domingo, 13 de março de 2011

Mulher é mulher em qualquer lugar do mundo. Em qualquer classe social.

Assim, você encontra um príncipe encantado e acha que ele é o homem da sua vida pelo simples fato de ele ser perfeito.


Até que você depois percebe que perfeição não é, exatamente, uma qualidade. E passa a sofrer duas vezes: pelo tédio, e também pela fraqueza de não conseguir terminar o relacionamento em questão porque ele não fez nada de muito errado - como traição, roubo, espancamento ou assassinato - além da ausência constante.


Quando os amigos conversam sobre o assunto, tudo que você consegue dizer é frases do tipo "ele vai mudar... na verdade já mudou muito". (Não vou nem entrar no mérito de que as pessoas não mudam, especialmente os homens)


Chega um momento, porém, que sua infelicidade se torna aparente e complicada para disfarçar não apenas para os outros, mas para si mesma. É quando os amigos - novamente eles - começam a conversar com você. Falam um pouquinho hoje, mais um pedaço amanhã... Até que você percebe que tudo vai mesmo de mal a pior, que não tem jeito, e resolve terminar esse relacionamento ruim das pernas desde o começo.


Os amigos ao redor ficam tristes por sua tristeza, mas aliviados por essa página virada. Mas, depois de um tempinho, alguém lhe pergunta como você está em relação ao ex, e você responde algo do tipo:


- Estamos ficando.

- Que? Como assim? Por que?

- Não vou assumir para minha família ou meus amigos porque não quero mais ele frequentando meu meio familiar.

- Então... por que...

- Porque ele é bom de cama.




Aí, no final das contas, ela não namora ninguém e não pega geral. Fica com um estepe que um dia seria o pai dos seus filhos. Isso é bom ou ruim?

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