domingo, 23 de dezembro de 2012

Amando um hipster

- Adorei sua jaqueta.
- Que nada, você gosta é do vestido justo e do corpinho que está por baixo mesmo.
- Gosto, mas o que eu realmente estou elogiando é a sua perfecto.

Bala com papel

Quando a brasileira contou que o londrino da noite passada não queria usar camisinha ouvi uma teoria até então para mim desconhecida.
Uma californiana disse que os caras da Europa, Estados Unidos e outros países desenvolvidos não andam mais usando camisinha, não. Para eles, como os índices de contração do vírus são baixíssimos e o tratamento da doença já está tão avançado, eles veem a Aids como sei lá, a hepatite. E acham que não vale a pena ter a sensação desagradável da camisinha por conta de um risco que parece pequeno e remoto.
Cêjura? Me atualize.
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

NoLa


Vou realizar o sonho de conhecer Nova Orleans e embarco amanhã para passar o reveillon lá. Tão inocentemente preocupada em navegar pelo rio Missisipi, admirar a arquitetura sulista, ouvir jazz e me deliciar com a culinária creole, acabei me esquecendo de outro aspecto cultural da cidade: os vodus! Se eu fosse meu ex-namorado, teria medo.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Pontos de vista



"Quando duas pessoas se encontram há, na verdade, seis pessoas presentes: cada pessoa como se vê a si mesma, cada pessoa como a outra a vê e cada pessoa como ela realmente é" - William James (psicólogo)

Não é de se espantar a total confusão que as pessoas fazem ao se relacionarem. E não é de se espantar essa frequência com que as pessoas terminam um relacionamento com aquela raiva gerada pela sensação de que estavam se relacionando com alguém que não conheciam...

Acho que se desejamos ter relações mais verdadeiras com os outros temos não só que aprender a expressar nossa verdadeira natureza como também entender que, na maioria das vezes, não enxergamos as coisas e as pessoas como elas são, mas como nós somos. Isso é tão parte do problema quanto parte da solução...


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sempre ele, o facebook

Normal excluir do facebook um ex-namorado com quem o término foi complicado ou, em geral, qualquer pessoa com quem você brigou. Mas não é que um cara com quem eu não quis sair me desamigou? Acho que as duas coisa estão relacionadas porque aconteceram na mesma semana. Esbarro com ele de vez em quando, o cara me disse com todas as letras que estava interessado em mim e eu, gentil e amigavelmente, recusei suas investidas. Levamos toco mas a vida segue, não? Dai ficar de mal comigo em rede social? Achei bobagem. O que só prova que eu estava certa em não tê-lo pego in the first place, certo?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Uns com tanta sede, outros não querem nem café*

É sábado à tarde e as amigas estão na praia curando a ressaca e trocando informações sobre a noite de sexta-feira.
- Ele foi me deixar em casa e na frente do prédio disse que estava com sede. Respondi "eu não caio nessa, não. Vai continuar com sede". Ele riu muito. Era obvio que a última coisa que ele queria fazer lá em casa era beber água.
- Comigo foi o contrário. O cara me deixou lá em casa e deu boa noite. Eu falei "boa noite, nada. Você vai subir para tomar um café". Olha, eu tava decidida a dar naquele dia: nem tinha camisinha em casa. Passei a mão no telefone e liguei para o delivery de uma farmácia. E o pior é que, enquanto esperava o entregador, fui fazer café de verdade.

*O título do post foi sugerido por uma terceira amiga ao ouvir os relatos

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

No festival

Minhas amigas acharam um celular em um festival de rock. Começaram a fuçar as mensagens e ligações, em busca de algum contato que as pudesse ajudar a devolver o objeto. Descobriram que a dona do telefone tinha um namorado, pois a última ligação era de "Môzinho", e pensaram em procurá-lo. Depararam-se, porém, com algumas mensagens trocadas com "Dênis Mesário", que revelavam ser ele sua companhia no festival - e mais: as mensagens enviadas para Môzinho diziam que ela estava em outro local.

Movidas agora não pela vontade de fazer a coisa certa, devolvendo o celular à dona, mas sim pela mais pura vontade de pegar uma traição no flagra, minhas amigas ligaram para Dênis Mesário a fim de encontrar a moça. E negociaram com ela: nós só devolvemos o celular se você confessar que tá aqui pulando a cerca com Dênis Mesário.

Sim, era verdade. Eles se conheceram quando foram mesários juntos na última eleição, ela tinha namorado, mas estava ali dando uma variada no cardápio. Não, não se preocupe, minhas amigas não ligaram para Môzinho e não vão contar nada para ele.

Moral da estória: trair não vale a pena.
Amorais da estória: minhas amigas são foda e você pode conhecer alguém interessante em qualquer lugar, mesmo numa seção eleitoral.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sinais que você está namorando

- Brigar e fazer as pazes: se você se desentende com o rapaz, significa que existe algum tipo não só de expectativa, mas também de cobrança. Você acha que ele tem alguns deveres em relação a você que não cumpriu - o que é coisa de namorado, e não de ficante. A gente namora, termina, casa, separa e não aprende que não existe absolutamente nenhum compromisso ou promessa que possa ser cobrado ou exigido num relacionamento - as pessoas são o que são e dão o que podem dar, não o que você quer receber. Mas esse já é outro assunto.

- Os amigos dele sabem quem você é: "ah, então você que é a fulana?" . Ele fica sem graça, você sorri por dentro e por fora.

- Querer juntar outros casais: "ah, eu tenho um amigão que terminou o namoro agora, tá todo triste. Será que não tem nenhuma amiga sua que combine com ele? E a fulana? Ela é legal e tá solteira, né?". Porque pensar objetivamente em assuntos sentimentais alheios é irracional. Como se o amor fosse receita de bolo e se juntar fulano+cicrana, bater no liquidificador e levar ao forno a 180 graus resultará num casal apaixonado. Mas estar apaixonado é absolutamente irracional e você quer dividir isso com outras pessoas. Quer que seus amigos solteiros e legais conheçam os amigos solteiros dele (que se são amigos dele, SÓ podem ser legais) e sintam o amor que você está sentindo. Porque é o que eu digo - eu gostaria de comprar esse sentimento no supermercado, tal qual um bolo, porque é a melhor coisa do mundo.



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As compras de supermercado mais canalhas ever

Pão de Açúcar, sábado, 18h.
Vinho, cervejas, camisinhas, lenços de papel. E só. Deve ter sido a primeira vez que ri das compras de alguém.

sábado, 14 de julho de 2012

Assertividade

Para minha amiga,num bar onde tudo pode acontecer em Berlim:
- Do you wanna dance,drink or fuck?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Se for fazer, faça direito II

Dia desses eu postei umas fotos super legais sobre um pedido de casamento mega fofo. Esse tema casamento, aliás, tem sido constante, já que no meu trabalho quase todo mundo que já não era casado ficou noivo recentemente (parêntesis: numa das histórias, o irmão de um colega de trabalho pediu a namorada em casamento enquanto saltava de pára-quedas).

