiga balzaquiana resolveu dar uma de Mrs Robinson e ficou com um rapaz de 21 - que provavelmente não sabe quem é Mrs Robinson porque ainda por cima mentiu idade e na verdade tinha 19 anos.

Uns dias após a "ficada" o pós-adolescente está numa conversa (provavelmente por MSN) e ele reclama que tá com muita dor de cabeça. Ela pergunta o motivo e ele responde:

_ Deve ser porque passei o dia todo jogando videogame e vendo a primeira temporada de friends.

O que eu tenho a dizer pra minha amiga? Bom...

1º - com 19 anos, pelo menos você não será interpelada pela vara da infância e da juventude por aliciamento de menores, o que já uma vantagem.
2º - tem aquela velha máxima de que não importa se o cara tqm 15 ou 51, porque dizem também por aí que os homens nunca amadurecem anyway (eu já ouvi história de casados que passam o dia todo jogando videogame ... e foram muitas!)
3º - Videogame e friends? Se eu fosse você, da próxima vez, o colocaria de castigo, uma semana sem computador e sem TV!
4º - Não se preocupe, talvez seja só uma fase "Suzana Vieira-Ana Maria Braga - Elza Soares - Gretchen", acontece nas melhores famílias. Esperamos que passe.
5º - Se isso não passar e virar de fato um relacionamento, recomendo a lua de mel na Disney!

Dia dos namorados - com ou sem?

Pra minhas amigas solteiras, quanto te perturbarem com aquela pergunta escrota tipo "ai, vai passar o dia dos namorados sozinha?", responda:
_ Qual o problema de passar o dia dos namorados sem namorado? A gente passa o dia do índio sem índio, o dia da árvore sem árvore, o dia das criaças sem criança...

terça-feira, 31 de maio de 2011

O cúmulo do... nem sei!


Eu estava aqui pensando em qual cúmulo seria quando uma pessoa se apaixona por outra, justamente, pela característica que as impede de ficarem juntas.



Sim, porque quando você admira, gosta e se apaixona pelo espírito de liberdade e desprendimento da outra pessoa, significa que possibilidade de vocês ficarem juntos é próximo ao zero. Ou então, de essas caracteristicas se perderem...




Ai, que mundo complicado, não?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O blogger tá me censurando

Resposta ao comentátio de HelloMotta no post passado:

hellomotta disse...
E agora?
Tá pensando em casar?

27 de maio de 2011 09:40

Nem. É como quando falam de tatuagem comigo. Acho lindo nos outros, mas eu não tenho coragem.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quando o amor não é uma falácia

Sábado foi o casamento da minha prima e no domingo houve um almoço para a família na casa da cunhada dela (cunhada é uma palavra horrorosa que não combina nem com a minha prima, nem com a moça nem com o apartamento em si, mas vamos em frente). O casal passou a noite num hotel e o apartamento da Viridiana estava com uma certa baguncinha pós- casamento - docinhos, sobras de brindes, fraques dos padrinhos, essas coisas. E um lindo buquê de rosas vermelhas acompanhado por um cartão com o nome da noiva.

Um gesto elegante de algum convidado que não pode estar presente na cerimônia e mandou flores se desculpando, não? Foi o que eu pensei, até perguntarem quem mandou. Foi o noivo/marido.

Porque houve um jantar de noivado, uma cerimônia na igreja, uma super festa, duas noites de núpcias no Fasano e lua-de-mel de um mês que é praticamente uma volta ao mundo - é rito de passagem e afirmação pública de compromisso pra ninguém botar defeito. Mas, em meio a todo o tempo e dedicação que isso toma, ele ainda se deu ao trabalho de investir no gesto mais clássico de romantismo, da época em festa de casamento não tinha a participação de escola de samba. Ainda fez um esforcinho individual para fazer a sua nova mulher feliz.

Sei lá, achei o cúmulo da delicadeza.

sábado, 7 de maio de 2011

Conclusão Internacional...

Homem é tudo igual em QUALQUER parte do mundo.

Assim como, "mulé" é tudo otária em qualquer parte do mundo também.



E vida que segue!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sabedoria das amigas

Quando um homem traz flores para a sua mulher sem nenhum motivo, há um motivo.

