quinta-feira, 3 de março de 2011

Da série "eu não acredito que isso aconteceu de verdade"

Eu podia revelar a identidade da protagonista dessa história, mas aí eu perderia o direito de zoá-la dizendo "eu sei o que vc fez no carnaval passado". Essa criatura tragicômica (que vou chamar de Ana) conseguiu protagonizar a seguinte história de carnaval:

Depois de beijar um pirata num bloco, ela reencontra o Jack Sparrow do agreste uma semana depois na Lapa. Ele a reconhece e dá logo um selinho (oi?). Papo vai, papo vem... (meus comentários em vermelho)

Pirata: Oi! Você?! Vamos lá pra casa? [isso que é ser direto]
Ana: Vamos!
[hein?!]
Pirata: Paga uma cerveja pra gente aí!
Ana: Não viaja. Vai estragar tudo antes de começar
[ca-rá-co-lis... como assim? eu já tinha parado por aqui]
Pirata: Você tem camisinha aí? Não?! Pô gata, não sabia que ia me encontrar? Tinha que trazer camisinha...
Ana: Então vamos num motel. Lá tem.
Pirata: Paga o motel. Eu não tenho dinheiro.
[eu pensava que depois da cerveja não podia piorar, mas ainda escutei a Ana dizer que o cara tinha acabado de ser demitido]

Nesse momento Ana disse que pensou: " *&%$##$... mas se é pra brincar... e eu só quero brincar mesmo, vamos lá". Chegando no motel, o Pirata partiu pra cima:

Ana: Pode chegar pra lá. Nada vai acontecer antes da camisinha chegar!
Pirata: Pô gata...


Depois que levaram as camisinhas e rolou o que tinha que rolar:

Ana: Ok, vou embora.
Pirata: O que? Tá maluca? A gente pode ficar aqui até amanhã de manhã...
Ana: Mas eu quero ir embora.


O cara se aproxima pra beijá-la.

Ana: Não, não me beija, deixa eu tomar banho...
Pirata: O que está acontecendo aqui hoje é inédito...
Ana: O quê? Você é virgem?
Pirata: Não. To tendo que te reconquistar. Geralmente as mulheres são tão fáceis... mas tô gostando...
[gente, o cara é totalmente pancado das idéias... ]

Aí a Ana começa a observar várias cicatrizes no cara e resolve perguntar:

Ana: O que são essas cicratizes?
Pirata: Ah, é que fui brincar com a cachorra fêmea e o cachorro ficou com ciúme e me mordeu.
Ana: E o que são essas marcas no seu pulso?
Pirata: Eu fui assaltado. Aí a polícia deixou o ladrão ir embora. Então eu fiquei puto com eles e por isso o policial me algemou.

Nesse momento Ana respira fundo e pensa: "E se esse cara for um psicopata?"

Ana: Agora vou embora. Quero ir pra casa.
Pirata: Não vai não, por favor. Olha só, a gente não faz mais nada. A gente fica aqui só abraçadinho...
Ana: Ai, tá bom...


Passa-se um tempo e a Ana lá naquela cena tosca.

Pirata: Quer namorar comigo?
Ana (quase se matando de rir): Quero.
Pirata: Tô falando sério. Quero transar com você todo dia. Quero ir ao cinema com você. [isso que é objetividade pra definir “namoro”]
Ana: Tá bom. A gente tá namorando agora... [nesse momento ela já tava pra lá de irônica].
Pirata: Você é tão linda... seu rosto... ó, então, hoje é dia 1º de março. No dia 1º de março do ano que vem eu vou fazer um filho em você. E ele vai ser lindo porque vai ter um cabelo igual ao nosso, o nariz fininho... vai ser lindo!
Ana: Ok. Combinado. 1º março do ano que vem...

(...)

Ana: Agora vou embora
Pirata: Mas por que?!
Ana: Sei lá... acho que eu tava louca te reencontrar e quando reencontrei... perdeu a graça.
Pirata: Você me trata como um qualquer [a menina tem outra crise de riso e o cara ri também]
Pirata: ... Ana?
Ana: Ãh?
Pirata: Ana... aposto que você não lembra meu nome.
Ana: Não é questão de lembrar. Nunca perguntei. [kkkkkkkkk]
Pirata: Perguntou sim. Lá no dia do bloco...
Ana: Perguntei nada. Você é maluco.
Pirata: É Marcus.
Ana: Ih... é verdade! Eu perguntei.

Gente... eu não sei quem é mais doido...


Socorro!

3 comentários:

  1. Muito boa essa estória. Dei muita gargalhada estilo "mudinho" aqui no trabalho. Enfim, acho ela ainda mais louca que ele, por aceitar sair com essa figura. Ele só está sendo pretensioso demais. Apesar de ter um "q" de sandice um tanto acentuado.

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  2. Se o Jack Sparow em questão tivesse o leiaute do Johnny Depp, até compreenderia o heroísmo de nossa donzela anônima em aguentar este cara, mas nem era o caso.

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  3. O amor é a gasolina da vida: Custa caro, acaba logo e pode ser substituída pelo álcool.

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