quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quando o amor não é uma falácia

Sábado foi o casamento da minha prima e no domingo houve um almoço para a família na casa da cunhada dela (cunhada é uma palavra horrorosa que não combina nem com a minha prima, nem com a moça nem com o apartamento em si, mas vamos em frente). O casal passou a noite num hotel e o apartamento da Viridiana estava com uma certa baguncinha pós- casamento - docinhos, sobras de brindes, fraques dos padrinhos, essas coisas. E um lindo buquê de rosas vermelhas acompanhado por um cartão com o nome da noiva.

Um gesto elegante de algum convidado que não pode estar presente na cerimônia e mandou flores se desculpando, não? Foi o que eu pensei, até perguntarem quem mandou. Foi o noivo/marido.

Porque houve um jantar de noivado, uma cerimônia na igreja, uma super festa, duas noites de núpcias no Fasano e lua-de-mel de um mês que é praticamente uma volta ao mundo - é rito de passagem e afirmação pública de compromisso pra ninguém botar defeito. Mas, em meio a todo o tempo e dedicação que isso toma, ele ainda se deu ao trabalho de investir no gesto mais clássico de romantismo, da época em festa de casamento não tinha a participação de escola de samba. Ainda fez um esforcinho individual para fazer a sua nova mulher feliz.

Sei lá, achei o cúmulo da delicadeza.

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