Sabedoria do Renato Gaúcho

Famoso pela galinhagem, o ex-jogador de futebol e um dos últimos ex-técnicos do fluminense dá conselho a jogadores de futebol:

"Elas querem dar, tem que comer (...) Jogador de futebol tem que passar o trator"

E assim começamos o final de semana...


http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/04/07/r-gaucho-da-conselho-a-jogadores-sobre-mulheres-elas-querem-dar-tem-que-comer.jhtm

A mulher e o instinto maternal


Dizem que homem não tem jeito nenhum com criança e não faz a menor idéia de como cuidar de um bebê, enquanto as mulheres parecem ter um espaço no cérebro dedicado à maternidade.

Fui com uma amiga visitar um recém nascido. Ao ver que a unha do bebê já tinha crescido e precisava ser cortada, minha amiga olhou horrorizada e perdida pra mãe e perguntou : "ai meu Deus, como é que faz, leva no médico pra ele cortar?".

E o instinto maternal, como fica?

segunda-feira, 28 de março de 2011

barriguinha

O namorado envia um e-mail sem título, cujo conteúdo é o link para a matéria "Sete truques para esquecer a fome e manter uma barriguinha sarada". E ainda comenta que ama a minha barriguinha do jeito que ela é.
Na boa, que punição merece este sujeito?

domingo, 13 de março de 2011

Mulher é mulher em qualquer lugar do mundo. Em qualquer classe social.

Assim, você encontra um príncipe encantado e acha que ele é o homem da sua vida pelo simples fato de ele ser perfeito.


Até que você depois percebe que perfeição não é, exatamente, uma qualidade. E passa a sofrer duas vezes: pelo tédio, e também pela fraqueza de não conseguir terminar o relacionamento em questão porque ele não fez nada de muito errado - como traição, roubo, espancamento ou assassinato - além da ausência constante.


Quando os amigos conversam sobre o assunto, tudo que você consegue dizer é frases do tipo "ele vai mudar... na verdade já mudou muito". (Não vou nem entrar no mérito de que as pessoas não mudam, especialmente os homens)


Chega um momento, porém, que sua infelicidade se torna aparente e complicada para disfarçar não apenas para os outros, mas para si mesma. É quando os amigos - novamente eles - começam a conversar com você. Falam um pouquinho hoje, mais um pedaço amanhã... Até que você percebe que tudo vai mesmo de mal a pior, que não tem jeito, e resolve terminar esse relacionamento ruim das pernas desde o começo.


Os amigos ao redor ficam tristes por sua tristeza, mas aliviados por essa página virada. Mas, depois de um tempinho, alguém lhe pergunta como você está em relação ao ex, e você responde algo do tipo:


- Estamos ficando.

- Que? Como assim? Por que?

- Não vou assumir para minha família ou meus amigos porque não quero mais ele frequentando meu meio familiar.

- Então... por que...

- Porque ele é bom de cama.




Aí, no final das contas, ela não namora ninguém e não pega geral. Fica com um estepe que um dia seria o pai dos seus filhos. Isso é bom ou ruim?

sábado, 12 de março de 2011

Homens...

Estou na Colombia e, sem exagero nenhum, sou a única mulher com menos de 50 anos que tem cabelo curto. Todo mundo tem cabelo comprido e bem escuro, e é difícil me misturar aos nativos. Diferenças culturais de roupas e penteados à parte, caminho pelas ruas ao som de "ui, mamacita"(o que acho que deve ser o sinônimo, no Brasil, de "Gostoooooosa"). Deve ser coisa de latino.

Chego a casa em que estou ficando e o casal que me hospeda tem um filho de 11 anos, se chama Tomas. Estamos jantando quando é levantado um assunto inédito: futebol. Sério: o menino, com 2 aninhos de idade, queria acordar duas da manhã pra ver jogo da Copa (a mãe nem sabe explicar de onde ele tirou essa paixão por futebol). O fato é que o pequeno homem joga fifa soccer, sabe de cor todos os anos em que o Brasil foi Campeão do mundo (fora conhecer os times mais remotos de países igualmente remotos) e, pasmem, sabe inclusive dizer em que país, contra quem e qual foi o placar de todos as finais da copa que o Brasil jogou. E lembrem, o menino tem apenas 11 anos!

De uma maneira ou de outra, homem é assim mesmo, mais ou menos igual: futebol + mulher e a existência deles está justificada.