Pra compensar aquele vídeo das cerimônis desastrosas que postei outro dia, compartilho aqui dois vídeos de pedidos de casamento muito legais que estão bombando no youtube: um brasileiro e outro gringo.

O brasileiro é o Pedindo a Renata em Casamento


O gringo é o Isaac, que pediu a namorada em casamento com um carro em movimento e praticamente um "musical" com dublagem labial


Pra quem tá pensando em pedir alguém em casamento, o youtube tem zilhões de vídeos com muitas ideias fofas etc etc etc. A Luca - misantropa como é - encerraria esse post provavelmente dizendo algo como: "já que o casamento vai acabar em traição com os dois se odiando, que pelo menos você se sinta num conto de fadas até antes de isso acontecer".

Eu diria apenas: torço pra que esses namorados fofos continuem sendo assim mesmo e talvez ainda mais no aniversário de 30 anos de casamento!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sobre traição, sexo e casamento

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A física do colégio me ensinou que o mundo é, por essência, solteiro, já que toda a matéria deste planeta (prótons, neutrons e eletróns) é individual em alguma medida e nunca se funde completamente, apesar das funções de onda poderem se sobrepor um pouco. Em última instância, se nem as menores partículas poderiam se fundir totalmente, por que deveríamos esperar que dois indivíduos "inteiros" e tão complexos conseguissem isso?

A teoria da evolução também defende que o ser humano tem natureza poligâmica: fêmeas não podem engravidar de homens diferentes de uma só vez, mas machos podem engravidar inúmeras fêmeas. Nem sempre o mundo é justo, dirão as feministas de plantão. Porém, a natureza poligâmica da mulher se expressa em sua vontade de ter o maior número de parceiros possíveis como forma de encontrar o macho com melhor compatibilidade biológica para ter um filho saudável, com boas chances de sobreviver.

E é nesse ponto que a gente pode fazer a pergunta crucial: Se o casamento é algo tão estranho à nossa natureza, por que é um dos costumes mais replicados em sociedades de todos os tempos?

Vai ver que é por isso que dizem que casamento é algo tão difícil. Porém, há esperança para aqueles que querem ficar juntos e felizes até que a morte os separe. Talvez a Física Quântica e sua nova "descoberta" de que existem sim partículas (bósons) essencialmente de relacionamento e com funções de onda capazes de se sobrepor a tal ponto que se fundem inteiramente possam explicar os raros casamentos que duram até o felizes para sempre. Ou não...

Enquanto a gente não tem todas as respostas, tentemos ouvir algumas possíveis explicações para a galinhagem humana:

A Antropóloga Mírian Goldberg deu uma entrevista sobre o seu livro "Infiel: notas de uma antropóloga"em que ela chega a algumas conclusões sobre a vida sexual e conjugal do brasileiro. Para ler a entrevista, clique aqui.

Sobre a natureza não monogâmica do ser humano, o casal autor do livro "Sex at Down" também faz algumas colocações interessantes em entrevista para a Revista Época.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Não acontece só em novela!

A criatividade humana às vezes supera a ficção. Toda vez que eu leio jornal tenho certeza de que é a arte que imita a vida e não o contrário, como a gente costuma pensar.

Traições inacreditáveis:
Na Áustria, por exemplo, um noivo de pileque (e eu não sei se podemos colocar a culpa no álcool) pegou a garçonete na própria festa de casamento e foi descoberto pelo pai da noiva. Clique aqui e veja notícia.

Serviços sexuais:
Na Alemanha estudantes tiveram uma grande ideia: oferecer sexo de graça para as estudantes melhorarem seu desempenho acadêmico. A justificativa: "boas notas através de um sexo bom". Para as estudantes que cansaram de passar a noite na biblioteca, até que não é má ideia. Aparentemente, todo mundo sai ganhando, certo? Leia aqui a matéria.

Enquanto isso, no Reino Unido, uma "detetive" cobra cerca de 20 mil reais para transar com maridos e provar que eles trairiam a  mulher. Veja os detalhes do trabalho da moça aqui.

Bater e gritar dá cadeia, viu!
Nos EUA, mulher foi presa por ter agredido ex marido e se recusado a sair do quarto e liberar a cama para que ele, que vive na mesma casa com ela, pudesse ficar a sós com uma "amiga". Bizarro, né? Veja aqui.

E uma britânica casada há 24 anos também foi parar atrás das grades por gritar excessivamente durante as relações sexuais com o marido. De tantas reclamações dos vizinhos, a mulher  foi preso por "comportamento anti-social".

Oi? 

Terapia de Casal Fail: Casal Processa Conselheiro Congugal Que Indicou Amante Para Cliente

Essa não ganhou da Gretchen: Mulher se separa oito vezes e confessa ser viciada em casamento




Inesquecível!

Ainda não casou e quer que o seu casamento entre para lista de casamentos inesquecíveis? Bom, aqui vão inúmeras sugestões de como marcar a data:



terça-feira, 19 de junho de 2012

Mentiras sinceras me interessam


(Vídeo: Depeche Mode - Lie to Me)

Talvez House esteja certo e seja uma verdade da condição humana que todos mentem, por milhares de razões – e razão é o que não falta – e que a única variável é sobre o quê mentimos. Todo mundo parece muito irritado com todo mundo por causa da mentira e, nos relacionamentos, um dos maiores vilões - adivinhem só - é a falta de confiança.

No entanto, todos nós aprendemos a negar a realidade desde pequenos. Mentimos pros nossos pais pra fugirmos do castigo. Mentimos pro chefe pra justificar aquela soneca de 5 minutos que durou duas horas. Mentimos pro namorado pra evitar dor de cabeça ou pra esconder o lado da gente que ele não ia gostar de conhecer. Mentimos pro professor pra justificar atraso na entrega do trabalho. Mentimos pro amigo pra não deixá-lo triste quando estamos desanimados pra ir na festa de aniversário dele. Mentimos pros filhos na tentativa de poupá-los, protegê-los ou fazer com que eles obedeçam.

Tenho a sensação que a verdade que se idolatra nos relacionamentos é superficial e que a única confiança que importa é aquela que nos dá controle sobre o outro, é o "saber tudo" que indica que não estamos sendo traídos e nem seremos surpreendidos: não quero saber o que o meu amor pensa, quero saber se ele pensa o que eu desejo. Na confiança que queremos nem sempre há intenção de construir uma relação verdadeira e sincera, porque estamos mais interessados na versão da vida que nos agrada do que na Verdade em si.

Tanta gente pensa que dizer a verdade é tão nobre! Mas será que ser verdadeiro e sincero tem a ver apenas com "dizer a verdade"? A fidelidade é endeusada não por talvez representar amor, mas por causa do sentimento de posse que temos com relação ao outro e por causa da preocupação que temos com o nosso próprio umbigo.  

