sábado, 26 de maio de 2012

Quanto mais safado melhor?


Há um tempinho a revista Super Interessante publicou uma matéria sobre pesquisa de uma universidade de Amsterdã em que homens e mulheres, após pensarem em sexo, eram colocados para resolver questões de lógica e matemática.

A conclusão do estudo: o desempenho dos que tiveram ideias safadinhas foi melhor. A explicação dos cientistas? Bom, eles disseram que pensar em sexo ativa áreas do cérebro que aumentam a atenção e capacidade de focar em algo, o que acaba favorecendo o raciocínio.

Será?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Terminar ou não: eis a questão

Eu tinha visto dia desses uns aplicativos na linha "se beber, não ligue" que prometiam bloquear ou desaparecer com alguns contatos do telefone por algumas horas. O objetivo? Impedir que pessoas com mania de sair ligando pra todo mundo quando bebem além da conta liguem para o chefe, ex-namorada, namorada, pretendente etc. e falem demais.


E agora, quando eu já achava que se tinha chegado no limite da criatividade, não é que criaram um aplicativo que ajuda as pessoas a decidirem se devem ou não terminar o namoro? Funciona assim: durante duas semanas você vai respondendo a perguntas sobre como anda o relacionamento, vai anotando sentimentos e vendo sugestões do aplicativo para determinadas questões respondidas. E quem tiver um ex-namorado pode até (SIM, ISSO É SÉRIO MESMO) compará-lo com o atual.

No final do prazo, o aplicativo te entrega um relatório final pra que você tome a decisão de terminar ou não. Eu não me espantaria se semana que vem inventassem alguma outra coisa pra ajudar a decidir se eu devo ou não ir pra cama com o fulaninho de tal.


Será que ao final dessa leitura você pensou em algum tipo de aplicativo ainda não inventado e sob medida para resolver todos os seus problemas?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A semana de Luca


- Enviar e-mais de trabalho para alguém com quem você tem uma relação cordial, porém zero intimidade, e receber como resposta duas vezes "valeu, linda".

- Cruzar com um argentino que fala "hola" quando você passa e resolve mudar o caminho dele e te perseguir até quase na sua casa querendo te conhecer. Eu tenho um longo histórico de desconhecidos que resolvem me cantar entre o metrô e minha casa.

- Olhar um rapaz na rua e pensar "hum... bonitinho aquele cara de camisa az... ei... é o fulano... eu já peguei!"

domingo, 20 de maio de 2012

No que os homens pensam?

Já ouvi dizer que homem pensa em sexo a cada 7 segundos. Mas, sinceramente, no final do dia, um homem teria pensado em sexo mais de 12 mil vezes! E, mesmo para os mais tarados, acho que isso seria absurdo. Ou não?

Ao contrário do que se podia pensar, os homens pensam em sexo um número de vezes bem mais modesto - pelo menos os americanos: 19 vezes por dia. Quem disse isso foi uma pesquisa da Universidade de Ohio (EUA), que recrutou 160 mulheres e 120 homens, entre 18 e 25 anos. Para chegar ao resultado, os participantes da pesquisa se propuseram a fazer anotações a cada vez que pensassem em algo relacionado a sexo, comida ou sono ao longo do dia.

O detalhe esquisito da pesquisa é que os homens pensam em comida 18 vezes, ou seja, quase tanto quanto pensam em sexo.No final das contas, já que um ser humano tem cerca de 60 mil pensamentos por dia, ter 19 pensamentos relacionados a sexo é tipo NADA.

Eu du-vi-do que o resultado de uma pesquisa dessas no Brasil fosse parecido. 

E aí, alguém aqui trocar sexo por um browniezinho?




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Não me deixe só, eu tenho medo do escuro



_ Você me assusta! [disse o menino apaixonado que pretende não ligar na semana seguinte, alegando estar com medo de se envolver]

Vamos assumir que a pessoa que está escutando essa frase não é do tipo que realmente assusta qualquer um: desesperada por um namordo(a), louca ou psicopata que diz pra alguém que acabou de conhecer que quer casar ela, ter filhos, conhecer os pais e comprar uma casa com quintal e um cachorro.

Não digo 100%, isso seria muita arrogância; mas as chances de alguém de fato apaixonado dizer um "você me assusta" com sinceridade seria de, hummmm.... 1%, talvez? E as chances de essa frase ser sinônimo de "não estou tão interessado em você" ou "não gosto de você o suficiente pra esticar o braço" seriam de 99% [se ele sumir, provavelmente 100%]. .

Posso não ser a melhor escritora de textos sobre relacionamento, a melhor namorada ou entendedora das coisas do coração. Mas de uma coisa eu sei sobre apaixonar-se: fugir é provavelmente tão difícil quanto ficar. De um lado temos medo - de não sermos correspondidos, do poder que o outro exerce sobre nós, da fragilidade que se sente ao se perceber perdida e irremediavelmente apaixonada -, e do outro lado, temos medo também de não viver essa coisa arrebatadora e "abrir mão" dessa sensação de andar nas nuvens.

Medo e deslumbramento. Não dá pra negar que é difícil se entregar a isso sem ressalvas, sem se achar maluco e inconsequente, sem se sentir suicida por querer se jogar nos braços de algo que faz a gente se sentir frágil e exposto. Eu me perngunto por que diabos nos ensinam tanta matemática, física, química, biologia e gramática e ninguém nos diz o que fazer quando nos apaixonamos? Infelizmente a preocupação máxima dos nossos pais não foge muito de: 1. não nos envolvermos com drogas, 2. não engravidarmos antes da hora, 3. tirar boas notas, 4. fazer faculdade, ganhar dinheiro e ser alguém na vida.