O amor é uma falácia... e atire a primeira pedra quem nunca foi trocada brutalmente por uma partida de futebol ou similares...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Relacionamento aberto... oi?

Não vou discutir aqui sobre prós e contras de um relacionamento aberto. Mas acredito que haja uma linha tênue entre o que é bom e o que é absurdo. Como no caso da irmã do ex-namorado da minha amiga do trabalho.

Há mais ou menos dois ou três anos atrás a moça se apaixonou por um cara super legal. Claro, desconsiderarmos fatores como ele ter mais de trinta anos e não ter emprego (por que é um escritor em busca de inspiraçao) e viver sustentado pela ex-mulher, ou quando a mãe da atual namorada tem que fazer suas compras para o final de semana para que a filha não passe fome... Enfim, entenderam né!?

Não foi por falta de aviso, mas a moça estava apaixonada. E todos sabem como os hormônios da paixão anulam completamente os neurônios, e por tempo indeterminado.

Até que um dia ela terminou esse relacionamento. Eis que, então, ela descobriu que o cara nunca se separou da tal ex-mulher. E mais: a ex sempre soube da existência dela e - pasmem - aprovava a relação dos dois. Afinal, ela, a ex, achava ótimo que houvesse alguém que cuidasse dele por aqui. ( A esposa mora em outro estado)

Mas foi nas férias , quando a "ex"-esposa veio fazer uma visitinha, que a moça ouviu a frase do ano:

Esposa fala: volta pra ele. Ele gosta muito de você. De verdade. Sempre me fala sobre você. Além do mais, acho ótimo que alguém esteja aqui cuidando dele por mim. Sabe né, trabalho longe. Com você por perto não fico preocupada. Claro que amar ele só ama a mim, mas ele gosta muito de você. Mesmo. Dá uma chance a ele...

Mentinha. Não foi uma pegadinha do Malandro. Tudo foi de verdade, e sério.

Iê Iêêêê!!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Da série "eu não acredito que isso aconteceu de verdade"

Eu podia revelar a identidade da protagonista dessa história, mas aí eu perderia o direito de zoá-la dizendo "eu sei o que vc fez no carnaval passado". Essa criatura tragicômica (que vou chamar de Ana) conseguiu protagonizar a seguinte história de carnaval:

Depois de beijar um pirata num bloco, ela reencontra o Jack Sparrow do agreste uma semana depois na Lapa. Ele a reconhece e dá logo um selinho (oi?). Papo vai, papo vem... (meus comentários em vermelho)

Pirata: Oi! Você?! Vamos lá pra casa? [isso que é ser direto]
Ana: Vamos!
[hein?!]
Pirata: Paga uma cerveja pra gente aí!
Ana: Não viaja. Vai estragar tudo antes de começar
[ca-rá-co-lis... como assim? eu já tinha parado por aqui]
Pirata: Você tem camisinha aí? Não?! Pô gata, não sabia que ia me encontrar? Tinha que trazer camisinha...
Ana: Então vamos num motel. Lá tem.
Pirata: Paga o motel. Eu não tenho dinheiro.
[eu pensava que depois da cerveja não podia piorar, mas ainda escutei a Ana dizer que o cara tinha acabado de ser demitido]

Nesse momento Ana disse que pensou: " *&%$##$... mas se é pra brincar... e eu só quero brincar mesmo, vamos lá". Chegando no motel, o Pirata partiu pra cima:

Ana: Pode chegar pra lá. Nada vai acontecer antes da camisinha chegar!
Pirata: Pô gata...


Depois que levaram as camisinhas e rolou o que tinha que rolar:

Ana: Ok, vou embora.
Pirata: O que? Tá maluca? A gente pode ficar aqui até amanhã de manhã...
Ana: Mas eu quero ir embora.


O cara se aproxima pra beijá-la.

Ana: Não, não me beija, deixa eu tomar banho...
Pirata: O que está acontecendo aqui hoje é inédito...
Ana: O quê? Você é virgem?
Pirata: Não. To tendo que te reconquistar. Geralmente as mulheres são tão fáceis... mas tô gostando...
[gente, o cara é totalmente pancado das idéias... ]

Aí a Ana começa a observar várias cicatrizes no cara e resolve perguntar:

Ana: O que são essas cicratizes?
Pirata: Ah, é que fui brincar com a cachorra fêmea e o cachorro ficou com ciúme e me mordeu.
Ana: E o que são essas marcas no seu pulso?
Pirata: Eu fui assaltado. Aí a polícia deixou o ladrão ir embora. Então eu fiquei puto com eles e por isso o policial me algemou.