Acredito que enquanto agirmos tentando agradar à moral vigente, a nós mesmos e aos outros, estaremos perdendo a nós mesmos. Por outro lado, se existe sinceridade, verdade e mentira não ficam parecendo palavras sem significado, meros conceitos relativos e desnecessários?

Se mentirosos negam a realidade para os outros, aqueles que tem certeza absoluta de serem algo que não são, negam a realidade para si mesmos: isso sim é de fato fazer papel de bobo! 

Prefiro um homem com desejo sincero de ser alguém especial, "melhor"(porque de fato quer me conquistar) e que tenta me impressionar mesmo tentando parecer ser alguém que talvez ele não seja inteiramente, mas gostaria SINCERAMENTE de ser, do que um cara que acredita ser um partidão, com a família perfeita, "simples", humilde, com amigos incríveis, conhecedor de tudo o que se possa imaginar (de gastronomia a economia, cultura, viagens, bestsellers e cinema cult) e no final das contas é, em todas as suas atitudes, extremamente arrogante e egóico, só fala de si o tempo inteiro e - embora ele não se dê conta em momento algum - está interessado exclusivamente nele mesmo.   

O escritor e filósofo espanhol George Santayana descreveu com perfeição uma coisa que sempre acreditei: que as "máscaras" que tanto abominamos e criticamos são parte de todos nós: "As máscaras são expressões controladas e ecos admiráveis do sentimento, ao mesmo tempo fiéis, discretas, supremas. As coisas vivas em contato com o ar devem adquirir uma película, e não se pode argumentar que as películas não são corações; (...) palavras e imagens são como as conchas, não menos parte da natureza do que as substâncias que as cobrem, porém melhor dirigidas ao olhar e mais abertas à observação".

Se eu tivesse que escolher entre o mentiroso sincero ou o hipócrita, que seja o primeiro. Mentiras sinceras me interessam muito mais do que "verdades" imorais. 

Veja outros posts relacionados ao tema:

terça-feira, 12 de junho de 2012

Feliz dia dos namorados... OU NÃO!



Nem tudo são flores no dia dos namorados. Vocês sabiam que, nos EUA, existe uma lista de fatos infelizes sobre o dia dos namorados (lá, Valentines Day, comemorado dia 14 de fevereiro)? Os fatos vão de pesquisas que dizem que 75% dos suicídios são creditados a problemas amorosos até o a estimativa de que 40% da população tem sentimentos negativos com relação ao dia dos namorados.

Imaginando que aqueles que encontraram seu par estarão se encaminhando para jantares românticos etc e tal, pros solteiros e solteiras de plantão não ficarem deprimidos, aqui vão algumas dicas de coisas infames que li por aí para ficar de bem com esse dia:

1. Não caia na tentação de ficar com o Ex, afinal, é dia dos namorados e não FINADOS.

2. Não se preocupe em passar o dia dos namorados sem namorado, afinal, passamos o dia do índio sem índio, o dia da árvore sem árvore e o dia das crianças sem criança.

3. Antes solteiro no dia dos namorados do que namorando no carnaval (agora, se você conseguiu a façanha de estar namorando no carnaval pra terminar e ficar solteiro no dia dos namorados, pule essa dica!)

4. Faça pouco caso dos comprometidos colocando no seu tagline o provérbio francês que diz: "Um solteiro pode ser tão idiota quanto um homem casado, mas ele ouve isso menos vezes".

5. Comemore: o melhor de ser solteiro é poder entrar na cama pelo lado que quiser!

6. Pense positivo: quando você está solteiro tem a impressão de que só vê casais felizes, mas lembre-se de que quando você estava comprometido só enxergava solteiros sendo felizes!

Se nada disso te ajudar, leia os posts do dia dos namorados anteriores para se distrair.

2011: Dia dos namorados, com ou sem?

2010: Vamo que vamo

2010: Feliz dia dos namorados

2010: Porque você não tem namorado?

terça-feira, 5 de junho de 2012

A vida como ela não é

Essa semana uma amiga estava avaliando o Facebook de um cara que ela está interessada e a maior decepção dela foi descobrir que o cidadão em questão posa para fotos fazendo hang loose, coisa que ela abomina! Por causa de um hang loose, toda a imagem positiva que minha amiga tinha do seu "pretendente" desmoronou.

O mundo dos relacionamentos é cheio de contradições e injustiças. Tem tanto cara com um currículo virtual invejável que pessoalmente se mostra uma decepção. E tem tanta gente que achamos nada interessante de longe e, de perto, se mostra incrível.

Eu queria muito dizer pra minha amiga que a vida quase nunca é o que parece. E que se a gente fosse menos condicionado pelos preconceitos, achismos e julgamentos que fazemos com relação aos outros o tempo todo, ficaríamos surpresos em perceber que o mundo está cheio de pessoas incríveis escondidas, que pouca gente tem a sensibilidade e paciência de encontrar e conhecer.

Assim como diz a Luca, "Queria que a minha vida fosse tão interessante quanto o Face a faz parecer", bom seria também se todo pretendente fosse tão especial, legal e incrível quanto tenta fazer parecer no Facebook e afins.

No mundo das pessoas apaixonadas a probabilidade de ver as coisas COMO ELAS NÃO SÃO tende ao infinito. Ao mesmo tempo que é extremamente decepcionante se dar conta de que o cara com aquele currículo-dos-seus-sonhos-que-tinha-tudo-a-ver-com-você é uma fraude, conhecer alguém que contraria todo o nosso pré-conceito e nos surpreende totalmente é uma das alegrias mais incríveis.

Nem todo sapo vira príncipe, OK, a gente sabe disso. Mas num mundo onde a imagem tenta convencer todo mundo a despeito das ações, tem muito mais príncipe virando sapo que o contrário. Conselho de amiga: ALERTA MÁXIMO com os príncipes e, de vez em quanto, vale à pena beijar um sapo e pagar pra ver ;-)

sábado, 26 de maio de 2012

Quanto mais safado melhor?


Há um tempinho a revista Super Interessante publicou uma matéria sobre pesquisa de uma universidade de Amsterdã em que homens e mulheres, após pensarem em sexo, eram colocados para resolver questões de lógica e matemática.

A conclusão do estudo: o desempenho dos que tiveram ideias safadinhas foi melhor. A explicação dos cientistas? Bom, eles disseram que pensar em sexo ativa áreas do cérebro que aumentam a atenção e capacidade de focar em algo, o que acaba favorecendo o raciocínio.

Será?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Terminar ou não: eis a questão

Eu tinha visto dia desses uns aplicativos na linha "se beber, não ligue" que prometiam bloquear ou desaparecer com alguns contatos do telefone por algumas horas. O objetivo? Impedir que pessoas com mania de sair ligando pra todo mundo quando bebem além da conta liguem para o chefe, ex-namorada, namorada, pretendente etc. e falem demais.


E agora, quando eu já achava que se tinha chegado no limite da criatividade, não é que criaram um aplicativo que ajuda as pessoas a decidirem se devem ou não terminar o namoro? Funciona assim: durante duas semanas você vai respondendo a perguntas sobre como anda o relacionamento, vai anotando sentimentos e vendo sugestões do aplicativo para determinadas questões respondidas. E quem tiver um ex-namorado pode até (SIM, ISSO É SÉRIO MESMO) compará-lo com o atual.

