quarta-feira, 15 de julho de 2015

Let Go


Toda vez que eu me pego em uma situação altamente sufocante num relacionamento, em que estou completamente perdida, e não faço ideia se quero ou não continuar na relação, se vale ou não à pena insistir ou se preciso me permitir encerrar um ciclo e me jogar no desconhecido, eu gosto muito de escutar música. Com o som bem alto. Se possível for, dançando. E se tudo for perfeito, no meio da natureza, sem ninguém por perto.

Já passei por alguns momentos em que analisei tanto as coisas, à beira da exaustão e, mesmo assim (ou talvez por isso) não conseguia ver nada claramente. NADA. Não existia saída possível que me agradasse. Terminar parecia errado, continuar parecia covardia. 

E, no meio do caos, a gente vive esse momento de colapso, em que não há mais forças pra nada e a única coisa que sobra é o silêncio. Uma leveza insustentável e ao mesmo tempo, bonita. 


A gente passa horas e horas procurando a chave do carro. Ficamos extremamente irritados e, no final das contas, quando decidimos ir de táxi e vamos tomar um copo d'água antes de sair, descobrimos a chave dentro da geladeira.
Às vezes, o melhor jeito de entender é não tentar entender. E o melhor jeito de resolver é não tentar resolver. Desistir de tudo. E, de repente, acordar de manhã e simplesmente saber o que fazer, de um jeito tão ridiculamente simples que dá vontade de rir por não termos percebido antes.

3 comentários:

  1. Cada um tem um jeito e cada casal tem um ponto de equilíbrio. Mesmo que este ponto seja não ter equilíbrio nenhum e uma pessoa não ter nada em comum com a outra.

    Viver não é moleza não, malandragem...

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  2. Fliper! Mas o meu post e o seu comentário parecem um pouco fora de compasso, heheheh.

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    Respostas
    1. Fiz o comentário tanto pra esse como pra um outro post de alguns dias atrás. Hehehe

      E misturei a falácia toda! =)

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