segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sobre a ponte que cedeu ao peso do amor

A famosa Ponte das Artes de Paris cedeu com o peso do amor. [Se você viajou pra Paris e prendeu seu amor lá, tá na hora de ligar pro prefeito e pedir o cadeado de volta pra prender noutro canto]. Ler essa notícia hoje me fez pensar no que é que passou pela cabeça de uma criatura para inventar uma tradição dessas: a de prender seu amor a um cadeado.

Todos os amores deveriam ter o peso leve da alma e a simplicidade de quando não é preciso pensar em nada, basta apenas andar de mãos dadas por aí, assistir o sol se pôr nos dias bonitos de verão, fazer as brincadeiras que pessoas apaixonadas e ridículas fazem e dormir de conchinha.

Mas como é que a gente faz quando, de uma hora pra outra, esse amor tão leve cai sobre o seu peito com um peso de mil toneladas? Como é que você vive num mundo em que não sabe como viver o amor que sente e, ao mesmo tempo, dói muito deixá-lo partir? 

A leveza mais insustentável de todas é a de um amor livre. Aquele  amor que você jamais vai poder prender num cadeado em uma ponte qualquer e cada vez que doer ter que deixá-lo ir embora, você vai saber que mais difícil que a saudade, seria viver esse amor preso a um cadeado e limitado de tal forma que quase nem ia parecer amor.

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