No final do prazo, o aplicativo te entrega um relatório final pra que você tome a decisão de terminar ou não. Eu não me espantaria se semana que vem inventassem alguma outra coisa pra ajudar a decidir se eu devo ou não ir pra cama com o fulaninho de tal.


Será que ao final dessa leitura você pensou em algum tipo de aplicativo ainda não inventado e sob medida para resolver todos os seus problemas?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A semana de Luca


- Enviar e-mais de trabalho para alguém com quem você tem uma relação cordial, porém zero intimidade, e receber como resposta duas vezes "valeu, linda".

- Cruzar com um argentino que fala "hola" quando você passa e resolve mudar o caminho dele e te perseguir até quase na sua casa querendo te conhecer. Eu tenho um longo histórico de desconhecidos que resolvem me cantar entre o metrô e minha casa.

- Olhar um rapaz na rua e pensar "hum... bonitinho aquele cara de camisa az... ei... é o fulano... eu já peguei!"

domingo, 20 de maio de 2012

No que os homens pensam?

Já ouvi dizer que homem pensa em sexo a cada 7 segundos. Mas, sinceramente, no final do dia, um homem teria pensado em sexo mais de 12 mil vezes! E, mesmo para os mais tarados, acho que isso seria absurdo. Ou não?

Ao contrário do que se podia pensar, os homens pensam em sexo um número de vezes bem mais modesto - pelo menos os americanos: 19 vezes por dia. Quem disse isso foi uma pesquisa da Universidade de Ohio (EUA), que recrutou 160 mulheres e 120 homens, entre 18 e 25 anos. Para chegar ao resultado, os participantes da pesquisa se propuseram a fazer anotações a cada vez que pensassem em algo relacionado a sexo, comida ou sono ao longo do dia.

O detalhe esquisito da pesquisa é que os homens pensam em comida 18 vezes, ou seja, quase tanto quanto pensam em sexo.No final das contas, já que um ser humano tem cerca de 60 mil pensamentos por dia, ter 19 pensamentos relacionados a sexo é tipo NADA.

Eu du-vi-do que o resultado de uma pesquisa dessas no Brasil fosse parecido. 

E aí, alguém aqui trocar sexo por um browniezinho?




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Não me deixe só, eu tenho medo do escuro



_ Você me assusta! [disse o menino apaixonado que pretende não ligar na semana seguinte, alegando estar com medo de se envolver]

Vamos assumir que a pessoa que está escutando essa frase não é do tipo que realmente assusta qualquer um: desesperada por um namordo(a), louca ou psicopata que diz pra alguém que acabou de conhecer que quer casar ela, ter filhos, conhecer os pais e comprar uma casa com quintal e um cachorro.

Não digo 100%, isso seria muita arrogância; mas as chances de alguém de fato apaixonado dizer um "você me assusta" com sinceridade seria de, hummmm.... 1%, talvez? E as chances de essa frase ser sinônimo de "não estou tão interessado em você" ou "não gosto de você o suficiente pra esticar o braço" seriam de 99% [se ele sumir, provavelmente 100%]. .

Posso não ser a melhor escritora de textos sobre relacionamento, a melhor namorada ou entendedora das coisas do coração. Mas de uma coisa eu sei sobre apaixonar-se: fugir é provavelmente tão difícil quanto ficar. De um lado temos medo - de não sermos correspondidos, do poder que o outro exerce sobre nós, da fragilidade que se sente ao se perceber perdida e irremediavelmente apaixonada -, e do outro lado, temos medo também de não viver essa coisa arrebatadora e "abrir mão" dessa sensação de andar nas nuvens.

Medo e deslumbramento. Não dá pra negar que é difícil se entregar a isso sem ressalvas, sem se achar maluco e inconsequente, sem se sentir suicida por querer se jogar nos braços de algo que faz a gente se sentir frágil e exposto. Eu me perngunto por que diabos nos ensinam tanta matemática, física, química, biologia e gramática e ninguém nos diz o que fazer quando nos apaixonamos? Infelizmente a preocupação máxima dos nossos pais não foge muito de: 1. não nos envolvermos com drogas, 2. não engravidarmos antes da hora, 3. tirar boas notas, 4. fazer faculdade, ganhar dinheiro e ser alguém na vida.

Crescemos num mundo de expectativas em que esperam muitas coisas de nós, mas ninguém se preocupa com o que nós podemos esperar. Sem querer, nossos pais se esforçam tanto pra nos manter seguros e felizes o tempo todo que criam um mundo irreal de felicidade de comercial de margarina ao nosso redor até os limites do impossível.

E uma das primeiras descobertas de que não existe tal segurança no mundo acontece geralmente quando gostamos de alguém. A Fórmula de Bhaskara não equaciona saudade nem amor platônico. É impossível lidar com sentimentos e emoções com base em previsibilidade, racionalidade e planejamento. Quando gostamos de alguém, esforço não garante recompensa. E é aí que a gente se pega pensando: "acho que faltei a essa aula".

Desejamos encontrar nas nossas relações a falácia que nossos pais nos prometeram na vida: segurança, proteção, blindagem total contra sofrimento e decepção, além da realização garantida de todos os nossos desejos. Guess what? Em vez disso, encontramos imprevisibilidade total, um medo visceral de fazermos papel de bobos e ridículos, de não sermos correspondidos ou, se o formos, de que o outro perca o interesse. Temos medo de confiar e sermos traídos, temos medo fazer planos, de sonhar alto e cair da nuvem, de expor qualquer fragilidade que possa permitir que o outro perceba o quanto temos de fato medo.

E se damos a sorte de sermos totalmente correspondidos e felizes, trilhamos outro caminho complicado que é o do apego à relação, aos planos, ao projeto de vida que inclui o pacotão da felicidade. Isso se torna tão importante que ficamos cegos com relação a realidade e deixamos de atuar baseados no que é, para vivermos de acordo com o que gostaríamos que fosse. Dessa forma, amplificamos tudo o que é bom e jogamos pra debaixo do tapete o que é ruim. E assim muitas relações que já acabaram seguem super felizes no mundo do faz de conta porque, de novo, TEMOS MUITO MEDO.

Meu Deus, o que eu faço quando sinto ciúme? Como é que se aprende a perdoar? E se ele se apaixonar pela minha melhor amiga? E se não der certo? E se der certo? Não é nada fácil encarar "a vida como ela é" porque aprendemos desde cedo a negar a realidade. Se nossos pais e professores nos ensinassem a lidar com tudo que não gostamos desde pequenos, não tentaríamos controlar tanto a vida, não seríamos tão loucos a ponto de resistir ao inevitável (ao que é) e entenderíamos que dor, alegria, felicidade, tristeza, paixão, ciúme e tudo o mais que experimentamos são a própria vida.