Nesse momento Ana respira fundo e pensa: "E se esse cara for um psicopata?"

Ana: Agora vou embora. Quero ir pra casa.
Pirata: Não vai não, por favor. Olha só, a gente não faz mais nada. A gente fica aqui só abraçadinho...
Ana: Ai, tá bom...


Passa-se um tempo e a Ana lá naquela cena tosca.

Pirata: Quer namorar comigo?
Ana (quase se matando de rir): Quero.
Pirata: Tô falando sério. Quero transar com você todo dia. Quero ir ao cinema com você. [isso que é objetividade pra definir “namoro”]
Ana: Tá bom. A gente tá namorando agora... [nesse momento ela já tava pra lá de irônica].
Pirata: Você é tão linda... seu rosto... ó, então, hoje é dia 1º de março. No dia 1º de março do ano que vem eu vou fazer um filho em você. E ele vai ser lindo porque vai ter um cabelo igual ao nosso, o nariz fininho... vai ser lindo!
Ana: Ok. Combinado. 1º março do ano que vem...

(...)

Ana: Agora vou embora
Pirata: Mas por que?!
Ana: Sei lá... acho que eu tava louca te reencontrar e quando reencontrei... perdeu a graça.
Pirata: Você me trata como um qualquer [a menina tem outra crise de riso e o cara ri também]
Pirata: ... Ana?
Ana: Ãh?
Pirata: Ana... aposto que você não lembra meu nome.
Ana: Não é questão de lembrar. Nunca perguntei. [kkkkkkkkk]
Pirata: Perguntou sim. Lá no dia do bloco...
Ana: Perguntei nada. Você é maluco.
Pirata: É Marcus.
Ana: Ih... é verdade! Eu perguntei.

Gente... eu não sei quem é mais doido...


Socorro!

terça-feira, 1 de março de 2011

Vá de táxi... ou não



Está chegando o carnaval... época em que a gente escuta as histórias de "romances" absurdos e improváveis. Essa coisa de álcool e orgia nacional nem sempre termina "bem".

Semana passada eu escutei uma história bizarra e, em tempo de Lei Seca, resolvi repassar a vocês donzelas que bebem todas e voltam ou vão de táxi.

Eí-la:

Uma amiga minha estava hospedando uma amiga de outro estado aqui no Rio. A moçoila em questão ia pra Lapa (epicentro carioca da bohemia) encontrar com um affair gringo e, como não sabia andar muito bem na cidade e já estava pra lá de Bagdá depois de algumas doses de álcool, foi devidamente colocada dentro de um táxi e despachada pra Lapa.

A menina voltou pra casa tipo quase com o dia raiando... e todo mundo pensando que ela e o gringo tinham ficado às mil maravilhas, até que a moça se explica:

_ Ihhhhhh... eu nem consegui chegar na Lapa direito. Fiquei rodando tudo lá de táxi e não achei o gringo.

O que vocês acham que aconteceu? Well, pra não perder a viagem (literalmente), a mocinha pegou o próprio taxista e foi com ele pra um motel etc e tal. É, tem gente que se utiliza da Lei Seca pra sair da seca (putz, que trocadilho infame!).

A pergunta que não quer calar: quanto será que saiu essa corrida, hein?

Conselho de amiga: quando achar que vai voltar de táxi bêbada, se possível, escolha bem o taxista enquanto ainda estiver sóbria, porque vai que.....

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quero ser fofa

Tenho uma amiga que terminou um namoro de anos e agora está solteira há alguns meses. Ela reclama que tá difícil homem no mercado, e blá blá blá... Sua colega de trabalho - que pega geral - explicou que o segredo é ser fofa. Que o segredo para atrair e segurar um homem é ser fofinha, bem menininha, feminina, etc.

