sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cantada ou stalking?

Respondi a um fórum da edição online de uma revista de corrida, cujo tópico era "Já rolou paquera nos seus treinos de corrida?". Relatei a seguinte estória (aqui, com mais detalhes e divagações):

Estava numa boate em Búzios (litoral do Rio) com amigos (a Pah!) e um cara desconhecido me chamou pelo nome. Perguntei de onde me conhecia, porque não me lembrava do dele e me respondeu que um dia havia me visto correndo na orla de Ipanema, no Rio, me achado gata e se informou sobre mim com amigos corredores. Ele sabia a empresa em que eu trabalhava e o bairro onde morava. Quando levou toco, perguntou "você não vai ficar comigo nem depois de eu ter te falado tudo isso?"

Pensei se não tinha feito isso só porque o cara era não-pegável - porque não existe cantada ruim, existe homem feio. Mas não. Acho que se fosse o Lance Armstrong (pra quem não sabe, também exímio maratonista) rolava. Porque é estranho demais, né? O cara demonstrar que sabe de várias coisas de uma desconhecida é stalking, não é azaração. Ainda que você saiba - e facebook tá aí pra isso - não demonstre. Comentar "ah, já te vi correndo na orla do Rio" seria muito mais bem sucedido - para o Lance Armstrong, não para o rapaz em questão. Eu conheço de vista várias pessoas que correm na orla do Rio e isso não é assustador. Ele teria demonstrado simpaticamente que eu chamei sua atenção, revelado que temos algo em comum (a corrida) e ainda dado entender que por ser corredor, tem um corpo sarado e muuuuito fôlego para atividades aeróbicas paralelas (eu não deveria ter googlado fotos do Lance correndo).

Concordam?

Um comentário:

  1. Morro com Stalking, fato! Não curto muito ser investigada, mas sempre googleio as pessas interessantes!
    Vou te falar que eu "sofri" disso duas vezes só esse ano. Mas nos dois casos a pessoa era super-pegável. Ponto pros "Lances Armstrongs"!
    ;*

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