Ainda não sei ao certo o que a vida É, mas pra mim não faria sentido se a vida fosse um exercício de controle cujo objetivo é não se expor e obter a melhor relação custo-benefício: o máximo de felicidade com o mínimo de risco de um coração partido. Talvez a vida seja muito mais uma jornada para aprender a lidar com os opostos do que uma jornada de exclusão de todos os polos negativos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Como fazer para me amar mais?

De papo com uma amiga que terminou o namoro recentemente, a ouvi dizer uma frase MUITO comum dos relacionamentos: "eu tenho que me colocar em primeiro lugar" seguida de um "me amar em primeiro lugar". Daí parei pra pensar nesses grandes clichês - alguns cheios de sabedoria, outros fantasiados de verdade, mas totalmente falaciosos.

Percebi com erros e acertos que a melhor maneira de causar sofrimento a si próprio é assumir uma premissa errada - o que equivale a querer correr sem saber andar. Quando se trata de relacionamento - de qualquer categoria - não existe, pra mim, coisa mais absurda do que essa ideia que se vende de que temos que nos colocar em primeiro lugar. O que a maioria entende por se colocar em primeiro lugar? Se amar mais do que se ama o outro? Ser prioridade absoluta em todas as escolhas? Fazer tudo pensando em si pra não haver arrependimentos caso o relacionamento não dure?

Acho que o problema é que colocamos a "coisa" errada em primeiro lugar. Em vez de eu ou o outro, a grande prioridade deveria ser o amor. Se fizéssemos isso de fato, não haveria tantos arrependimentos. Porque um relacionamento pode não durar a vida inteira, mas o grande sinal de que ele deu certo é se dar conta de que, enquanto durou, não conseguimos separar a "minha felicidade" da "felicidade do outro", porque quando a gente ama, a felicidade do outro é também, de certa forma, a nossa.

Então, como é que a gente aprende a se amar ("mais")? Acho que um bom caminho é parar de confundir nosso ego com o nosso coração. Ciúme, inveja, raiva, posse, nada disso é sinal de amor. A gente aprende a se amar mais quando aprende a amar menos tudo aquilo que é arrogante, egoísta e pedante em nós mesmos. Aprendemos a nos amar mais, quando aprendemos a amar o outro de um jeito sincero e altruísta, mesmo e principalmente se não somos escolhidas.

"Enquanto me pertence, eu a amo; mas tão logo deixa de pertencer-me, começo a odiá-la. Enquanto posso contar com você para a satisfação de minhas necessidades sociais e outras, eu a amo, mas tão logo deixa de atender as minhas necessidades, não gosto mais de você" (Jiddu Krishnamurti)

"Não prestamos para nada se só formos bons para nós próprios"(Voltaire)




segunda-feira, 14 de maio de 2012

Reflexão de segunda


Que pessoa comprometida resistiria a meia hora de quebra de sigilo telefônico/digital?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

House


Patient: “Are there other ways I could get pregnant? Like…sitting on a toilet seat?”
House: “Absolutely. There would need to be a guy sitting between you and a toilet seat, but yes, absolutely.

Pode isso, Arnaldo?



Uma das maiores felicidades de não ter namorado é a ausência de futebol na minha vida. Peraí, deixa eu explicar BEM:

Não me refiro ao futebol com os amigos às segundas-feiras à noite. Oi, eu acordo praticamente todos os dias (inclusive domingos) às 5h30 para correr e deixo de sair com amigos e pretendentes para tal, de modo que eu super entendo o futebol das segundas-feiras à noite. Aliás: fazer atividade física, lidar com a agressividade e a competitividade de uma forma lúdica, encontrar os amigos, tomar uma cerveja depois - eu não consigo ser mais a favor disso.

Tampouco me refiro ao ato de assistir um jogo num estádio, viajar para ver o time jogar, se reunir com os amigos pra ver o jogo em casa ou no bar, levar num treino do seu time o filho que nem vacinado ainda foi. Acho tudo isso muito legal e muito saudável. O cara interage, se mobiliza, participa. O jogo é importante, mas outras coisas acontecem. O que eu realmente não entendo é como, num lindo fim de semana de sol, alguém deixa de fazer alguma coisa para ficar em casa sozinho em frente à TV assistindo vários semianalfabetos chutarem uma bola. É muita pobreza de espírito para o meu coração. A little less conversation, a little more action, please.

Reclamação feita, onde vamos nos reunir para ver a final da Champion's League?



E já que tem que ser futebol, que ao menos seja latino, romântico e campeão do mundo.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

As mentira que os homens contam I*


*não que eu ache que só homem faça isso. Só quis aproveitar o título do livro. De vez em quando eu ouço alguém dizer que" traiu porque o relacionamento estava ruim". Não só é um grande clichê, como é uma grande mentira. Parece aquela estória da mulher que foi estuprada porque usava uma saia curta. Realmente uma coisa causou a outra? Sério. Se você acha que o seu namoro/casamento anda mal, é traindo que você vai melhorá-lo? Se as coisas já não são mais como antes existem várias opções: pode ser uma fase, você pode terminar, tentar terapia de casal, dar um tempo, conversar. Não é traindo que se resolve nada. Além disso, quem começa uma relação sem terminar outra não é exatamente um bom namorad@/conjuge, concordam? Ou, eu diria, uma pessoa íntegra e honesta de modo geral (porque eu acredito que ética a gente só tem uma. Você não, sei lá, rouba no trabalho e é o melhor pai do mundo em casa). Como é essa pessoa no relacionamento? Qual é a parcela de culpa dela? Todo mundo já traiu (ou vai trair) em algum ponto da vida, mas a coisa tem diferentes graus.Traiu porque o relacionamento estava ruim? Hummmm, acho que a relação de causa e efeito não é exatamente essa. Gente canalha não sabe ter um relacionamento. Ponto.

Era uma vez no Metro

Minha amiga Zazá faz parte daquela crescente lista de mulheres lindas, inteligentes e gente boa que não conseguem encontrar um cara legal pra namorar, apesar de quererem MUITO.  Mas esse não é o assunto desse post. Assunto recorrente a gente deixa pra depois. A Zazá é apenas a protagonista da história do dia.

Um final de semana antes do carnaval ela estava vindo aqui pra casa, num sábado, pra nós nos arrumarmos e então curtimos um baile pré-carnaval. E quando ela chega aqui em casa, aos risos e gargalhadas, ela me fala a seguinte frase:

"Gabi, você não vai acreditar no que eu fiz agora. E foi graças a você. Eu imaginei que você faria o mesmo, ou me falaria pra fazer, e fiz."

Nesse momento, apenas um sentimento: MEDO!

A Zazá estava vindo de metro e viu um cara gracinha sentado no mesmo vagão. Ele estava com uma amiga, que ela se certificou que era pelo jeito que eles estavam juntos, apenas conversando. Ela ficou reparando, achando ele uma gracinha, imaginando os dois no cinema... normal. Ele desceu algumas estações antes da Zazá. Então ela começou a pensar mil coisas, até que teve a brilhante ideia de deixar o destino agir. Se a garota, amiga do carinha, saísse na mesma estação que ela, iria perguntar sobre o cara. Eis que as duas descem na estação Botafogo. E lá vai a Zazá.

