sábado, 31 de dezembro de 2011

Em 2012, se o mundo não acabar, quero ver o amor assim!

Pra começar o ano com o pé direito - e sem falácias - o amor na visão das crianças:


"Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e aí ele a veste todo dia" - Noelle, 7 anos

"Amor é como um velhinho e uma velhinha que ainda são muito amigos mesmo se conhecendo há muito tempo" - Tommy, 6 anos

Amor é quando alguém te magoa e você, mesmo muito magoado, não grita porque sabe que isso fere seus sentimentos" - Mateus, 6 anos

"Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro" - Mary Ann, 4 anos

Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite - Rebeca, 8 anos

"Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, e eles saem juntos e se cheiram" - Caio, 5 anos

"Eu sei que a minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas, e tem que sair pra comprar outras" - Lauren, 4 anos

"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mau cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford" - Chris, 8 anos

"Amor é quando você sai pra comer e oferece suas batatinhas fritas sem esperar que a outra pessoa ofereça as batatinhas dela" - Chrissy, 6 anos

"Se vc quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta" - Nikka, 6 anos

"Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda"- Mathew, 7 anos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vai discutir a relação?

Da próxima vez que for discutir a relação, lembre-se de não fazê-lo como se tivesse 4 anos de idade.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

À beira da chacota


Imagine um relacionamento que está por um fio. O namorado de saco cheio da namorada ciumenta e bipolar depois de jurar mil vezes que "na próxima que ela aprontar acabou" chega e diz para uma amiga:



Ele: Eu convidei minha namorada pra morar comigo

Amiga: Como assim? Mas vocês não estavam para terminar? Qual o sentido de ir morar junto com alguém que você quase não aguenta mais? Você convidou só por educação, porque ia pegar muito mal você não chamá-la pra morar com você enquanto ela passava um aperto por não encontrar um apartamento pra morar ou porque queria dividir as contas?

Ele: Ah... eu queria mesmo que ela fosse mesmo morar comigo, porque aí ou a coisa degringolava de vez ou dava certo.


Gente, alguém avisa pra essa criatura que existem formas mais fáceis e menos dolorosas de apressar o fim do namoro...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Amor otimista

Que me desculpe Liz Gilbert, mas não acho que seja necessário Comer, Rezar e Amar para perceber um comportamento amoroso tão comum - especialmente entre as mulheres - como o das serial daters. Serial killer mata em série. Serial dater, "namora"em série.


No livro, Liz conta que tem um histórico de se apaixonar rápida e instantaneamente - sem medir os riscos - e de tomar decisões sobre os homens muito prematuramente. Esse histórico lhe parece familiar?

Mulheres tem uma tendência a ver sempre o melhor no outro e acreditar que todo mundo é emocionalmente capaz de ser o seu "melhor eu" numa relação. E é por isso que tantas vezes nos apaixonamos em 5 segundos pelo cara que apenas nos deu bom dia no elevador, por um gentil desconhecido no metrô, por aquele carinha novo que apareceu na turma do colégio ou no trabalho, por aquele gringo que você conheceu naquela viagem maravilhosa. Nossa vontade de encontrar o tal homem é tanta que qualquer gentileza, ainda que mecânica, ainda que apenas por educação, nos faz virar do avesso por alguem que sequer conhecemos.

É essa dificuldade de enxergar o homem que está bem na frente do nosso nariz que nos leva a nos apaixonar por um homem em potencial. E porque não conseguimos ver a diferença entre uma coisa e outra, tantas vezes nos penduramos a um relacionamento, à espera de que o homem do agora se torne tão bom quanto a nossa melhor visão do que ele poderia ser.

Será que somos vítimas do nosso próprio otimismo? Eu acho que não. Quem namora ou se apaixona em série não tem um problema de excesso de otimismo, mas de distorção da realidade.

Não digo que não devemos sonhar, que todo mundo lá fora é um escroto em potencial e que é impossível que aquele carinha russo que você conheceu na Holanda seja o amor da sua vida, ou que é inviável conhecer um grande amor no elevador, ou sentado bem na mesa ao lado da sua no trabalho, em uma situação improvável e inesperada.

Apenas acho que quando se é uma serial dater, ávida por casar ou encontrar aquela pessoa especial, estamos imediatamente diminuindo infinitamente a possibilidade de alcançar esse "objetivo", porque não importa o quão bons ou ruins sejam os homens que encontraremos no caminho: a única coisa que seremos capaz de enxergar é o homem em potencial que criamos na nossa imaginação. E apesar de óbvio, nem mesmo uma sequência de "decepções" nos faz perceber que a solução está nos nossos próprios olhos.

Na maioria das vezes o problema não é o que vemos, mas como vemos. Amor otimista não é amor cego ou de conto de fadas: é aquele capaz de enxergar o outro sem distorções e sem ilusões. A todas e todos que ainda não encontraram "a pessoa certa", desejo que em 2012 você encontre um amor ultra otimista, diferente de tudo o que você imaginou até aqui e, ao mesmo tempo, muito, MUITO melhor do que a sua imaginação: um amor possível.