Bom... ela conheceu um cara num samba desses da vida e ficaram uma semana trocando mensagens. Na semana seguinte, tiveram uma linda noite de amor (que fofinho) e continuaram trocando mensagens. Aí no meio da semana ela resolveu colocar as lições para Miss Fofura em prática e mandou uma linda mensagem para ele logo de manhã:

- Bom dia! Um dia com muitos beijos pra você.

Sabe a resposta? Chegou QUATRO HORAS depois, da seguinte forma:

- Boa tarde!

Gente, depois vai dizer que fofura dá certo? Ah, Fofo my @$s!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Deu no Globo

E mais uma pesquisa comprova que esse lance de relacionamento não tem mesmo como dar certo.


Vejam vocês: foi realizada uma pesquisa para "descobrir" que enquanto os homens querem xyz, as mulheres querem todas as outras letras do alfabeto.


Site de namoro revela o que os homens e as mulheres querem em um relacionamento

A pergunta é simples: quais qualidades a pessoa julga serem fundamentais no parceiro?

O interessante é que ambos buscam por bom humor [eba! ponto pra mim...rs], comunicativos [mais um....], fiéis [mais um..] e carinhosos ... Ops! Enfim!

Agora o engraçado é que o que as mulheres buscam nos homens (compromisso com a família, responsabilidade, estabilidade financeira) nem aparece na lista deles. Já a lista dos meninos, acusa que homens não gostam de mulheres grossas e usuárias de drogas.

Resumindo, cada um com sua lista...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mas ele é tão legal...


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Existem vários tipos de relacionamento que a curto, médio ou longo prazos poderão ser destrutivos.
Tem aquela "coitada" que namora o cara mais cretino do mundo (trai, faz farra, dá balão e dá em cima até das amigas dela), mas ela vive feliz da vida em sua ignorância – ninguém sabe o que pode acontecer quando ela descobrir, mas pelo menos ela terá sido feliz enquanto não sabia. Tem também aquele "infeliz" que tem uma namorada mala, ciumenta, controladora e carente e ele se submete a tudo o que ela faz - seja porque tem medo de ficar sozinho, seja por baixa auto-estima ou porque supõe que não vai encontrar alguém melhor.

Às vezes é fácil perceber onde está o erro e é tudo uma questão de se querer ou não romper com relações que não nos acrescentam nada. Mas a situação pode ser um pouco mais difícil e perversa quando se está num relacionamento em que se tem a sensação de que algo está fora do lugar, mas você não consegue ver onde está o erro. No mundo cão cheio de maridos que dão “uma puladinha de cerca”, de pais ausentes (que não participam de absolutamente nada), de mulheres fúteis e dondocas que namoram porque ser solteira não é cool e “não quero que ninguém ache que estou encalhada”, quando se encontra um cara ou uma mulher que tenha alguma qualidade cobiçada no mercado dos relacionamentos, a tendência é acharmos que ganhamos na loteria. Nem sempre é assim.
E quando não é, mesmo infelizes, nos apegamos à lista de qualidades dele(a): inteligente, bonito(a), carinhoso, fiel, adora criança, trata bem os meus amigos.
É mais fácil terminar com um(a) cretino(a) do que com um bonzinho, porque às vezes é difícil perceber que a felicidade a dois vai além da lista de qualidades do outro. Se tudo der certo, um dia você pára pra se perguntar a coisa mais elementar de todas: somos felizes juntos?
A resposta a essa pergunta determina a fronteira entre pessoas bem-resolvidas e mal-resolvidas nos assuntos do coração. Em qual lado você está?

Sabedoria das amigas

Quem nunca se envolveu com o homem errado que atire a primeira pedra. Mas atire nele, por favor!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Marry me... not!

Quanto mais eu namoro, mais eu chego à conclusão que não vou me casar nunca.

Acho muita sacanagem colocar duas pessoas apaixonadas para dividir o mesmo quarto, carro, banheiro, contas, compras, aborrecimentos, horários, rotina. Certamente vai dar briga entre elas. Afinal, não é sobre isso o BBB?

Eu sei que casamento é uma tradição. Que uma certidão pode ser muito importante na vida prática. Que é mais econômico dividir um aparatmento. Que é melhor criar os filhos com as figuras materna e paterna na mesma casa. Mas eu não ligo para ritos de passagem, não me encontro em nenhuma situação que uma certidão de casamento poderia melhorar, tenho um padrão de vida confortável e, definitivamente, não quero procriar.