- Oi, tudo bem, eu sou a Zazá... é... é que eu reparei no menino que estava com você no metro... eu queria saber se ele é comprometido ou algo assim... você não é namorada dele não, né?"

-Não, imagina, é só meu amigo. Ele é meu amigo de cursinho e suuuuper gente boa.

- Que bom! Então, se eu te desse meu contato, você entregaria pra ele?

- Claro!! Pode deixar! (A mulherada logo se empolga com o próximo roteiro de sucesso da Disney)

Pois bem, eu realmente não sei de onde ela tirou que eu faria uma coisa dessas. Mas devo admitir que achei a atitude super digna. Merecedora de prêmio. Foi muita coragem. E ainda que não desse em nada, já tinha valido a pena.




EPÍLOGO

O carinha depois mandou mensagem pra ela. (Uhuuuuu, o plano deu certo!!) Eles marcaram de ir ao cinema juntos, se encontraram, se beijaram, mas no final ele se mostrou mais uma peça fraca como as muitas outras que estão disponíveis no mercado do status Relacionamento Sério. Não, ele não é mau caráter, só fraco mesmo. Não quis brincar. Ah, e não se trata de ser gay também.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Do facebook

De /ninalemos

"Homem que canta todo mundo e pega todo mundo. Acho digno. Homem que canta todo mundo e não pega ninguém. Patético."
Eu acrescentaria: homem que não canta ninguém e pega todo mundo. Elegância.

De alguém que não lembro:
"- Qual o segredo para vocês estarem casados por 65 anos?
- Somos de um tempo em que, quando as coisas quebravam, a gente consertava em vez de jogar fora".

Notícias

Há quanto tempo a gente não dá as caras por aqui, hein? Nesse quase um mês, uma de nós resolveu casar, outra terminou o namoro e uma terceira continua na pista para negócio. Alguém aposta em quem é quem?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

De vez em quando eu lembro que...

... há alguns anos a Pah teve um namorado que achava que eu era má influência para ela devido ao excesso ou má condução de falácias amorosas e não queria que fossemos amigas. Desnecessário dizer que o namoro rodou, a amizade não e as falácias continuam.

Quer moleza? Senta no pudim...



_ Por que você aceita essa situação insustentável? Por que você não tenta reinventar essa relação ou termina de uma vez?
_ É complicado...não é tão simples assim...

Sempre fico pasma quando alguém acha algo super extraordinário se dar melhor com os animais do que com as pessoas, porque pra mim, um cachorro poderia aguentar uma mulher mala falando pelos cotovelos a vida inteira sem ficar chateado, mas eu não.

Adoraria se os relacionamentos - assim como os eletrodomésticos - tivessem garantia (especialmente a estendida) e eu pudesse mandar pra assistência técnica quando dessem problema. Mas homens e mulheres não são como os bichinhos de estimação ou os eletrodomésticos. Não dá pra adestrá-los (finge de morto!) nem mandar consertar ou jogar no lixo. Pessoas são complexas e não há a menor possibilidade de virem com um manual. Elas não vem com especificação técnica, a vida útil varia muito e elas nem sempre concordam com o que a gente diz, pensa ou faz. Quando existe a possibilidade de uma relação de fato, então existe também a alta probabilidade de complicações e vai ver que foi por isso que inventaram o amor: sem ele seria impossível.

No entanto, há uma diferença entre ser simples e ser fácil. Complicada, pra mim, é uma situação impossível de resolver ou de enxergar a solução. Às vezes a "solução" é simples, mas muito difícil, porque requer vontade, esforço, determinação e muitas vezes, principalmente coragem.

Sinceramente, desconheço histórias de relações fáceis. O que eu de fato não entendo é o porquê de tantas pessoas ficarem paralisadas em relacionamentos sem sentido com a desculpa do "É complicado". Seja lá qual for a situação - que pode ir de um relacionamento infeliz ao extremo com brigas, trocas de ofensas e arremesso de objetos até aquela relação tão morna e sem alegria ou companheirismo que mais parece um coma (essa a mais perigosa de todas, pois é difícil perceber o problema e isso faz as pessoas se acomodarem) - acredito que não fazer absolutamente nada a respeito é desistir de si mesmo e de todas as possibilidades de viver uma relação feliz.

Solução perfeita que atenda a gregos e troianos a gente sabe que não existe. Mas o fato de não haver uma saída perfeita é justificativa pra deixar tudo como está? É complicado, logo não tem solução? Toda mudança tem efeitos colaterais e, numa relação, é fato que nem sempre podemos contar com a maturidade do outro pra crescer junto ou seguir caminhos diferentes - especialmente se isso envolve bens, família e filhos.

Para uma relação que deu defeito, existem muitos caminhos possíveis. O menos óbvio deles - uma vez que a maioria das pessoas perde muito tempo e energia tentando remendar "a relação" - é pensar em cada um individualmente. Sim, eu já disse e repito: um casal feliz é a soma de duas pessoas individualmente felizes e deveríamos nos casar porque somos felizes e não para sermos felizes.

Outro caminho, esse mais óbvio, é conversar, se abrir com o outro e explicar suas insatisfações, propor mudanças e em lugar de apontar o dedo ou tentar achar culpados, colocar-se disponível para mudar, rever comportamentos e prioridades.

Por último, tem a opção de terminar - considerada por uns um tipo de esporte (a única solução possível pra qualquer problema entre um casal) e por outros a mais radical e difícil.

Dentre todas as soluções que se poderia pensar e sugerir, a única completamente absurda é que esse é complicado seja uma desculpa aceitável para ser infeliz por tempo indeterminado - ou até que a morte os separe.

Desde quando mudar deixou de ser opção? Ah sim, desde que se assumiu não querer perder nada: nem a segurança, nem a estabilidade e nem o "conforto" do "tá ruim mas pelo menos sei como lidar com isso e tenho tudo sob controle".

O medo de sentir dor, de assumir um erro e admitir que não existe 100% de garantia de que mudanças no curso nos levarão imediatamente ao paraíso pode levar à paralisia. Assumimos a lógica do mais vale um passarinho na mão do que dois voando. E para abandonar o mundo que conhecemos, alguém precisa nos prometer um futuro reluzente em troca. O que fazer se não conseguimos uma promessa do paraíso? Aceitamos que o inferno é o único lugar possível?

Ok, a vida não é tão simples, relacionamentos também não são. Ninguém disse que seria fácil, ninguém tampouco nos contou que seria tão difícil. E se você acha que precisa mudar tudo no seu relacionamento, ou simplesmente mudar de relacionamento, mas tem muito medo de deixar tudo pra trás, da solidão, do julgamento e dos fantasmas da solitude que te assombram, talvez devesse enfrentar a voz que te diz que "você não sabe o que tem até perder" e começar a escutar a voz que diz "você não sabe o que está perdendo até encontrar".