Crescemos num mundo de expectativas em que esperam muitas coisas de nós, mas ninguém se preocupa com o que nós podemos esperar. Sem querer, nossos pais se esforçam tanto pra nos manter seguros e felizes o tempo todo que criam um mundo irreal de felicidade de comercial de margarina ao nosso redor até os limites do impossível.

E uma das primeiras descobertas de que não existe tal segurança no mundo acontece geralmente quando gostamos de alguém. A Fórmula de Bhaskara não equaciona saudade nem amor platônico. É impossível lidar com sentimentos e emoções com base em previsibilidade, racionalidade e planejamento. Quando gostamos de alguém, esforço não garante recompensa. E é aí que a gente se pega pensando: "acho que faltei a essa aula".

Desejamos encontrar nas nossas relações a falácia que nossos pais nos prometeram na vida: segurança, proteção, blindagem total contra sofrimento e decepção, além da realização garantida de todos os nossos desejos. Guess what? Em vez disso, encontramos imprevisibilidade total, um medo visceral de fazermos papel de bobos e ridículos, de não sermos correspondidos ou, se o formos, de que o outro perca o interesse. Temos medo de confiar e sermos traídos, temos medo fazer planos, de sonhar alto e cair da nuvem, de expor qualquer fragilidade que possa permitir que o outro perceba o quanto temos de fato medo.

E se damos a sorte de sermos totalmente correspondidos e felizes, trilhamos outro caminho complicado que é o do apego à relação, aos planos, ao projeto de vida que inclui o pacotão da felicidade. Isso se torna tão importante que ficamos cegos com relação a realidade e deixamos de atuar baseados no que é, para vivermos de acordo com o que gostaríamos que fosse. Dessa forma, amplificamos tudo o que é bom e jogamos pra debaixo do tapete o que é ruim. E assim muitas relações que já acabaram seguem super felizes no mundo do faz de conta porque, de novo, TEMOS MUITO MEDO.

Meu Deus, o que eu faço quando sinto ciúme? Como é que se aprende a perdoar? E se ele se apaixonar pela minha melhor amiga? E se não der certo? E se der certo? Não é nada fácil encarar "a vida como ela é" porque aprendemos desde cedo a negar a realidade. Se nossos pais e professores nos ensinassem a lidar com tudo que não gostamos desde pequenos, não tentaríamos controlar tanto a vida, não seríamos tão loucos a ponto de resistir ao inevitável (ao que é) e entenderíamos que dor, alegria, felicidade, tristeza, paixão, ciúme e tudo o mais que experimentamos são a própria vida.

Ainda não sei ao certo o que a vida É, mas pra mim não faria sentido se a vida fosse um exercício de controle cujo objetivo é não se expor e obter a melhor relação custo-benefício: o máximo de felicidade com o mínimo de risco de um coração partido. Talvez a vida seja muito mais uma jornada para aprender a lidar com os opostos do que uma jornada de exclusão de todos os polos negativos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Como fazer para me amar mais?

De papo com uma amiga que terminou o namoro recentemente, a ouvi dizer uma frase MUITO comum dos relacionamentos: "eu tenho que me colocar em primeiro lugar" seguida de um "me amar em primeiro lugar". Daí parei pra pensar nesses grandes clichês - alguns cheios de sabedoria, outros fantasiados de verdade, mas totalmente falaciosos.

Percebi com erros e acertos que a melhor maneira de causar sofrimento a si próprio é assumir uma premissa errada - o que equivale a querer correr sem saber andar. Quando se trata de relacionamento - de qualquer categoria - não existe, pra mim, coisa mais absurda do que essa ideia que se vende de que temos que nos colocar em primeiro lugar. O que a maioria entende por se colocar em primeiro lugar? Se amar mais do que se ama o outro? Ser prioridade absoluta em todas as escolhas? Fazer tudo pensando em si pra não haver arrependimentos caso o relacionamento não dure?

Acho que o problema é que colocamos a "coisa" errada em primeiro lugar. Em vez de eu ou o outro, a grande prioridade deveria ser o amor. Se fizéssemos isso de fato, não haveria tantos arrependimentos. Porque um relacionamento pode não durar a vida inteira, mas o grande sinal de que ele deu certo é se dar conta de que, enquanto durou, não conseguimos separar a "minha felicidade" da "felicidade do outro", porque quando a gente ama, a felicidade do outro é também, de certa forma, a nossa.

Então, como é que a gente aprende a se amar ("mais")? Acho que um bom caminho é parar de confundir nosso ego com o nosso coração. Ciúme, inveja, raiva, posse, nada disso é sinal de amor. A gente aprende a se amar mais quando aprende a amar menos tudo aquilo que é arrogante, egoísta e pedante em nós mesmos. Aprendemos a nos amar mais, quando aprendemos a amar o outro de um jeito sincero e altruísta, mesmo e principalmente se não somos escolhidas.

"Enquanto me pertence, eu a amo; mas tão logo deixa de pertencer-me, começo a odiá-la. Enquanto posso contar com você para a satisfação de minhas necessidades sociais e outras, eu a amo, mas tão logo deixa de atender as minhas necessidades, não gosto mais de você" (Jiddu Krishnamurti)

"Não prestamos para nada se só formos bons para nós próprios"(Voltaire)




segunda-feira, 14 de maio de 2012

Reflexão de segunda


Que pessoa comprometida resistiria a meia hora de quebra de sigilo telefônico/digital?