Não sou, nem de longe, contra relacionamentos - ao contrário, se eu pudesse comprar o sentimento de estar apaixonada no supermercado, gastaria todo o meu salário nisso. Mas isso não signifique que eu queira encontrar a minha cara-metade todo santo dia. Eu prefiro sentir saudades. Ficar ansiosa esperando a hora do encontro. Me arrumar para ganhar um elogio quando ele me ver. Principalmente, encontrá-lo na hora que tivermos vontade de nos encontrar e pudermos dar atenção um ao outro. E poder levar à cabo toda as minhas idiossincrasias de solteira que mora sozinha nas outras. Comer o que quiser, acordar na hora que quiser e sair de casa sabendo que as coisas estarão exatamente como eu deixei quando eu voltar.

Sim, sou egoísta. Mas as vezes eu preferiria dar de cara uma sirigaita na minha cama a dar de cara com mais uma camiseta usada e amassada.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Conselheira Amorosa... Fail!

Eu estava conversando com uma amiga sobre o namorado dela, que estava deixando muito a desejar. E ficamos conversando, e debatendo, e refletindo... até que eu me dei conta que - ao contrário do que eu pensava - não sou uma boa conselheira amorosa.

Mas por que?

Por hoje estou numa fase muito boa e estou realmente feliz sozinha. Isso porque sou muito independente e de fato fico muito satisfeita, e por vezes até aliviada, por não ter ninguém para me preocupar ou cuidar.

Logo, se alguém começa a dizer que o relacionamento não está tão bom, eu já começo - meio sem querer - a induzir a pessoa a contestar mais coisas do que deveria... enfim, só queria dizer que não sou boa conselheira amorosa.

...

P.s.: a menos que a pessoa esteja precisando apenas de um empurrãozinho pra finalizar o que não tem mais jeito. Nesse caso, apresento meus serviços! (rs)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Presente de grego

Sexta-feira à noite. O namorado chega na casa da namorada com uma sacola e diz:
- Tenho um presente pra você.
A mente da moça viaja. Será que ele viu um acessório que fosse a cara dela? Comprou aquele livro que ela comentou que queria ler? Passou no quiosque de flores e comprou uma rosinha?
Mas não. Da sacola ele tira um amolador de facas e um descascador de cenouras.

O que é pior?
a) A decepção por um presente ruim;
b) Milhares de pessoas perdendo tudo na reigão serrana do Rio e um playboyzinho gastando dinheiro com coisas inúteis - ou muito pouco úteis para a relidade da donzela em questão;
c) A mensagem subliminar de que Amélia é que era mulher de verdade.

Fica a dica: se for presentear a namorada com alguma coisa de metal, é melhor que este metal seja ouro.

O amor é uma falácia - o filme

No primeiro post do O Amor é Uma Falácia coloquei o link para o texto que deu nome ao blog e me deu a idéia de escrever sobre a tragicomédia do amor. Googlando por aí, eu já tinha visto umas esquetes desse texto em inglês e, recentemente, encontrei um filme em português!

Bem... não é holywood nem nada (tá mais pra bolywood, é super caseiro), mas vale à pena conferir. Tem 30 min de duração e está no youtube.

Aqui vão os links:

http://www.youtube.com/watch?v=cWBBqjYwz9A
http://www.youtube.com/watch?v=0x1WiL5dW6k
http://www.youtube.com/watch?v=FvPk-z1UPJQ
http://www.youtube.com/watch?v=H7MQ_LXnEbw
http://www.youtube.com/watch?v=tH9lMjuX5ak
http://www.youtube.com/watch?v=1KyPp0G36O0

sábado, 22 de janeiro de 2011

À espera

À espera de uma ligação, de um "eu sinto muito", de um "sim", de um anel que nem sempre diz muita coisa, do primeiro passo, de um primeiro beijo, de um cavalo branco, de uma noite romântica, de flores? Pra mim, homem perfeito e mulher perfeita estão enquadrados na mesma categoria que o coelhinho da páscoa.

Minha sugestão? Levante-se do banquinho da espera, saia pelo mundo, aproveite o caminho...

Make it happen!