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nem tão rapidinha do dia

Outro dia eu tava lembrando que sempre que o meu então namorado deixava o e-mail dele aberto no meu computador eu deslogava imediatamente, resistindo à tentação de "dar aquela espiadinha", como diria o Bial.

Pra começar: o e-mail é dele e ponto. Lê-lo sem o seu consentimento também seria traição da sua confiança, assim como uma infidelidade "carnal" o seria (tudo bem que se eu tivesse que escolher entre os dois, preferiria que ele lesse meu e-mail). Vida privada, independência e solitude são essenciais. Como disse uma amiga minha "eu vou deletar todo mundo no meu facebook que está com o namorado na foto do perfil".

É claro que sempre existia a possibilidade dele trocar e-mails tórridos com a cunhada com quem estava tendo um caso (Nelson Rodrigues meets século XXI), porque o ser humano é inerentemente filho da puta. Mas a possibilidade de eu ter a impressão errada lendo algum e-mail amigável e brigar por conta de algo que não existe era muito maior. É melhor ser enganada uma vez na vida a ser paranóica diariamente.

Rapidinha do dia

Às vezes faz total sentido que o amor não faça sentido algum - porque parece que ele foi inventado exatamente pra questionar nossas certezas e revirar tudo do avesso. Mas a loucura do amor é sempre uma loucura boa. Já dizia o filósofo Nietzche:

"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura".

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pollyanna

Conversando com um amigo sobre namoro, ficadas, pegações e afins:

- O que eu tenho feito ultimamente é ir num prostíbulo de vez em quando, dar uma tratada na vontade.
- Mas você é casado! Nossa, quanto mais conheço certos homens mais tenho certeza que nunca vou casar.
- Você está vendo a coisa pelo ângulo errado. O prostíbulo salva o meu casamento. Porque o que eu queria mesmo era estar comendo a minha estagiária de 20 anos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Eu e eu mesmo vezes a minha própria pessoa


Joãozinho termina com Mariazinha. Ela sofre por um tempo e depois fica com raiva de sofrer e resolve aproveitar a vida que segue - encontra Pedrinho. Joãozinho fica sabendo que Mariazinha está com outro, tem uma súbita e inexplicável vontade de reatar o relacionamento e ressurge choramingando e dizendo que nunca esqueceu Mariazinha, que a ama etc e tal.

Geralmente, nessa historinha, independente se o motivo do fim foi ou não plausível, um ainda sente que gosta do outro de alguma forma, mas se recusa a "reatar" por orgulho besta, até que os dois trocam tanto os pés pelas mãos e as coisas chegam num ponto de acúmulo de orgulho e de mágoa pré e pós fim do namoro que reatar seria suicídio amoroso: os dois passariam a vida a dois remoendo mágoas e apontando dedos.

Não estamos inventando novas formas de amar, não estamos aprendendo muito com nossos erros, não percebemos sequer o óbvio que deveria estar subentendido na palavra relacionamento: ele é feito de dois - existe sempre o "outro". Contrariando essa lógica, a regra é as pessoas só se relacionarem consigo mesmas.

Mariazinha não decide reatar ou deixar de reatar baseada no sentimento que ainda existe e na admiração e amor que sente ou deixa de sentir por Joãozinho. Decide-se não voltar por causa do pé na bunda (ainda que tenha sido merecido) que resulta numa espécie de "direito adquirido” de fazer o outro sofrer justificadamente: "tá vendo, terminou comigo agora aguenta, tem que sofrer". É direito de qualquer pessoa com o orgulho ferido agir de forma a se sentir quite ou para recuperar sua “auto-estima”, certo?

Por sua vez, Joãozinho, com ou sem razão de ter terminado, também não reatou ou deixou de reatar antes de saber de Pedrinho pura e simplesmente por não querer dar o braço a torcer, por ter orgulho de pedir pra voltar baseado na certeza de que está com a razão e foi ele quem terminou, portanto seria-humilhante-demais-pedir-pra- voltar-estando-certo.

Tudo o que realmente deveria ser levado em conta nessa equação é totalmente esquecido. O relacionamento se resume a uma briga do "eu tenho a razão" misturada com egos feridos e orgulhos inúteis. Se os dois precisam de um espaço para repensar a relação ou se ainda se ama ou não, pouco importa, a prioridade é EU SER FELIZ – ainda que a única felicidade possível seja atender aos meus desejos mais imediatos e muito pouco nobres. Estamos sempre pensando em nós mesmos e o mais irônico disso é que sempre que fazemos isso, o resultado é mais sofrimento do que felicidade. Numa relação de cada um por si e contra o outro, como é possível crescer e encontrar equilíbrio, ou um novo amor (ou seja lá o que for!) agindo sempre com base em sentimentos incompatíveis: raiva, mágoa, orgulho, vingança?

Qual é o resultado mais provável quando numa equação de dois a gente só se relaciona consigo mesmo? Não é possível encontrar a felicidade sendo egoísta porque enquanto estou pensando no meu próprio umbigo, não só ignoro o outro, mas também a mim mesmo e aquilo que realmente quero.

Aqueles que assumem que torturar quem deu um pé na bunda é a coisa mais justa, inteligente e correta a se fazer podem até colher aquele sentimento de desforra, de auto-estima recomposta num curto prazo. Sim, esse sentimento de vingança pode ser gostoso, acho que todo mundo é capaz de admitir isso.

O problema é que, tal e qual o efeito de compra de uma roupa nova, a alegria vingativa passa rápida. Se pra minha auto-estima ficar em alta eu preciso diminuir a do outro agindo de acordo com sentimentos pequenos, posso assegurar que logo, logo essa alto-estima de araque irá ruir e precisará de alguma outra coisa ou pessoa pra tentar remendar o estrago.

O bom de ser humano é a capacidade que temos de fazer escolhas. Quando a gente percebe e entende o saco sem fundo que é construir relações egoístas, temos a chance de aprender a nos relacionarmos de maneira mais amorosa, considerando nossos sentimentos, os sentimentos do outro e agindo da maneira que gostaríamos que agissem com a gente.

Longe de apontar o dedo ou julgar, até porque no quesito relacionar-se-consigo-mesmo eu devo ter sido pelo menos campeã estadual - a ideia é apenas partilhar o que eu aprendi e falar de algo que eu vejo muito nos outros porque já vivi isso - I have been there.

Uma vez que a gente descobre o quão estúpido é agir pensando apenas no prazer e na satisfação imediata de "dar o troco", entendemos que o amor não medíocre não é nada fácil. Por outro lado, não conheço nenhum lugar pior do que aquele em que enxergo o amor a partir do meu próprio umbigo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A indiferença é o oposto do amor?


