quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sobre traição, sexo e casamento

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A física do colégio me ensinou que o mundo é, por essência, solteiro, já que toda a matéria deste planeta (prótons, neutrons e eletróns) é individual em alguma medida e nunca se funde completamente, apesar das funções de onda poderem se sobrepor um pouco. Em última instância, se nem as menores partículas poderiam se fundir totalmente, por que deveríamos esperar que dois indivíduos "inteiros" e tão complexos conseguissem isso?

A teoria da evolução também defende que o ser humano tem natureza poligâmica: fêmeas não podem engravidar de homens diferentes de uma só vez, mas machos podem engravidar inúmeras fêmeas. Nem sempre o mundo é justo, dirão as feministas de plantão. Porém, a natureza poligâmica da mulher se expressa em sua vontade de ter o maior número de parceiros possíveis como forma de encontrar o macho com melhor compatibilidade biológica para ter um filho saudável, com boas chances de sobreviver.

E é nesse ponto que a gente pode fazer a pergunta crucial: Se o casamento é algo tão estranho à nossa natureza, por que é um dos costumes mais replicados em sociedades de todos os tempos?

Vai ver que é por isso que dizem que casamento é algo tão difícil. Porém, há esperança para aqueles que querem ficar juntos e felizes até que a morte os separe. Talvez a Física Quântica e sua nova "descoberta" de que existem sim partículas (bósons) essencialmente de relacionamento e com funções de onda capazes de se sobrepor a tal ponto que se fundem inteiramente possam explicar os raros casamentos que duram até o felizes para sempre. Ou não...

Enquanto a gente não tem todas as respostas, tentemos ouvir algumas possíveis explicações para a galinhagem humana:

A Antropóloga Mírian Goldberg deu uma entrevista sobre o seu livro "Infiel: notas de uma antropóloga"em que ela chega a algumas conclusões sobre a vida sexual e conjugal do brasileiro. Para ler a entrevista, clique aqui.

Sobre a natureza não monogâmica do ser humano, o casal autor do livro "Sex at Down" também faz algumas colocações interessantes em entrevista para a Revista Época.

Um comentário:

  1. Algumas pessoas são monogâmicas, outras não.

    Um dos motivos de ter aparecido em tantas culturas é a questão patrimonial e da eterna dificuldade em criar a prole.

    Pelo menos hoje ninguém é obrigado a casar com quem não quer ou pq já tem 20 anos... pelo menos no Brasil.

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