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lixo Extraordinário

Ontem fui à pré-estreia de "Lixo Extraordinário", bom documentário sobre um projeto do Vik Muniz com catadores de material reciclável do Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, o maior do mundo. Pessoas que trabalham, moram e comem em meio ao lixo para ganhar R$ 50,00 por dia. Gente simples e digna, mas que têm as piores condições de vida possíveis.Condições que nós, da classe média, criamos e ignoramos.
Vik faz amizade com alguns catadores que se tornam, ao mesmo tempo, modelos e assistentes do seu trabalho. A primeira personagem feminina é convidada a se apresentar para a câmera:
- Eu terminei um relacionamento tem duas semanas. Estou muito triste, estava apaixonada (chora e limpa as lágrimas).
-Terminou mesmo? Não tem volta?
- Ele era motorista de caminhão. Tava tudo ótimo, eu estava apaixonada.
- Mas vocês terminaram por que?
- Ele era casado. Ai acabou.

E em meio ao caos do aterro sanitário ela fala de ... relacionamentos. Da Champs Elyseés ao Jardim Gramacho, homens e mulheres são, essencialmente, iguais.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O amor em tempos de desconto


Os sites de desconto viraram uma febre e vendem de tudo. E como não podia deixar de ser, agora tem até desconto "em grupo" pra motel. O teaser é esse (sic):

"Já pensou em conhecer os grandes motéis da cidade, curtir um momento especial a dois e poder dividir a experiência com seus amigos, ganhando bônus?"

Sugiro aos ninfomaníacos(as) de plantão correrem logo, pois quem compra um monte pode parcelar em 12 vezes. Antes que vocês queiram antecipar a reserva pro dia dos namorados, adianto que a promoção não é válida para os dias 11, 12 e 13 de junho. Mas ainda sobra o dia das secretárias, outro grande período de procura...

Não sei quanto a você, mas esse negócio de "dividir a experiência com seus amigos" é meio esquisito.

A modernidade é assim... é dando que se recebe... desconto.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Diálogos com o namorado II

Festa de reveillon com a presença de um dos tops galãs brasileiros.
- O top galã brasileiro em questão é lindo, né? Namorado, você também é lindo, mas em outra escala. Ele é como ir no melhor restaurante de Paris. Você é como ir no melhor restaurante de Mogi das Cruzes.

Três dias e mais

Minha namorada foi me mostrar ontem um rádio novo que ela tinha acabado de comprar. Daí ela espetou o mp3 player dela no mesmo pra colocar alguma coisa pra tocar e eis que surge o seguinte trecho:


"Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer..."


Bonito isso, né?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Deus não dá asas a cobra!

Pois é, enquanto muitos buscam - por vezes desesperadamente - por amores ou amantes, alguns recebem de bandeja e ... não fazem nada!

Tipo a minha amiga que foi passar o Reveillon em Trancoso, junto com suas amigas e mais Matthew McConaughey, Izabel Goulart, Galvão Bueno, Marisa Orth... Enfim, essa galera aí.

Pois bem, por conta de tanta gente desconhecida no local, o site Glamurama resolveu fazer um evento no restaurante que elas costumavam jantar. E justo no dia em que elas estavam famintas.

Eis que, enquanto o garçon explicava para essas fugitivas da Somália o porque de não haver mesas disponíveis, um paulista gato e educado (será possível isso?!) foi lhes oferecer para sentarem-se a mesa em que ele e seus 3 amigos se encontravam.


Segundo minha amiga, isso não foi um sonho ou alucinação por conta do brigadeiro milhonário que elas comeram. Foi uma intervenção divina.

E qual foi a reação das moças? Uma delas susurrou: "Eu só quero comer". Ou, traduzindo: "Eu sento até com um psicopata desde que tenha um prato de comida na minha frente". Então, pegaram o cardápio: espetinhos com arroz. Elas estavam com fome e e aquilo não seria comida suficiente para elas. MEU DEUS!, sabe o que as loucas fizeram??? Foram até a mesa dos gatinhos explicar para eles que não iriam ficar porque queriam comer.

Oi?

Fala sério! Fiquem a vontade e peguem uma pedra, afinal elas merecem. Até porque, elas só se deram conta do absurdo de seus atos horas depois. Mais precisamente no final da noite, quando voltavam pra casa... sozinhas!

Agora, quando a gente encontra numa mesma noite a combinação homem + paulista + gato + educado + na Bahia?? E por que nada parecido acontece comigo?