Dizem que amor e ódio andam juntos e que o oposto do amor é a indiferença. Alguém já parou MESMO pra se perguntar se essas frases batidas fazem sentido? Sobre amor e ódio, até o House – fracasso-mor quando o assunto é relacionamento – já dizia que “There is not a thin line between love and hate. There is, in fact, a Great Wall of China with armed sentries posted every twenty feet between love and hate" (minha tradução livre: Não existe uma linha tênue entre amor e ódio. Na verdade, entre o amor e o ódio existe uma Muralha da China com sentinelas armados posicionados a cada seis metros).

Pra mim é indiscutível que amor e ódio NÃO andam juntos, o que não quer dizer que se você não ama alguém, necessariamente odeia esse alguém. Será então que ausência total de amor ou ódio = indiferença?

Indiferença se traduz em uma espécie de apatia, de desinteresse, insensibilidade. Se sou indiferente a você meu corpo e sentidos ignoram sua presença ou ausência - simplesmente não importa. Ok, o conceito é esse. Mas o que se esconde atrás da indifereça é o que me interessa mais.

A indiferença em si pode ser ignorar completamente alguém, mas a origem dela é uma total reação. Sabe essa coisa que a gente tanto fala, de como nos tornamos indiferentes à pobreza, ao sofrimento humano, à violência? Quando somos bombardeados por coisas que nos fazem sofrer repetidamente - ao mesmo tempo em que nos sentimos incapazes de lidar com os efeitos desse bombardeio - como forma de autopreservação, deixamos de reagir de qualquer maneira - positiva ou negativamente.

Por trás da indiferença não há mais indiferença. A indiferença nasce da nossa incapacidade e de lidar com nossos sentimentos. A afirmação de que a indiferença é o oposto do amor é uma falácia, porque a origem da indiferença não é o amor, mas sentimentos contraditórios como impotência, mágoa, raiva.

Muita gente se sente ultra superior achando que sentir-se indiferente é sinal de que superou o fim de um relacionamento - "dei a volta por cima" (ahã, só se for por cima de você mesmo, cara-pálida!).

Além desse diagnóstico ser auto-enganação, ele revela o extremos oposto: não só você não esqueceu, como varreu a sujeira pra debaixo do tapete por ser incapaz de lidar com os próprios sentimentos. Nossas emoções nos enviam mensagens e sinais o tempo todo, apontando a falta de sintonia entre aquilo que a gente pensa e aquilo que a gente sente.

Indiferença é uma reação covarde e de desamor consigo mesmo e com quem dizemos amar. Pessoas capazes de agir de acordo com o que sentem e não de acordo com aquilo que pensam - sem basear suas ações na raiva e na mágoa - são simplesmente incapazes de agir de forma agressiva, vingativa ou indiferente, não só com relação a qualquer ser humano, mas principalmente com relação a alguém que se ama.

Podemos querer acreditar que o amor vira ódio ou indiferença. Mas nossa crença não faz disso uma verdade. Enquanto acreditarmos que o amor á capaz de ser eliminado por qualquer coisa menor que ele, estaremos decretando que o amor tem que acabar quando um relacionamento acaba. Se não confundimos amor com atração física e com um monte de outros sentimentos que nada tem a ver com amor, podemos perceber que é perfeitamente natural terminar um relacionamento e continuar sentindo afeto e querendo o bem do outro de uma forma especial - como deveria ser entre duas pessoas que viveram uma história de amor. E isso não precisa depender de como terminou o relacionamento, do que "o outro" fez ou deixou de fazer. O amor não está condicionado a isso ou aquilo. E se você só ama quem te ama de volta ou faz tudo o que você espera que ela faça, deveria rever totalmente seus conceitos.

Sim, o desejo de construir uma vida a dois, o desejo físico, sonhos compartilhados e a sintonia podem acabar e isso tudo pode decretar o fim do relacionamento. Mas o amor - que não tem oposto nenhum, não poderia virar coisa alguma que não fosse o próprio amor.

Como dizia o poeta, o amor é "feliz e forte em si mesmo". Então, por que eu deveria achar que é possível e plausível racionalizar o oposto do amor ou razões pra amar, não amar ou deixar de amar quando a razão não dá conta sequer de explicar logicamente porque se ama alguém?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O acerto do erro...

Oi Gentém!


Antes de contar a história do dia, gostaria de contar que entre minhas resoluções de ano novo eu incluí (top five, ok?) postar mais por aqui. Sim, senti saudades!!!!

Enfim, eis a historia que ouvi hoje, no almoço da primeira segunda-feira de 2012:

A Lu estava contando de uma festa que ela foi em São Paulo. Estilo cult, galera legalzinha e tals... Segundo ela, os machos do local estavam todos devidamente uniformizados com seus abadás indies (barba, camisa xadrez e óculos pretinho).


Ela saiu para se divertir com seus amigos, mas cla-ro que ela chegou e deu aquela checada no lugar a procura dos gatchenhos. E logo localizou o alvo da noite: uma figura bronca, ogra, e que tem com hobbie de final de semana construir carros. (E eu disse construir, não consertar...)


Investiu no moço a noite toda. Olhando, dançando, cantando... Até que ela viu que nada aconteceria e desisitiu. Não sem ficar puta com o cara, por ser um imbecil, claro. Pra "fugir" do cara durante a noite, que como todo bom macho imbecil, depois ficou correndo atrás dela(Clássico!), a Lu foi dançar com a figura mais esquisita da noite. Dançou loucamente e descoordenadamente com seu novo amigo. Pra chutar o balde mesmo. No melhor estilo "a noite já tá perdida mesmo, então f@#&-se".


Acontece que essa dança descoordenada se mostrou uma afinidade entre os dois... Dai em diante, rolou um beijo, um telefonema no dia seguinte, um filme... E o ogro-objeto-de-desejo não passou de um coadjuvante da historia.


Moral da historia, nenhuma. Só achei a historia legal e quis compartilhar. Talvez pra mostrar que algumas vezes a gente investe tanto numa pessoa que parece ser A pessoa da nossa vida, que não percebe que o nadavê se mostra muito mais adequado.


Feliz 2012!!!!

Dicionário Masculino

- "A gente se fala"= a gente não se fala. Se ele realmente quisesse falar com você, diria "Tá a fim de fazer algo no fim de semana? Te ligo na sexta pra combinar". "A gente se fala" é o que a gente fala na falta do que falar na hora de se despedir.

- "Quero te ver"= quero te ver... sem roupa.

- Colocar Portishead pra tocar= do fundo do coração, eu acho que Portshead carrega várias mensagens subliminares. Garanto que, se você rodar o disco ao contrário (tal qual fazia com o disco da Xuxa), a Beth Gibbons estará dizendo "beijem-se", "tirem a roupa". Porque nada mais convidativo ao sexo do que Portshead. O mesmo fenômeno foi recentemente observado com Massive Atack e Morcheeba. Porque o seu pretendente também tem que ter bom gosto musical, né?

(Continua...)

Mega-ultra-super sincera

Agora que o ano já começou (ou será que só começa depois do carnaval?), voltemos às falácias, que, no caso dessa menininha, começaram bem cedo!